sexta-feira, 22 de julho de 2016

O Colégio de Consultores da diocese de Imperatriz (MA) escolheu o administrador diocesano, na última terça-feira, 19. Após a nomeação de dom Gilberto Pastana de Oliveira como bispo coadjutor de Crato (CE), o grupo elegeu padre Francisco Lima Soares para desempenhar a função até a designação de um novo bispo.

Padre Francisco nasceu em Araguatins (TO). Foi ordenado presbítero em Imperatriz (MA), em 15 de julho de 1990. Em 26 anos de presbiterado, desenvolveu várias atividades em diversas pastorais e movimentos da diocese e no regional Nordeste 5 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Atuou como pároco; vigário paroquial da paróquia Menino Jesus de Praga; diretor da TV Anajás, afiliada da Rede Vida em Imperatriz; promotor vocacional da diocese; assessor diocesano da Pastoral da Juventude; vice-presidente da Comissão Regional do Clero e presidente da Associação dos Presbíteros do Maranhão.
Nesta quinta-feira (21) celebramos a 7ª noite do Festejo de Sant'Ana e São Joaquim e a celebração, como durante todo esse período, tem contato com um bom número de participantes. 

A Missa foi presidida por Frei Gilberto Magno, diretor do Centro Franciscano de Animação Missionária - CEFRAM, que pela primeira vez celebrou em nossa comunidade paroquial e foi calorosamente acolhido. Em sua homilia, tratou sobre a misericórdia de Deus, destacando que somos imagem do Pai, e que dessa forma, devemos ser portadores desse sentimento.

Após a Missa, na parte social da festa houve a apresentação de um grupo de sanfoneiros, das Jades e da Quadrilha da Pastoral Familiar.
Fotografia: Lourival Albuquerque
Na quarta-feira dia 20 de julho foi apresentada aos jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé, a viagem do Papa Francisco à Polônia, que será de 27 a 31 de julho. Objetivo principal serão as XXXI Jornadas Mundiais da Juventude em Cracóvia, mas não só, como sublinhou na conferência de imprensa o padre Federico Lombardi, Diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé:

“Esta viagem é também uma viagem a Cracóvia, portanto à Polônia, e existem eventos e circunstâncias que não estão ligados estritamente às JMJ, mas à Polônia, às suas circunstâncias e aos lugares que o Papa visitará, diferentes de Cracóvia, em particular Czestochowa e Auschwitz.”
Trata-se da 15ª Viagem do Papa Francisco e é o 23º país que o Santo Padre visita. Tema geral das jornadas: “Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”.

Recordemos o programa da viagem do Papa Francisco à Polônia para estas XXXI Jornadas Mundiais da Juventude que terão lugar em Cracóvia de 27 a 31 deste mês de julho:

O Santo Padre partirá do aeroporto romano de Fiumicino com destino a Cracóvia pelas 14h de quarta-feira dia 27. Encontros previstos com as autoridades, com a sociedade civil e com o Corpo Diplomático. Visita de cortesia ao Presidente da República e no final da tarde um encontro com os bispos da Polônia na Catedral de Cracóvia.

No dia 28, quinta-feira, o Papa irá de manhã em helicóptero, para Czestochowa, para rezar no Mosteiro de Jasna Gora junto da Virgem Negra da Polónia. Às 10:30h presidirá à Missa na área do Santuário de Czestochowa, por ocasião dos 1050 anos do Batismo da Polônia. Depois regressa a Cracóvia, onde, às 17:30h, haverá a cerimônia de acolhimento dos jovens no Parque Jordan em Blonia, sempre na cidade de Cracóvia.

Na sexta-feira, dia 29 pelas 10.30h está prevista a visita ao campo de concentração de Auschwitz e, em particular ao campo de Birkenau. Será um momento de memória pelas vítimas da Segunda Guerra Mundial.

Na tarde de dia 29 pelas 16:30h, em Cracóvia, Francisco visitará o Hospital Pediátrico Universitário, em Prokocim.  Às 18:30h, terá lugar a Via Sacra com os jovens no Parque Jordan em Blonia.
No sábado dia 30 de Julho, pelas 8:30h, será a visita ao Santuário da Divina Misericórdia, onde será feita a passagem através da Porta da Divina Misericórdia e o Rito de Reconciliação de alguns jovens no Santