domingo, 21 de dezembro de 2014

A árvore de Natal, proveniente de um bosque da província de Vibo Valentia, Catanzaro, no sul da Itália, é um presente ao Santo Padre como auspício de esperança por um futuro de crescimento e paz. A árvore tem 25 metros e meio de altura, 55 centímetros de diâmetro e pesa quase 8 toneladas.

O presépio, proveniente de Verona, nordeste da Itália, é inspirado na lírica. Trata-se de uma doação feita ao Papa pela Fundação “Verona pela Arena”, que representa a cenografia da obra “Elixir de Amor”. O presépio é composto de umas vinte estátuas de barro, de tamanho natural, com vestes e acessórios, resistentes às intempéries.

O Papa Francisco recebeu em audiência as delegações das duas regiões e explicou-lhes que no presépio e na árvore encontramos sinais sugestivos para os cristãos mas também uma mensagem válida para todos:

“Chamam a atenção para o Mistério da Encarnação, o Filho Unigênito de Deus fez-se homem para nos salvar e a luz que Jesus levou ao mundo com o seu nascimento. Mas o presépio e a árvore tocam o coração de todos, inclusive de quem não crê, porque fala de fraternidade, de intimidade e de amizade, chamando os homens do nosso tempo a redescobrirem a beleza da simplicidade, da partilha e da solidariedade.”

 O presépio e a árvore trazem uma mensagem de luz, esperança e amor que convida a darmos lugar a Deus na nossa vida:

“Ele não vem com arrogância a impôr a sua potência, mas oferece-nos o seu amor omnipotente através da frágil figura de um menino. O presépio e a árvore trazem uma mensagem de luz, de esperança e de amor.”

A nova iluminação da Cúpula e da fachada da Basílica de S. Pedro consiste num moderno sistema, composto por 315 lâmpadas Led, que ressaltam as estruturas arquitetônicas e as cores da obra de Michelangelo. Os responsáveis pela instalação do novo sistema dizem que a nova iluminação permitirá uma economia energética de cerca de 70%.

No momento da inauguração da nova iluminação o Cardeal Angelo Comastri, Vigário Geral do Papa para a Cidade do Vaticano afirmou que “da Gruta de Belém parte um raio de luz, que ilumina a Cúpula de S. Pedro e a fachada da Basílica Vaticana. A vida de Pedro está indissoluvelmente ligada a Jesus. Pedro veio a Roma, onde derramou o seu sangue, dando à Igreja de Roma a continuidade da missão que Jesus lhe confiou: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja’ ” – afirmou o Cardeal Comastri na cerimônia de inauguração do presépio e da árvore de natal na Praça de S. Pedro.

Fonte: Rádio Vaticana

sábado, 20 de dezembro de 2014

Em 2014, o papa Francisco participou de 43 audiências na Praça de São Pedro, dirigindo-se a milhares de fiéis. Mais de um milhão e 200 peregrinos ouviram e meditaram com as catequeses de Francisco.

Na quarta-feira, 17, o papa fez seu discurso durante a última audiência do ano. Antes de se dirigir à multidão, saudou os fiéis do papa móvel, recebendo o carinho do povo por ocasião de seu aniversário de 78 anos.

Em preparação ao Sínodo sobre a Família, em outubro próximo, o papa iniciou novas catequeses sobre a vida em família. Em vista do Natal que se aproxima, Francisco meditou sobre a família de Nazaré.

“Deus escolheu nascer numa família humana, que Ele mesmo formou. E a formou num vilarejo perdido da periferia do Império Romano. Não em Roma, numa grande cidade, mas numa periferia quase invisível. E não só, inclusive mal falada", explicou. 

Acolher a Jesus

O papa recordou que Jesus permaneceu naquela periferia por 30 anos, levando uma vida normal, sem milagres, curas ou pregações.

“Os Evangelhos, em sua sobriedade, não referem nada acerca da adolescência e deixam esta tarefa à nossa meditação afetuosa”, disse o Papa, acrescentando que os membros da família de Nazaré poderiam servir de exemplo e inspiração para as mães, pais e até mesmo para a juventude atual.

Francisco falou que a família cristã pode antes de tudo acolher Jesus, ouvi-lo, protegê-lo, e assim melhorar o mundo. “Abramos espaço no nosso coração e nos nossos dias ao Senhor”, exortou.

O papa lembrou que não é fácil acolher Jesus, assim como não foi fácil nem para Maria e José, que tiveram que superar inúmeras dificuldades. “Não era uma família aparente, irreal. Pelo contrário, ela nos empenha a redescobrir a vocação e a missão da família; e fazer com que o amor, e não o ódio, se torne normal; que o amor recíproco se torne comum, e não a indiferença ou a inimizade",  explicou Francisco.

Fonte: CNBB

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

A Pastoral da Criança convida para celebração em homenagem à Dra. Zilda Arns Neumann, exemplo de amor e luta pela vida plena para todas as crianças. Esse evento, de compromisso com a criança, acontece no quinto ano de seu falecimento. Comece já a organizar sua caravana. O estádio tem capacidade para 43.000 pessoas e a prioridade de entrada será para as pessoas inscritas, através das caravanas ou individualmente. Faça sua inscrição

Saiba mais: http://pastoraldacrianca.org.br/pt/celebracao-dra-zilda

TRÊS PILARES DA PEREGRINAÇÃO

1. Celebração Dra. Zilda

Celebração Eucarística com a presença de Dom Geraldo Majella Agnelo, Dom Raymundo Damasceno Assis e Dom Aldo di Cillo Pagotto, com entrega da moção solicitando a abertura do processo de beatificação de Dra. Zilda. Evento com muita fé e mobilização para os compromissos com a criança.

Horário: das 19:00h às 22:00h - Os portões abrem às 17:00h.
Local: Estádio Arena da Baixada Clube Atlético Paranaense - Rua Buenos Aires, 1260. - Curitiba PR
Data: 10 de janeiro de 2015

Saiba como assinar a Moção para solicitar a abertura do processo de beatificação da Dra. Zilda: >>Clique aqui

2. Museu da Vida

Todos os peregrinos estão convidados a conhecer o Museu da Vida que comportará o Memorial Dra. Zilda e exposições sobre a história da Pastoral e suas ações, como Mil dias e Brinquedos e Brincadeiras. Saiba mais sobre o Museu da Vida: http://museudavida.com.br/

Local: Rua Jacarezinho, 1691 - Mercês - Curitiba (PR) - Brasil.
Data: Todos os dias **O museu será inaugurado somente no dia 5 de dezembro de 2014**
Horário: 08:00h às 19:00h

3. Visita ao túmulo da Dra. Zilda

Próximo ao estádio Arena da Baixada está localizado o cemitério onde está o túmulo da Dra. Zilda, durante todo o evento os peregrinos também poderão fazer essa visita.

Local: Cemitério Municipal Água Verde - Praça Maria Bergamin Andretta - Água Verde - Curitiba (PR)
Data: Todos os dias
Horário: 7:00h às 18:00h

FAÇA SUA PRÉ-INSCRIÇÃO
Individualmente: >>Clique aqui
Caravana: >>Clique aqui

Fonte: Irmã Alessandra
A Comissão de preparação do texto de Estudo 107 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), “Cristão leigos e leigas na Igreja e na sociedade – Sal da terra e luz do mundo”, está reunida, na sede da entidade, em Brasília (DF), para ajustes na redação a partir das contribuições e emendas enviadas pelas dioceses de todo o Brasil. O encontro teve início ontem, 16, e segue nesta quinta-feira, dia 18.

 O bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, dom Severino Clasen, considerou “bastante significativas” as contribuições enviadas, sobretudo as que dizem respeito aos leigos engajados nas atividades eclesiais e  posicionamentos sobre a atuação na sociedade, por meio de sindicatos, associações e na política.

Antes da 53ª Assembleia Geral da CNBB (AG), que acontecerá em abril de 2015, em Aparecida (SP), o texto alterado será enviado aos bispos. Após leitura, uma nova versão, ainda como texto de Estudos, será votada no evento, uma vez que o assunto é um dos temas prioritários da pauta.

Participam da reunião, além de dom Severino, os bispos de Porto Velho (RO), dom Esmeraldo Barreto de Farias, e de Macapá (AP), dom Pedro José Conti, e os assessores e peritos, Lúcia Pedrosa, Geraldo Aguiar, César e Ivenise.

Fonte: CNBB

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A Primeira Missão Jovem na Amazônia foi concluída no domingo, 14, com momentos de oração, partilha, testemunhos e missa. Os 72 jovens selecionados pelas Comissões para a Amazônia; Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; e Missão Continental da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) participaram de formação, em Manaus (AM), e depois foram enviados para os municípios de Parintins (AM), Borba (AM), Coari (AM) e Boa Vista (RR).

A experiência missionária dos jovens teve início no dia 30 de novembro. Na ocasião, os participantes ficaram instalados na sede do Movimento Focolares da capital amazonense, o Centro Mariápolis Maria de Loreto. Durante três dias aconteceram formação, integração e preparação para as atividades missionárias nas comunidades ribeirinhas e indígenas. O secretário executivo do regional Norte 1 da CNBB, padre Zenildo Lima, deu orientações sobre aspectos geográficos da Amazônia, bem como sobre a ação missionária realizada na região.

No dia 1º de dezembro, houve uma mesa redonda com jovens da região que apresentaram sua realidade aos missionários. Representantes das diversas expressões juvenis do Estado do Amazonas partilharam experiências e responderam perguntas sobre a vida da juventude. O seminarista da diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), Odílio Gentil, contou a realidade das etnias indígenas, dos costumes dos integrantes de sua comunidade e lamentou a perda de identidade dos jovens indígenas. “Os jovens de minha comunidade sonham muito em estudar, eu sonho em ser padre. Muitas vezes os jovens vêm para a cidade atrás do sonho, mas não conseguem e se envolvem com as drogas”, disse.

Os assessores das Comissões da CNBB e o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão Episcopal para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva, dividiram-se com os grupos nos quatro locais de missão. A assessora da Comissão para a Amazônia, irmã Maria Irene Lopes dos Santos, foi para a diocese de Coari (AM). A assessora da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial, irmã Dirce Gomes da Silva, esteve na prelazia de Borba (AM). Os assessores das Comissões para a Juventude, padre Carlos Sávio Ribeiro, e para a Missão Continental, padre Sidnei Marco Dornelas, realizaram a missão na reserva Raposa Serra do Sol, em Boa Vista (RR), diocese de Roraima. Em Parintins (AM), o grupo de jovens foi acompanhado pelo padre Marcelo Gualberto Monteiro, da diocese de Uruaçu (GO).

Na missa de encerramento da missão, padre Carlos Sávio lembrou aos jovens, em sua homilia, que o Natal do Senhor se aproxima e fez um convite para que os missionários sejam “mensageiros da esperança e da luz de Jesus Cristo, como foram os profetas Elias e João Batista”, citados nas leituras.

“A principal marca da juventude é a alegria. Vocês devem ser canais da graça de Deus e a ajudar a Igreja a libertar os jovens que ainda não conheceram a Cristo. Muito obrigado pelo testemunho de cada um de vocês, por subirem montes e rios da Amazônia e viajarem quilômetros e horas até aqui. Vocês fazem parte da história da Igreja do Brasil”, disse.

Dom Eduardo Pinheiro agradeceu em vídeo o envolvimento dos jovens. “Tenho certeza que, além do benefício que vocês carregarão para si, para a própria vida, para a própria realidade cristã, vocês vão ser sinais, vão propagar nas várias realidades a necessidade de fazer com que mais jovens discípulos missionários de Jesus Cristo assumam trabalhos concretos de missionariedade, de voluntariado, em vista da construção do Reino. Parabéns pelo sim que estão dando”, disse o bispo.

Os 72 jovens presentes na Primeira Missão Jovem na Amazônia representaram todos os estados brasileiros. Também fizeram parte do grupo jovens do Paraguai, do Uruguai e da Argentina.

Com informações e fotografia de Jovens Conectados
Tornar a Fazenda da Esperança um local onde os jovens possam fazer uma experiência voluntária, missionária e de encontro com Cristo. Esse é o objetivo do Projeto “Espalhando Esperança”, que será lançado no Brasil em janeiro de 2015. A iniciativa surgiu a partir de um convite do presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro.

“Esse é um projeto lindo, que nasce com certeza da vontade de Deus. Ele vai contribuir com os ideais, favorecer o crescimento e a formação humana dos jovens voluntários, além de ajudar muitos jovens que estão em tratamento. Convido a juventude para participar do “Espalhando Esperança’ ”, incentivou Dom Eduardo.

A Fazenda da Esperança é uma comunidade terapêutica com mais de 30 anos de experiência na recuperação de jovens dependentes químicos. Avaliada como a maior obra da América Latina desenvolvendo essa atividade e ajudando milhares de famílias, atualmente se encontra em 15 países do ocidente ao oriente. Seu trabalho se baseia no tripé: convivência em família, trabalho como processo pedagógico e espiritualidade para encontrar um sentido de vida.

“É bom dar essa chance para o jovem se doar. A medida que ele doa a sua vida para os outros, ele encontra o sentido da própria existência. Queremos dar aos jovens do Brasil a chance de encontrar uma felicidade muito profunda”, motivou o fundador da Fazenda da Esperança, Frei Hans Stapel.

O projeto “Espalhando Esperança” tem a proposta de responder ao pedido da Igreja na pessoa do Papa Bento XVI: "... Levem a Esperança, Jesus Cristo, ao maior número possível de jovens...".

Os jovens poderão passar um tempo de voluntariado que pode ser, no mínimo, de um mês em território nacional; três meses em outros países americanos; e um ano em outros continentes. Para se inscrever, os jovens, maiores de 18 anos, deverão preencher o formulário de inscrição do projeto.

>> Para acessar o formulário: >>Clique aqui

Fazenda da Esperança no Maranhão

Cidade: Balsas

Nome: Fazenda Dom Franco Masserdotti (Masculina)
Endereço: Povoado Angelim, s/n – Gleba Testa Branca
CEP: 65800-000
Correspondência: Praça Roosevelt Cury, 02 – Bairro: Centro/ CEP 65800-000
Telefone: (99) 3541-3048
Email: balsas.m@fazenda.org.br
Capacidade: 25 internos
Trabalhos: Criação de bovinos, peixes, ovelhas; artesanatos. 

Cidade: Caxias

Nome: Fazenda Nossa Senhora das Graças (Masculina)
Endereço: Praça Gonçalves Dias, s/n
CEP: 65604-010
Telefone: (99) 3421-8853
Email: caxias.m@fazenda.org.br
Estado: Maranhão
Cidade: Coroatá
Nome: Fazenda Santo Agostinho (Masculina)
Endereço: Rua Senador Leite, 01 – Bairro: Massaranduba
CEP: 65415-000
Correspondência: Rua Oscar Jansen, 158 – Bairro: Centro/ CEP 65415-000
Telefone: (99) 3641-1459
Email: coroata.m@fazenda.org.br
Capacidade: 120 internos
Trabalhos: Fábrica de polpa de frutas, doces; criação de gado. 

Cidade: Coroatá

Nome: Fazenda Madre Tereza de Calcutá (Feminina)
Endereço: Travessa,157 – Bairro: Cajueiro
CEP: 65415-000
Correspondência: Caixa Postal 01 – Coroatá/MA - CEP 65415-000
Telefone: (99) 3641-0791
Email: coroata.f@fazenda.org.br
Capacidade: 24 internos
Trabalhos: Artesanato; horta; trufas; salgados.

Fonte: ACI Digital / Fazenda da Esperança

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O sábado passado (13) foi um dia de grande festa para a comunidade do Pantanal, que encerrou depois de 10 dias o festejo em honra à Santa Luzia, tida pelo povo católico como padroeira da vista.

Às 18:00h um grande número de pessoas concentrou-se na Comunidade São Raimundo Nonato, onde tradicionalmente a procissão de santa parte em direção à igreja no Pantanal. Através de cantos, orações e agradecimentos a Deus pelas graças alcançadas, os devotos percorreram ruas que ligam o Bairro Santos Dumont ao Pantanal, até o largo da Comunidade Santa Luzia, onde foi celebrada a Missa de encerramento do festejo, presidida por Frei Ribamar. 

Após a Missa, foram realizados leilões, apresentações dos jovens da comunidade e também de uma banda musical, além do tradicional bingo que a comunidade promove na última noite do festejo. 

Confira algumas fotos:

Fotografia: Lourival Albuquerque
A salvação é um coração humilde que confia em Deus – esta a principal mensagem do Papa Francisco na missa de terça-feira dia 16 de dezembro na Capela da Casa de Santa Marta. A humildade salva o homem aos olhos de Deus, a soberba perde-o. A chave está no coração. As leituras do Profeta Sofonias e do Evangelho de S. Mateus sugeriram ao Papa a sua meditação.

Na primeira leitura do Profeta Sofonias encontramos uma cidade rebelde, aonde existe um grupo que se arrepende dos seus pecados: este, destacou o Papa, é o ‘povo de Deus’ que tem três características: a ‘humildade, pobreza e confiança no Senhor’. Mas na cidade há também aqueles que ‘não aceitaram a correção, não confiaram no Senhor’. Estes serão condenados:

“Estes não podem receber a Salvação. Estão fechados à Salvação. Quando vemos o santo povo de Deus que é humilde e pobre e confia no Senhor estes serão salvos.”

A passagem do Evangelho de S. Mateus apresenta-nos a parábola dos dois filhos convidados pelo pai a trabalhar na vinha. O primeiro recusa-se, depois arrepende-se e vai; o segundo diz sim ao pai, mas na verdade engana-o. Jesus conta esta história aos chefes do povo, afirmando claramente que são eles que não quiseram escutar a voz de Deus através de João e que por isso, no Reino dos Céus serão superados pelos publicanos e prostitutas. E o seu escândalo, observou o Papa, é idêntico ao dos cristãos que se sentem ‘puros’ só porque vão à missa e comungam”. O Papa Francisco recordou a história do santo que tudo tinha dado ao Senhor menos os seus pecados. O Santo Padre concluiu a sua homilia dizendo que quando formos capazes de dizer ao Senhor os nossos pecados aí seremos salvos:

Quando nós formos capazes de dizer ao Senhor: "Senhor, estes são os meus pecados tomá-os Tu, assim eu serei salvo e nós seremos aquele povo humilde e pobre, que confia no nome do Senhor.”

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Está chegando a sétima edição da Cantata Natalina "Um Natal de Luz", na cidade de Bacabal. Neste sábado, dia 20, às 19h, no largo da Paróquia São Francisco das Chagas, será apresentado mais um espetáculo em louvor à chegada do Menino Deus. 

A programação conta com um cortejo de abertura, apresentação da Filarmônica do Sesi Edilson Baldez, do Coral São Francisco e do show "Canções de Luz" com Emanuel de Jesus e convidados. Participe e colabore com a campanha "Natal Solidário". Durante toda a semana e no dia do evento, a Igreja São Francisco receberá roupas e alimentos. "Vimos sua estrela no oriente e viemos adorá-lo"

Fonte: Blog do Cabo Brito
Ao meio-dia deste domingo dia 14 de dezembro o Papa Francisco recitou o Angelus da Janela do Palácio Apostólico. Começou por recordar que o Advento neste III Domingo propõe-nos como atitude a alegria. Mas qual é a alegria que o cristão é chamado a viver e a testemunhar? – perguntou o Santo Padre:

“É aquela que vem da proximidade de Deus, da sua presença na nossa vida. Desde que Jesus entrou na nossa história, com o seu nascimento em Belém, a humanidade recebeu o gérmen do Reino de Deus, como um terreno que recebe a semente, promessa de uma colheita futura. Não é preciso procurar noutro sítio! Jesus veio trazer a alegria a todos e para sempre. Não se trata de uma alegria apenas experimentada e reenviada ao Paraíso mas uma alegria real e experimentável agora, porque Jesus é , Ele próprio, a nossa alegria e a nossa paz.”

“Com Jesus a alegria é de casa”

 “Ele está vivo, é o Ressuscitado e opera em nós e entre nós especialmente com a Palavra e os Sacramentos.”

O Papa Francisco continuou a suas alocução antes do Angelus recordando que todos nós batizados somos chamados a acolher de forma renovada a presença de Deus no meio de nós e a ajudar os outros a descobri-la. Trata-se de uma missão belíssima – parecida com a de João Batista: orientar a pessoas para Cristo – observou o Santo Padre que sublinhou as palavras de S. Paulo na liturgia de hoje:

“S. Paulo indica na liturgia de hoje as condições para ser missionários da alegria: rezar com perseverança, dar sempre graças a Deus, seguir o seu Espírito, procurar o bem e evitar o mal.”

Este deve ser o nosso estilo de vida – continuou o Papa – que concluiu a sua mensagem afirmando que Jesus, não é um personagem do passado mas Ele é a Palavra de Deus que ilumina o nosso caminho. Em Jesus é possível encontrar a paz interior e a força para enfrentar a vida de cada dia mesmo nas situações mais difíceis – afirmou o Papa Francisco que a seguir recitou a oração do Angelus.

Nas palavras que dirigiu à grande multidão presente na Praça de S. Pedro logo a seguir à oração do Angelus, o Papa Francisco saudou sobretudo as crianças romanas que vieram ao encontro do Papa para a tradicional benção dos “bambinelli”, pequenas imagens do Menino Jesus que é organizada pelo Centro dos Oratórios Romanos. O Papa dirigiu-lhes algumas palavras e ofereceu-lhes um presente:

“Queridas crianças, agradeço-vos a vossa presença e desejo-vos um bom Natal! Quando rezardes e casa, junto ao vosso presépio, recordai-vos de mim, como eu me recordo de vós. A oração é a respiração da alma: é importante encontrar momentos do dia para abrir o coraçãoa Deus, mesmo com simples e breves orações do povo cristão. Por isso, hoje pensei de dar-vos um presente a todos vós que estais aqui na Praça: um pequeno livrinho de bolso que tem algumas orações, para os vários momentos do dia e para as diferentes situações da vida. Alguns voluntários vão distribuí-lo. Peguem num e levai-o sempre convosco, como ajuda para viver todo o dia com Deus.”

O Santo Padre saudou os grupos de fieis vindos de todo o mundo, em particular os grupos italianos vindos de Civitella Casanova, Catania, Gela, Altamura, e Frosinone. Saudou também os fieis polacos que neste III Domingo do Advento acendem a tradicional “vela do Natal” reafirmando o empenho na solidariedade especialmente neste Ano da Caritas que se celebra na Polónia.

O Papa Francisco a todos desejou um bom domingo e um bom almoço pedindo que não nos esqueçamos de rezar por ele.

Fonte: Rádio Vaticana

domingo, 14 de dezembro de 2014

Por ocasião do Dia Mundial da Paz, celebrado em 1º de janeiro de 2015, o papa Francisco enviou mensagem em que propõe reflexão sobre os conflitos e guerras ideológicas entre as religiões e países, chamando atenção para a necessidade do diálogo e da paz. O papa alerta, ainda, para as diferentes formas de escravidão existentes no mundo e que é preciso “considerar todos os homens, ‘já não escravos, mas irmãos’.

Ao final da mensagem, Francisco convoca os cristãos para que sejam “artífices da globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e que Deus coloca nas nossas mãos”.

Confira, abaixo, a íntegra da mensagem:

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO XLVIII DIA MUNDIAL DA PAZ

1º DE JANEIRO DE 2015



JÁ NÃO ESCRAVOS, MAS IRMÃOS



1. No início de um novo ano, que acolhemos como uma graça e um dom de Deus para a humanidade, desejo dirigir, a cada homem e mulher, bem como a todos os povos e nações do mundo, aos chefes de Estado e de Governo e aos responsáveis das várias religiões, os meus ardentes votos de paz, que acompanho com a minha oração a fim de que cessem as guerras, os conflitos e os inúmeros sofrimentos provocados quer pela mão do homem quer por velhas e novas epidemias e pelos efeitos devastadores das calamidades naturais. Rezo de modo particular para que, respondendo à nossa vocação comum de colaborar com Deus e com todas as pessoas de boa vontade para a promoção da concórdia e da paz no mundo, saibamos resistir à tentação de nos comportarmos de forma não digna da nossa humanidade.

Já, na minha mensagem para o 1º de Janeiro passado, fazia notar que «o anseio de uma vida plena (…) contém uma aspiração irreprimível de fraternidade, impelindo à comunhão com os outros, em quem não encontramos inimigos ou concorrentes, mas irmãos que devemos acolher e abraçar».[1] Sendo o homem um ser relacional, destinado a realizar-se no contexto de relações interpessoais inspiradas pela justiça e a caridade, é fundamental para o seu desenvolvimento que sejam reconhecidas e respeitadas a sua dignidade, liberdade e autonomia. Infelizmente, o flagelo generalizado da exploração do homem pelo homem fere gravemente a vida de comunhão e a vocação a tecer relações interpessoais marcadas pelo respeito, a justiça e a caridade. Tal fenômeno abominável, que leva a espezinhar os direitos fundamentais do outro e a aniquilar a sua liberdade e dignidade, assume múltiplas formas sobre as quais desejo deter-me, brevemente, para que, à luz da Palavra de Deus, possamos considerar todos os homens, «já não escravos, mas irmãos».

À escuta do projeto de Deus para a humanidade

2. O tema, que escolhi para esta mensagem, inspira-se na Carta de São Paulo a Filemon; nela, o Apóstolo pede ao seu colaborador para acolher Onésimo, que antes era escravo do próprio Filemon mas agora tornou-se cristão, merecendo por isso mesmo, segundo Paulo, ser considerado um irmão. Escreve o Apóstolo dos gentios: «Ele foi afastado por breve tempo, a fim de que o recebas para sempre, não já como escravo, mas muito mais do que um escravo, como irmão querido» (Flm 15-16). Tornando-se cristão, Onésimo passou a ser irmão de Filemon. Deste modo, a conversão a Cristo, o início de uma vida de discipulado em Cristo constitui um novo nascimento (cf. 2 Cor 5, 17; 1 Ped 1, 3), que regenera a fraternidade como vínculo fundante da vida familiar e alicerce da vida social.

Lemos, no livro do Gênesis (cf. 1, 27-28), que Deus criou o ser humano como homem e mulher e abençoou-os para que crescessem e se multiplicassem: a Adão e Eva, fê-los pais, que, no cumprimento da bênção de Deus para ser fecundos e multiplicar-se, geraram a primeira fraternidade: a de Caim e Abel. Saídos do mesmo ventre, Caim e Abel são irmãos e, por isso, têm a mesma origem, natureza e dignidade de seus pais, criados à imagem e semelhança de Deus.

Mas, apesar de os irmãos estarem ligados por nascimento e possuírem a mesma natureza e a mesma dignidade, a fraternidade exprime também a multiplicidade e a diferença que existe entre eles. Por conseguinte, como irmãos e irmãs, todas as pessoas estão, por natureza, relacionadas umas com as outras, cada qual com a própria especificidade e todas partilhando a mesma origem, natureza e dignidade. Em virtude disso, a fraternidade constitui a rede de relações fundamentais para a construção da família humana criada por Deus.

Infelizmente, entre a primeira criação narrada no livro do Gênesis e o novo nascimento em Cristo – que torna, os crentes, irmãos e irmãs do «primogênito de muitos irmãos» (Rom 8, 29) –, existe a realidade negativa do pecado, que interrompe tantas vezes a nossa fraternidade de criaturas e deforma continuamente a beleza e nobreza de sermos irmãos e irmãs da mesma família humana. Caim não só não suporta o seu irmão Abel, mas mata-o por inveja, cometendo o primeiro fratricídio. «O assassinato de Abel por Caim atesta, tragicamente, a rejeição radical da vocação a ser irmãos. A sua história (cf. Gen 4, 1-16) põe em evidência o difícil dever, a que todos os homens são chamados, de viver juntos, cuidando uns dos outros».[2]

Também na história da família de Noé e seus filhos (cf. Gen 9, 18-27), é a falta de piedade de Caim para com seu pai, Noé, que impele este a amaldiçoar o filho irreverente e a abençoar os outros que o tinham honrado, dando assim lugar a uma desigualdade entre irmãos nascidos do mesmo ventre.

Na narração das origens da família humana, o pecado de afastamento de Deus, da figura do pai e do irmão torna-se uma expressão da recusa da comunhão e traduz-se na cultura da servidão (cf. Gen 9, 25-27), com as consequências daí resultantes que se prolongam de geração em geração: rejeição do outro, maus-tratos às pessoas, violação da dignidade e dos direitos fundamentais, institucionalização de desigualdades. Daqui se vê a necessidade de uma conversão contínua à Aliança levada à perfeição pela oblação de Cristo na cruz, confiantes de que, «onde abundou o pecado, superabundou a graça (…) por Jesus Cristo» (Rom 5, 20.21). Ele, o Filho amado (cf. Mt 3, 17), veio para revelar o amor do Pai pela humanidade. Todo aquele que escuta o Evangelho e acolhe o seu apelo à conversão, torna-se, para Jesus, «irmão, irmã e mãe» (Mt 12, 50) e, consequentemente, filho adotivo de seu Pai (cf. Ef 1, 5).

No entanto, os seres humanos não se tornam cristãos, filhos do Pai e irmãos em Cristo por imposição divina, isto é, sem o exercício da liberdade pessoal, sem se converterem livremente a Cristo. Ser filho de Deus requer que primeiro se abrace o imperativo da conversão: «Convertei-vos – dizia Pedro no dia de Pentecostes – e peça cada um o batismo em nome de Jesus Cristo, para a remissão dos seus pecados; recebereis, então, o dom do Espírito Santo» (Act 2, 38). Todos aqueles que responderam com a fé e a vida àquela pregação de Pedro, entraram na fraternidade da primeira comunidade cristã (cf. 1 Ped 2, 17; Act 1, 15.16; 6, 3; 15, 23): judeus e gregos, escravos e homens livres (cf. 1 Cor 12, 13; Gal 3, 28), cuja diversidade de origem e estado social não diminui a dignidade de cada um, nem exclui ninguém do povo de Deus. Por isso, a comunidade cristã é o lugar da comunhão vivida no amor entre os irmãos (cf. Rom 12, 10; 1 Tes 4, 9; Heb 13, 1; 1 Ped 1, 22; 2 Ped 1, 7).

Tudo isto prova como a Boa Nova de Jesus Cristo – por meio de Quem Deus «renova todas as coisas» (Ap 21, 5)[3] – é capaz de redimir também as relações entre os homens, incluindo a relação entre um escravo e o seu senhor, pondo em evidência aquilo que ambos têm em comum: a filiação adotiva e o vínculo de fraternidade em Cristo. O próprio Jesus disse aos seus discípulos: «Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai» (Jo 15, 15).

As múltiplas faces da escravatura, ontem e hoje

3. Desde tempos imemoriais, as diferentes sociedades humanas conhecem o fenômeno da sujeição do homem pelo homem. Houve períodos na história da humanidade em que a instituição da escravatura era geralmente admitida e regulamentada pelo direito. Este estabelecia quem nascia livre e quem, pelo contrário, nascia escravo, bem como as condições em que a pessoa, nascida livre, podia perder a sua liberdade ou recuperá-la. Por outras palavras, o próprio direito admitia que algumas pessoas podiam ou deviam ser consideradas propriedade de outra pessoa, a qual podia dispor livremente delas; o escravo podia ser vendido e comprado, cedido e adquirido como se fosse uma mercadoria qualquer.

Hoje, na sequência de uma evolução positiva da consciência da humanidade, a escravatura – delito de lesa humanidade[4] – foi formalmente abolida no mundo. O direito de cada pessoa não ser mantida em estado de escravidão ou servidão foi reconhecido, no direito internacional, como norma inderrogável.

Mas, apesar de a comunidade internacional ter adotado numerosos acordos para pôr termo à escravatura em todas as suas formas e ter lançado diversas estratégias para combater este fenômeno, ainda hoje milhões de pessoas – crianças, homens e mulheres de todas as idades – são privadas da liberdade e constrangidas a viver em condições semelhantes às da escravatura.

Penso em tantos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo menores, escravizados nos mais diversos sectores, a nível formal e informal, desde o trabalho doméstico ao trabalho agrícola, da indústria manufatureira à mineração, tanto nos países onde a legislação do trabalho não está conforme às normas e padrões mínimos internacionais, como – ainda que ilegalmente – naqueles cuja legislação protege o trabalhador.

Penso também nas condições de vida de muitos migrantes que, ao longo do seu trajeto dramático, padecem a fome, são privados da liberdade, despojados dos seus bens ou abusados física e sexualmente. Penso em tantos deles que, chegados ao destino depois de uma viagem duríssima e dominada pelo medo e a insegurança, ficam detidos em condições às vezes desumanas. Penso em tantos deles que diversas circunstâncias sociais, políticas e econômicas impelem a passar à clandestinidade, e naqueles que, para permanecer na legalidade, aceitam viver e trabalhar em condições indignas, especialmente quando as legislações nacionais criam ou permitem uma dependência estrutural do trabalhador migrante em relação ao dador de trabalho como, por exemplo, condicionando a legalidade da estadia ao contrato de trabalho... Sim! Penso no «trabalho escravo».

Penso nas pessoas obrigadas a prostituírem-se, entre as quais se contam muitos menores, e nas escravas e escravos sexuais; nas mulheres forçadas a casar-se, quer as que são vendidas para casamento quer as que são deixadas em sucessão a um familiar por morte do marido, sem que tenham o direito de dar ou não o próprio consentimento.

Não posso deixar de pensar a quantos, menores e adultos, são objeto de tráfico e comercialização para remoção de órgãos, para ser recrutados como soldados, para servir de pedintes, para atividades ilegais como a produção ou venda de drogas, ou para formas disfarçadas de adoção internacional.

Penso, enfim, em todos aqueles que são raptados e mantidos em cativeiro por grupos terroristas, servindo os seus objetivos como combatentes ou, especialmente no que diz respeito às meninas e mulheres, como escravas sexuais. Muitos deles desaparecem, alguns são vendidos várias vezes, torturados, mutilados ou mortos.

Algumas causas profundas da escravatura

4. Hoje como ontem, na raiz da escravatura, está uma concepção da pessoa humana que admite a possibilidade de a tratar como um objeto. Quando o pecado corrompe o coração do homem e o afasta do seu Criador e dos seus semelhantes, estes deixam de ser sentidos como seres de igual dignidade, como irmãos e irmãs em humanidade, passando a ser vistos como objetos. Com a força, o engano, a coação física ou psicológica, a pessoa humana – criada à imagem e semelhança de Deus – é privada da liberdade, mercantilizada, reduzida a propriedade de alguém; é tratada como meio, e não como fim.

Juntamente com esta causa ontológica – a rejeição da humanidade no outro –, há outras causas que concorrem para se explicar as formas atuais de escravatura. Entre elas, penso em primeiro lugar na pobreza, no subdesenvolvimento e na exclusão, especialmente quando os três se aliam com a falta de acesso à educação ou com uma realidade caracterizada por escassas, se não mesmo inexistentes, oportunidades de emprego. Não raro, as vítimas de tráfico e servidão são pessoas que procuravam uma forma de sair da condição de pobreza extrema e, dando crédito a falsas promessas de trabalho, caíram nas mãos das redes criminosas que gerem o tráfico de seres humanos. Estas redes utilizam habilmente as tecnologias informáticas modernas para atrair jovens e adolescentes de todos os cantos do mundo.

Entre as causas da escravatura, deve ser incluída também a corrupção daqueles que, para enriquecer, estão dispostos a tudo. Na realidade, a servidão e o tráfico das pessoas humanas requerem uma cumplicidade que muitas vezes passa através da corrupção dos intermediários, de alguns membros das forças da polícia, de outros atores do Estado ou de variadas instituições, civis e militares. «Isto acontece quando, no centro de um sistema econômico, está o deus dinheiro, e não o homem, a pessoa humana. Sim, no centro de cada sistema social ou econômico, deve estar a pessoa, imagem de Deus, criada para que fosse o dominador do universo. Quando a pessoa é deslocada e chega o deus dinheiro, dá-se esta inversão de valores».[5]

Outras causas da escravidão são os conflitos armados, as violências, a criminalidade e o terrorismo. Há inúmeras pessoas raptadas para ser vendidas, recrutadas como combatentes ou exploradas sexualmente, enquanto outras se vêem obrigadas a emigrar, deixando tudo o que possuem: terra, casa, propriedades e mesmo os familiares. Estas últimas, impelidas a procurar uma alternativa a tão terríveis condições, mesmo à custa da própria dignidade e sobrevivência, arriscam-se assim a entrar naquele círculo vicioso que as torna presa da miséria, da corrupção e das suas consequências perniciosas.

Um compromisso comum para vencer a escravatura

5. Quando se observa o fenômeno do comércio de pessoas, do tráfico ilegal de migrantes e de outras faces conhecidas e desconhecidas da escravidão, fica-se frequentemente com a impressão de que o mesmo tem lugar no meio da indiferença geral.

Sem negar que isto seja, infelizmente, verdade em grande parte, apraz-me mencionar o enorme trabalho que muitas congregações religiosas, especialmente femininas, realizam silenciosamente, há tantos anos, a favor das vítimas. Tais institutos atuam em contextos difíceis, por vezes dominados pela violência, procurando quebrar as cadeias invisíveis que mantêm as vítimas presas aos seus traficantes e exploradores; cadeias, cujos elos são feitos não só de subtis mecanismos psicológicos que tornam as vítimas dependentes dos seus algozes, através de chantagem e ameaça a eles e aos seus entes queridos, mas também através de meios materiais, como a apreensão dos documentos de identidade e a violência física. A atividade das congregações religiosas está articulada a três níveis principais: o socorro às vítimas, a sua reabilitação sob o perfil psicológico e formativo e a sua reintegração na sociedade de destino ou de origem.

Este trabalho imenso, que requer coragem, paciência e perseverança, merece o aplauso da Igreja inteira e da sociedade. Naturalmente o aplauso, por si só, não basta para se pôr termo ao flagelo da exploração da pessoa humana. Faz falta também um tríplice empenho a nível institucional: prevenção, proteção das vítimas e ação judicial contra os responsáveis. Além disso, assim como as organizações criminosas usam redes globais para alcançar os seus objetivos, assim também a ação para vencer este fenômeno requer um esforço comum e igualmente global por parte dos diferentes atores que compõem a sociedade.

Os Estados deveriam vigiar para que as respectivas legislações nacionais sobre as migrações, o trabalho, as adoções, a transferência das empresas e a comercialização de produtos feitos por meio da exploração do trabalho sejam efetivamente respeitadoras da dignidade da pessoa. São necessárias leis justas, centradas na pessoa humana, que defendam os seus direitos fundamentais e, se violados, os recuperem reabilitando quem é vítima e assegurando a sua incolumidade, como são necessários também mecanismos eficazes de controle da correta aplicação de tais normas, que não deixem espaço à corrupção e à impunidade. É preciso ainda que seja reconhecido o papel da mulher na sociedade, intervindo também no plano cultural e da comunicação para se obter os resultados esperados.

As organizações intergovernamentais são chamadas, no respeito pelo princípio da subsidiariedade, a implementar iniciativas coordenadas para combater as redes transnacionais do crime organizado que gerem o mercado de pessoas humanas e o tráfico ilegal dos migrantes. Torna-se necessária uma cooperação em vários níveis, que englobe as instituições nacionais e internacionais, bem como as organizações da sociedade civil e do mundo empresarial.

Com efeito, as empresas[6] têm o dever não só de garantir aos seus empregados condições de trabalho dignas e salários adequados, mas também de vigiar para que não tenham lugar, nas cadeias de distribuição, formas de servidão ou tráfico de pessoas humanas. A par da responsabilidade social da empresa, aparece depois a responsabilidade social do consumidor. Na realidade, cada pessoa deveria ter consciência de que «comprar é sempre um ato moral, para além de econômico».[7]

As organizações da sociedade civil, por sua vez, têm o dever de sensibilizar e estimular as consciências sobre os passos necessários para combater e erradicar a cultura da servidão.

Nos últimos anos, a Santa Sé, acolhendo o grito de sofrimento das vítimas do tráfico e a voz das congregações religiosas que as acompanham rumo à libertação, multiplicou os apelos à comunidade internacional pedindo que os diversos atores unam os seus esforços e cooperem para acabar com este flagelo.[8] Além disso, foram organizados alguns encontros com a finalidade de dar visibilidade ao fenômeno do tráfico de pessoas e facilitar a colaboração entre os diferentes atores, incluindo peritos do mundo acadêmico e das organizações internacionais, forças da polícia dos diferentes países de origem, trânsito e destino dos migrantes, e representantes dos grupos eclesiais comprometidos em favor das vítimas. Espero que este empenho continue e se reforce nos próximos anos.

Globalizar a fraternidade, não a escravidão nem a indiferença

6. Na sua atividade de «proclamação da verdade do amor de Cristo na sociedade»,[9] a Igreja não cessa de se empenhar em ações de carácter caritativo guiada pela verdade sobre o homem. Ela tem o dever de mostrar a todos o caminho da conversão, que induz a voltar os olhos para o próximo, a ver no outro – seja ele quem for – um irmão e uma irmã em humanidade, a reconhecer a sua dignidade intrínseca na verdade e na liberdade, como nos ensina a história de Josefina Bakhita, a Santa originária da região do Darfur, no Sudão. Raptada por traficantes de escravos e vendida a patrões desalmados desde a idade de nove anos, haveria de tornar-se, depois de dolorosas vicissitudes, «uma livre filha de Deus» mediante a fé vivida na consagração religiosa e no serviço aos outros, especialmente aos pequenos e fracos. Esta Santa, que viveu a cavalo entre os séculos XIX e XX, é também hoje testemunha exemplar de esperança[10] para as numerosas vítimas da escravatura e pode apoiar os esforços de quantos se dedicam à luta contra esta «ferida no corpo da humanidade contemporânea, uma chaga na carne de Cristo».[11]

Nesta perspectiva, desejo convidar cada um, segundo a respectiva missão e responsabilidades particulares, a realizar gestos de fraternidade a bem de quantos são mantidos em estado de servidão. Perguntemo-nos, enquanto comunidade e indivíduo, como nos sentimos interpelados quando, na vida quotidiana, nos encontramos ou lidamos com pessoas que poderiam ser vítimas do tráfico de seres humanos ou, quando temos de comprar, se escolhemos produtos que poderiam razoavelmente resultar da exploração de outras pessoas. Há alguns de nós que, por indiferença, porque distraídos com as preocupações diárias, ou por razões econômicas, fecham os olhos. Outros, pelo contrário, optam por fazer algo de positivo, comprometendo-se nas associações da sociedade civil ou praticando no dia-a-dia pequenos gestos como dirigir uma palavra, trocar um cumprimento, dizer «bom dia» ou oferecer um sorriso; estes gestos, que têm imenso valor e não nos custam nada, podem dar esperança, abrir estradas, mudar a vida a uma pessoa que tateia na invisibilidade e mudar também a nossa vida face a esta realidade.

Temos de reconhecer que estamos perante um fenômeno mundial que excede as competências de uma única comunidade ou nação. Para vencê-lo, é preciso uma mobilização de dimensões comparáveis às do próprio fenômeno. Por esta razão, lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo,[12] o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45).

Sabemos que Deus perguntará a cada um de nós: Que fizeste do teu irmão? (cf. Gen 4, 9-10). A globalização da indiferença, que hoje pesa sobre a vida de tantas irmãs e de tantos irmãos, requer de todos nós que nos façamos artífices de uma globalização da solidariedade e da fraternidade que possa devolver-lhes a esperança e levá-los a retomar, com coragem, o caminho através dos problemas do nosso tempo e as novas perspectivas que este traz consigo e que Deus coloca nas nossas mãos.

Vaticano, 8 de Dezembro de 2014.

FRANCISCUS


[1] N. 1. 

[2] Mensagem para o Dia Mundial da Paz 2014, 2. 

[3] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 11. 

[4] Cf. Discurso à Delegação internacional da Associação de Direito Penal (23 de Outubro de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 30/X/2014), 9. 

[5] Discurso aos participantes no Encontro mundial dos Movimentos Populares (28 de Outubro de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 06/XI/2014), 9. 

[6] Cf. Pontifício Conselho «Justiça e Paz», La vocazione del leader d’impresa. Una riflessione (Milão e Roma, 2013). 

[7] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 66. 

[8] Cf. Mensagem ao Senhor Guy Rydes, Director-Geral da Organização Internacional do Trabalho, por ocasião da 103ª sessão da Conferência da O.I.T. (22 de Maio de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 05/VI/2014), 7. 

[9] Bento XVI, Carta enc. Caritas in veritate, 5. 

[10] «Mediante o conhecimento desta esperança, ela estava “redimida”, já não se sentia escrava, mas uma livre filha de Deus. Entendia aquilo que Paulo queria dizer quando lembrava aos Efésios que, antes, estavam sem esperança e sem Deus no mundo: sem esperança porque sem Deus» ( Bento XVI, Carta enc. Spe salvi, 3). 

[11] Discurso aos participantes na II Conferência Internacional « Combating Human Trafficking: Church and Law Enforcement in partnership» (10 de Abril de 2014): L’Osservatore Romano (ed. portuguesa de 17/IV/2014), 8; cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 270. 

[12] Cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 24; 270.
Neste sábado, dia 13, o Papa Francisco comemorou 45 anos de sacerdócio e recebeu no Vaticano uma delegação dos “Amigos de Gabriel Rosset” e do “Lar Nossa Senhora dos Sem-teto”, duas Associações que acolhem pessoas sem-teto para ajudá-las e inseri-las novamente na sociedade.
Na sua saudação aos presentes, o Santo Padre manifestou o seu apreço pelo trabalho de tais Instituições entre os pobres, as pessoas excluídas da sociedade, os sem-teto, os famintos, e os desempregados.

O fundador destas Associações, Gabriel Rosset, ouviu o grito dos pobres e, diante dos seus sofrimentos, respondeu com grande generosidade, recordando do apelo do próprio Cristo sofredor.
Com efeito, afirmou o Santo Padre, os pobres são aqueles que nos evangelizam sempre, nos comunicam, misteriosamente, a sabedoria de Deus. O mundo de hoje, disse, tem urgente necessidade do testemunho da misericórdia divina. O pobre é a pessoa preferida pelo Senhor e está no centro do seu Evangelho!

O Papa Francisco agradeceu o testemunho misericordioso que os membros destes Institutos dão com gestos simples e carinhosos, através dos quais aliviam a miséria das pessoas, dispensando-lhes uma nova esperança e restituindo-lhes dignidade humana.

A opção pelos últimos da sociedade, concluiu o Papa, é sempre um sinal que pode ser dado, em nome de Cristo morto e ressuscitado. E referindo-se ao Advento, destacou a dimensão mariana do trabalho destas Associações, porque a Mãe de Jesus dá sempre um teto aos seus filhos. Ela é repleta de compaixão por todos os homens, sobretudo pelos pobres, deserdados e necessitados.

Fonte: Rádio Vaticana

sábado, 13 de dezembro de 2014

As reuniões públicas para o Natal e Ano Novo serão proibidas este ano em Serra Leoa devido ao ebola, indicou nesta sexta-feira (12) o chefe do Centro Nacional de Luta Contra a Epidemia (NERC), Palo Conteh.

 "Não haverá celebrações de Natal ou Ano Novo este ano", disse a repórteres, acrescentando que os militares estariam nas ruas para evitar qualquer festa.

"Vamos garantir que todos permaneçam em casa para refletir sobre (o perigo) do ebola", afirmou, sem especificar uma data ou quaisquer exceções.

De acordo com as estatísticas oficiais, Serra Leoa compreende cerca de 60% de muçulmanos e entre 25% e 30% de cristãos. Mas no país, Natal e Ano Novo dão espaço a reuniões públicas ou eventos festivos sem distinção de religião.

Em Freetown, a capital do país cuja população é estimada em cerca de 1,2 milhão de habitantes, boates e bares estão fechados há meses por causa do estado de emergência declarado em 31 de julho devido ao ebola e ainda em vigor.

Também em razão da doença, os muçulmanos comemoraram o Eid al-Adha sem pompa e com reduzidos encontros no início de outubro.

E mais da metade das 14 províncias do país estão sujeitas a restrições de tráfego.

A atual epidemia de ebola foi declarada no sul da Guiné em dezembro de 2013 e, desde então, já causou mais de 6.500 mortes, 99% na Libéria, Serra Leoa e Guiné.

Apesar de a Libéria concentrar quase metade das mortes, Serra Leoa tornou-se o país mais afetado em relação ao número de casos.

Fonte: Portal G1
Depois de 10 dias de celebração, escuta e reflexão da Palavra de Deus, termina neste sábado (13), o Festejo de Santa Luzia.

A programação de encerramento consta de procissão luminosa, saindo da Comunidade São Raimundo Nonato, percorrendo algumas ruas do Bairro Santos Dumont e Pantanal, até chegar à igreja no Pantanal, onde a missa será presidida por Frei Ribamar.

Após a missa, haverá leilões, vendas de lanches e o bingo de uma novilha. Participe!
Santa Luzia (ou Santa Lúcia), cujo nome deriva do latim, é muito amada e invocada como a protetora dos olhos, janela da alma, canal de luz.

Conta-se que pertencia a uma família italiana e rica, que lhe deu ótima formação cristã, ao ponto de Luzia ter feito um voto de viver a virgindade perpétua. Com a morte do pai, Luzia soube que sua mãe queria vê-la casada com um jovem de distinta família, porém pagão. Ao pedir um tempo para o discernimento foi para uma romaria ao túmulo da mártir Santa Ágeda, de onde voltou com a certeza da vontade de Deus quanto à virgindade e quanto aos sofrimento por que passaria, como Santa Ágeda.

Vendeu tudo, deu aos pobres e logo foi acusada pelo jovem que a queria como esposa. Santa Luzia, não querendo oferecer sacrifício ao deuses e nem quebrar o seu santo voto, teve que enfrentar as autoridades perseguidoras e até a decapitação em 303, para assim testemunhar com a vida, ou morte o que disse: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a ele prometi amor e fidelidade”.

Somente em 1894 o martírio da jovem Luzia, também chamada Lúcia, foi devidamente confirmado, quando se descobriu uma inscrição escrita em grego antigo sobre o seu sepulcro, em Siracusa, Ilha da Sicília. A inscrição trazia o nome da mártir e confirmava a tradição oral cristã sobre sua morte no início do século IV.

Mas a devoção à santa, cujo próprio nome está ligado à visão (“Luzia” deriva de “luz”), já era exaltada desde o século V. Além disso, o papa Gregório Magno, passado mais um século, a incluiu com todo respeito para ser citada no cânone da missa. Os milagres atribuídos à sua intercessão a transformaram numa das santas auxiliadoras da população, que a invocam, principalmente, nas orações para obter cura nas doenças dos olhos ou da cegueira.

Diz a antiga tradição oral que essa proteção, pedida a santa Luzia, se deve ao fato de que ela teria arrancado os próprios olhos, entregando-os ao carrasco, preferindo isso a renegar a fé em Cristo. A arte perpetuou seu ato extremo de fidelidade cristã através da pintura e da literatura. Foi enaltecida pelo magnífico escritor Dante Alighieri, na obra “A Divina Comédia”, que atribuiu a santa Luzia a função da graça iluminadora. Assim, essa tradição se espalhou através dos séculos, ganhando o mundo inteiro, permanecendo até hoje.

Luzia pertencia a uma rica família de Siracusa. Sua mãe, Eutíquia, ao ficar viúva, prometeu dar a filha como esposa a um jovem da Corte local. Mas a moça havia feito voto de virgindade eterna e pediu que o matrimônio fosse adiado. Isso aconteceu porque uma terrível doença acometeu sua mãe. Luzia, então, conseguiu convencer Eutíquia a segui-la em peregrinação até o túmulo de santa Águeda ou Ágata. A mulher voltou curada da viagem e permitiu que a filha mantivesse sua castidade. Além disso, também consentiu que dividisse seu dote milionário com os pobres, como era seu desejo.

Entretanto quem não se conformou foi o ex-noivo. Cancelado o casamento, foi denunciar Luzia como cristã ao governador romano. Era o período da perseguição religiosa imposta pelo cruel imperador Diocleciano; assim, a jovem foi levada a julgamento. Como dava extrema importância à virgindade, o governante mandou que a carregassem à força a um prostíbulo, para servir à prostituição. Conta a tradição que, embora Luzia não movesse um dedo, nem dez homens juntos conseguiram levantá-la do chão. Foi, então, condenada a morrer ali mesmo. Os carrascos jogaram sobre seu corpo resina e azeite ferventes, mas ela continuava viva. Somente um golpe de espada em sua garganta conseguiu tirar-lhe a vida. Era o ano 304.

Para proteger as relíquias de santa Luzia dos invasores árabes muçulmanos, em 1039, um general bizantino as enviou para Constantinopla, atual território da Turquia. Elas voltaram ao Ocidente por obra de um rico veneziano, seu devoto, que pagou aos soldados da cruzada de 1204 para trazerem sua urna funerária. Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro e seu corpo está guardado na Catedral de Veneza, embora algumas pequenas relíquias tenham seguido para a igreja de Siracusa, que a venera no mês de maio também.

Fonte: Canção Nova
Durante quinze dias de missão, jovens irão percorrer as dioceses de Coari, Parintins, Borba e Roraima. A atividade teve início no dia 30 de novembro e prosseguirá até 15 de dezembro.

Os jovens foram selecionados por comissões episcopais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). No período de seleção, foram inscritos mais de mil candidatos de diversas partes do Brasil.

O projeto visa despertar o jovem para a vivência da vocação missionária por meio do convívio comunidades ribeirinhas e indígenas. O bispo auxiliar de campo grande e presidente da comissão para a juventude da CNBB, dom Eduardo Pinheiro da Silva, acompanha os jovens nesta primeira experiência na Amazônia.

“O objetivo desta missão é fortalecer a dimensão missionária no mundo juvenil. Percebemos que os jovens brasileiros estão abertos para a experiência missionária, inclusive em outros lugares, fora dos ambientes em que vivem. Como Igreja, queremos proporcionar mecanismos e oportunidades para que os jovens desenvolvam essa vocação”, explica.

A primeira Missão jovem na Amazônia é organizada pelas Comissões para a Amazônia; Ação Missionária e Cooperação Intereclesial; Missão Continental da CNBB, com apoio das Pontifícias Obras Missionárias (POM).

Participação de bacabalense
Fagno Silva é da Paróquia São Francisco das Chagas / Comunidade Santa Clara e foi selecionado para participar dessa ação missionária. 

Em contato com o site da Paróquia Sant'Ana, Fagno contou que são 72 missionários, que nesse final de semana estão deslocando-se para Manaus, mas que dividiram-se em grupos para abranger um maior número de regiões. O trabalho dos jovens é a visita às comunidades indígenas e ribeirinhas, conhecendo suas realidade e despertando em seu povo o ardor missionário. Outro foco é a animação missionária com a juventude. Fagno e mais quatro missionários permaneceram na cidade de Autazes, na Paróquia Sant'Ana e São Joaquim, onde tinham a função de animar as comunidades dessa paróquia.

 Fotografia: Fagno Silva
Um grupo de crianças da Comunidade Santa Luzia preparou-se durante um bom tempo para um encontro muito especial: com Jesus Cristo, presente na Eucaristia. 

A recepção do Sacramento aconteceu durante o novenário em honra à Padroeira, no último dia 09 de dezembro, em uma celebração presidida por Padre Cláudio, FAM e que contou com a presença de um grande número de fiéis, assim como familiares e amigos dos neocomungantes. 

Em sua homilia, Padre Cláudio falou da importância da perseverança, na responsabilidade e o significado que a Eucaristia propõe a quem a recebe, destacando que esse encontro com Jesus deve provocar uma mudança e uma resposta autêntica à fé. 

A comunidade alegrou-se pela celebração, já que essas 20 crianças já participam ativamente as celebrações e atividades da comunidade e mantêm um laço muito forte de amizade com seus catequistas, o que aumenta em muito a chance de perseverança.

Parabéns a todas e que o Senhor conceda-lhes muita fé.
Fotografia: Lourival Albuquerque Silva
O Festejo do Bairro Pantanal esse ano traz como tema central “Nos passos de Santa Luzia descobriremos a Alegria do Evangelho” e procurou nesse período trazer à reflexão, o documento Evangelii Gaudium, do Papa Francisco. 

Buscando motivar também as famílias na participação eclesial e, consequentemente, na divulgação da Boa Notícia, no último dia 06 de dezembro foram realizados os enlaces matrimoniais de Antonio da Conceição Araújo e Regiane Rodrigues Oliveira; Raimundo Pereira Gomes e Maria Antonia do Livramento de Jesus; Manoel Miranda e Maria Reis de Arruda Muniz; e Lourival Silva dos Santos e Maria Joana e Sousa Neta. Todos os casais já conviviam, constituíram família e encontraram na festa de Santa Luzia a oportunidade de receberem as bênçãos do Matrimônio em uma cerimônia presidida por Frei Ribamar Cardoso Lima. 
Na oportunidade, as comunidades Sant'Ana e São José estiveram presentes animando também a liturgia. Este momento importante na vida dos quatro casais foi compartilhada por familiares, amigos e fiéis que  também serviram de testemunhas das uniões ali celebradas. Um momento ímpar também na vida da comunidade, já que três dos quatros casais residem ali mesmo e podem ser sementes de novas conquistas no que se refere à evangelização das famílias do Bairro Pantanal. 

O festejo encerra-se dia 13 de dezembro, com procissão saindo às 18:00h da Comunidade São Raimundo Nonato. A missa de encerramento será no largo da igreja de Santa Luzia, no Bairro Pantanal. 

Confira algumas fotos:
Fotografia: Lourival Albuquerque Silva

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

A vida dos primeiros cristãos era repleta de alegria, porque eles sabiam que estavam fazendo, em cada momento do seu dia, o que o Senhor queria deles. Sua alegria não dependia de estados emocionais, de saúde ou de qualquer outro elemento humano, mas sim da proximidade com Deus, que era o motivo da sua felicidade.

Sua alegria era capaz de superar todas as provações, inclusive as mais duras, como a perseguição e o martírio que caracterizaram sua época. Além disso, sua alegria era contagiante: muitas pessoas encontravam Deus vendo a alegria dos cristãos.

No livro “O Pastor”, Hermas (irmão do Papa Pio I), na metade do século II, ofereceu uma série de recomendações aos cristãos, referentes à importância de evitar a tristeza e estar alegres:

1. Arranque a tristeza de você e não atribule o Espírito Santo que mora em sua alma. Porque o Espírito de Deus, que foi infundido na sua carne, não suporta a tristeza nem a angústia.

2. Revista-se, então, da alegria, que encontra sempre graça diante de Deus e é aceita por Ele. Todo homem alegre faz o bem, pensa no bem e despreza a tristeza.

3. Os santos, enquanto viviam neste mundo, estavam sempre alegres, como se estivessem sempre celebrando a Páscoa.

4. Você sempre estará alegre e contente se em todos os momentos dirigir a Deus sua vida, pois a esperança do prêmio suaviza e alivia as penalidades deste mundo.

5. “Quem praticar a misericórdia, que o faça com alegria”, disse o Apóstolo: esta prontidão e diligência duplicarão o prêmio da sua dádiva. Pois o que se oferece de má vontade e por força não resulta de forma alguma agradável nem belo.

6. A misericórdia divina nos convida à felicidade eterna. As alegrias deste mundo levam à tristeza eterna, mas as alegrias que são segundo a vontade de Deus durarão para sempre e levarão à felicidade eterna aqueles que nelas perseverarem.

7. Os seguidores de Cristo vivem contentes e alegres, e se gloriam da sua pobreza mais que os reis da sua diadema.

8. Na terra, até a alegria costuma terminar em tristeza; mas, para quem vive segundo Cristo, inclusive as tristezas se transformam em alegrias.

9. Se tivermos fixo o olhar nas coisas da eternidade, e convencidos de que tudo o que é deste mundo passa e acaba, viveremos sempre contentes e permaneceremos inquebrantáveis em nosso entusiasmo até o fim. Nem nos abaterá o infortúnio, nem nos preencherá de soberba a prosperidade, porque consideraremos ambas transitórias.

10. A alegria no Senhor deve ir crescendo continuamente, enquanto a alegria no mundo deve ir diminuindo até extinguir-se. Isso não deve ser entendido no sentido de que não devamos nos alegrar enquanto estivermos neste mundo, mas é uma exortação a que, ainda vivendo no mundo, nos alegremos já no Senhor.

11. A alegria completa será quando já não tivermos por alimento o leite da esperança, mas o manjar sólido da possessão. Contudo, também agora, antes de que esta possessão chegue até nós, antes de que cheguemos a esta possessão, podemos nos alegrar com o Senhor. Pois não é pouca a alegria da esperança, que há de converter-se depois em possessão.

12. Não há nada mais infeliz que a felicidade dos que pecam.

13. Estes foram os primeiros cristãos, e isso devem ser os cristãos de hoje: semeadores de paz e de alegria, da paz e da alegria que Jesus nos trouxe (São Josemaría Escrivá, “É Cristo que passa”, 30).

Fonte: Aleteia
Num sábado, no ano de 1531, a Virgem Santíssima apareceu a um indígena que, de seu lugarejo, caminhava para a cidade do México a fim de participar da catequese e da Santa Missa enquanto estava na colina de Tepeyac, perto da capital. Este índio convertido chamava-se Juan Diego (canonizado pelo Papa João Paulo II em 2002).

Nossa Senhora disse então a Juan Diego que fosse até o bispo e lhe pedisse que naquele lugar fosse construído um santuário para a honra e glória de Deus.

O bispo local, usando de prudência, pediu um sinal da Virgem ao indígena que, somente na terceira aparição, foi concedido. Isso ocorreu quando Juan Diego buscava um sacerdote para o tio doente: “Escute, meu filho, não há nada que temer, não fique preocupado nem assustado; não tema esta doença, nem outro qualquer dissabor ou aflição. Não estou eu aqui, a seu lado? Eu sou a sua Mãe dadivosa. Acaso não o escolhi para mim e o tomei aos meus cuidados? Que deseja mais do que isto? Não permita que nada o aflija e o perturbe. Quanto à doença do seu tio, ela não é mortal. Eu lhe peço, acredite agora mesmo, porque ele já está curado. Filho querido, essas rosas são o sinal que você vai levar ao Bispo. Diga-lhe em meu nome que, nessas rosas, ele verá minha vontade e a cumprirá. Você é meu embaixador e merece a minha confiança. Quando chegar diante dele, desdobre a sua “tilma” (manto) e mostre-lhe o que carrega, porém, só em sua presença. Diga-lhe tudo o que viu e ouviu, nada omita…”

O prelado viu não somente as rosas, mas o milagre da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, pintada prodigiosamente no manto do humilde indígena. Ele levou o manto com a imagem da Santíssima Virgem para a capela, e ali, em meio às lágrimas, pediu perdão a Nossa Senhora. Era o dia 12 de dezembro de 1531.

Uma linda confirmação deu-se quando Juan Diego fora visitar o seu tio, que sadio narrou: “Eu também a vi. Ela veio a esta casa e falou a mim. Disse-me também que desejava a construção de um templo na colina de Tepeyac e que sua imagem seria chamada de ‘Santa Maria de Guadalupe’, embora não tenha explicado o porquê”. Diante de tudo isso muitos se converteram e o santuário foi construído.

O grande milagre de Nossa Senhora de Guadalupe é a sua própria imagem. O tecido, feito de cacto, não dura mais de 20 anos e este já existe há mais de quatro séculos e meio. Durante 16 anos, a tela esteve totalmente desprotegida, sendo que a imagem nunca foi retocada e até hoje os peritos em pintura e química não encontraram na tela nenhum sinal de corrupção.

No ano de 1971, alguns peritos inadvertidamente deixaram cair ácido nítrico sobre toda a pintura. E nem a força de um ácido tão corrosivo estragou ou manchou a imagem. Com a invenção e ampliação da fotografia descobriu-se que, assim como a figura das pessoas com as quais falamos se reflete em nossos olhos, da mesma forma a figura de Juan Diego, do referido bispo e do intérprete se refletiu e ficou gravada nos olhos do quadro de Nossa Senhora. Cientistas americanos chegaram à conclusão de que estas três figuras estampadas nos olhos de Nossa Senhora não são pintura, mas imagens gravadas nos olhos de uma pessoa viva.

Declarou o Papa Bento XIV, em 1754: “Nela tudo é milagroso: uma Imagem que provém de flores colhidas num terreno totalmente estéril, no qual só podem crescer espinheiros… uma Imagem estampada numa tela tão rala que através dela pode se enxergar o povo e a nave da Igreja… Deus não agiu assim com nenhuma outra nação”.

Coroada em 1875 durante o Pontificado de Leão XIII, Nossa Senhora de Guadalupe foi declarada “Padroeira de toda a América” pelo Papa Pio XII no dia 12 de outubro de 1945.

No dia 27 de janeiro de 1979, durante sua viagem apostólica ao México, o Papa João Paulo II visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe e consagrou a Mãe Santíssima toda a América Latina, da qual a Virgem de Guadalupe é Padroeira.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

A educadora e ativista Guilhermina Divina de Aguiar Silva, 57 anos, foi premiada no último dia 5 de dezembro, em São Luís, pelos serviços prestados de modo voluntário e humanístico junto à sociedade maranhense, especialmente na cidade onde mora. O troféu “Geny Murad” é concedido anualmente a pessoas que se destacam na defesa dos direitos humanos, numa iniciativa da Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de São Luís, liderada pelo Bispo Dom Belisário, egresso há alguns anos de Bacabal à nossa capital.

O evento – que se realizou no dia internacional do voluntário — se deu por ocasião do encerramento do seminário “Dezembro de paz”, de tema “Violência x Cultura de paz”, da CJP e homenageou duas mulheres, numa atitude de reconhecimento e estímulo àqueles cidadãos que, de modo voluntário e prestativo, prezam por lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, tornando-se verdadeiros ativistas ou embaixadores da paz junto às regionais diocesanas do Maranhão. Estiveram presentes personalidades de grande relevância no setor, como a Sra. Helena Heluy, aposentada da área jurídica e ex-deputada de vários mandatos, que também foi premiada; o Dr. Douglas de Melo Martins, juiz palestrante do seminário; o promotor José Cláudio Cabral Marques (que já atuou em nossa cidade); o historiador Wagner Cabral (UFMA) e Jefferson Portela, delegado e futuro Secretário de Segurança Pública do Maranhão.

 Formada em Pedagogia, habilitada em História e Geografia, pós-graduada em Planejamento de Educação e Metodologia do Ensino Superior, além de qualificações em diversas áreas de atuação sócio-popular, a professora Guilhermina Aguiar, como é conhecida, é personagem muito presente nos fóruns de direitos, nos conselhos, nas lutas de classe e defesa das minorias, sempre com seu espírito sóbrio, sábio e latente pela equidade social. Há tempos milita nas pastorais sociais da Igreja Católica, é atual conselheira do CME-Conselho Municipal de Educação, entre outras funções das quais nunca se exclui, quando o assunto é o interesse popular. “Ganhar esse prêmio representa para mim o reconhecimento de toda uma trajetória de lutas, de sofrimento e até perseguições, mas que é gratificante por ser algo humanitário e coletivo. É também mais um estímulo ao prosseguimento de outras e outras jornadas”, assegura a professora premiada.

Em 2013 o troféu “Geny Murad” foi outorgado ao bispo aposentado Dom Xavier, francês, ligado à APAC – Associação de Proteção aos Presos, organização internacional com atuação em Bacabal e da qual a professora Guilhermina é presidente.

Nossos aplausos à nossa grande educadora.

Costa Filho / Blog do Sérgio Matias
Deus salva o seu povo não de longe, mas se fazendo próximo de nós, com ternura. Foi o que afirmou o Papa Francisco na homilia da missa de hoje em Santa Marta.

Inspirando-se no Profeta Isaías, o Papa fez uma comparação: “a proximidade é tão grande que Deus se apresenta aqui como uma mãe que dialoga com a sua criança: uma mãe que quando canta a canção de ninar ao filho, faz voz de criança e se faz pequena como ela, fala no seu mesmo tom a ponto de se passar por ridícula se alguém não entendesse o que de grande há ali: ‘Nada de medo, Jacó, pobre vermezinho’. Mas quantas vezes uma mãe diz essas coisas ao filho enquanto o acaricia, eh? Eis que vou fazer de ti um trenó triturador, novinho… tu serás grande… E o acaricia, e o põe mais perto dela. E Deus faz assim. É a ternura de Deus. Está tão perto de nós que se expressa com esta ternura: a ternura de uma mãe”.

Deus nos ama gratuitamente – afirmou o Papa – como uma mãe ama o seu filho. E o filho “se deixa amar”: “esta é a graça de Deus”. “Mas nós, tantas vezes, para nos sentir seguros, queremos controlar a graça” e “na história e também na nossa vida temos a tentação de mercantilizar a graça”, torná-la “como uma mercadoria ou uma coisa controlável”, talvez dizendo a nós mesmos: “Mas eu tenho tanta graça” ou: “Tenho a alma limpa, estou em estado de graça”.

“E assim esta verdade tão bela da proximidade de Deus escorrega numa contabilidade espiritual: ‘Não, eu faço isso porque me dará 300 dias de graça... Eu faço aquilo porque assim acumulo graça’. Mas o que é a graça? Uma mercadoria? E assim parece que sim. Parece que sim. E na história esta proximidade de Deus ao seu povo foi traída por esta nossa atitude, egoísta, de querer controlar a graça, mercantilizá-la”.

O Papa recorda os grupos que nos tempos de Jesus queriam controlar a graça: os fariseus, escravizados pelas leis que pesavam “nas costas do povo”. Os Saduceus, com seus compromissos políticos; os Essênios, “bons, muito bons, mas tinham medo, não arriscavam” e acabavam se isolando em seus mosteiros. Os Zelotas, para quem a graça de Deus era a “guerra de libertação”, “outro modo de mercantilizar a graça”.

“A graça de Deus – disse Francisco – é outra coisa: é proximidade, é ternura... Esta regra vale sempre. Se em seu relacionamento com o Senhor você não sente que Ele lhe ama com ternura, então está lhe faltando alguma coisa; ainda não entendeu o que é a graça, ainda não recebeu a graça, esta proximidade”.

O Papa Francisco recordou uma confissão de muitos anos atrás, quando uma mulher questionava a validez de uma Missa em que havia ido sábado à noite, para um casamento, que tinha leituras diferentes da de domingo. E assim lhe respondeu: “Deus a ama tanto quando a senhora. A senhora foi lá, recebeu a Comunhão, esteve com Jesus. Fique tranquila, o Senhor não é um comerciante, o Senhor a ama, está próximo de si”.

Fonte: Aleteia
Trata-se de um programa para internautas e pessoas com acessibilidade a internet que oferece itinterários e instrumentos para capacitá-los a serem discípulos e missionários mediante a escuta e anúncio da Palavra de Deus com o método da Lectio Divina (Leitura Orante), adaptada à linguagem jovem.

"O programa é servido pelo Centro Bíblico Latino Americano (Cebipal) que quer ser um instrumento de evangelização através da internet, ou seja, fazer com que as pessoas que utilizam este meio usem o site para evangelizar", assim esclarece a Comissão Bíblico-Catequética da CNBB.

Participantes: Padres, seminaristas, religiosos(as), pascom’s, ministros, pastorais, jovens e adultos.

Data: 30, 31 de janeiro e 01 de fevereiro

Taxa de inscrição: R$ 200,00
Incluso: Hospedagem, alimentação e material didático

Metodologia: Exposição, power point, grupos, plenárias, trabalhos individuais, teatro, música, deserto, celebração e vigilia
Material usado: bíblia lecionautas, livro manual, notebooks, celulares com Whatsap

Local:
Casa de Encontro Nossa Senhora de Fátima (Centro Comboniano), na Rua dos Magistrados, nº 97 - Olho D’Água, São Luis-MA
Contatos: (98) 98816-9725 / 98743-0292 / 98826-0005
Email: idalina_jara@hotmail.com

Fonte: Rádio Vaticana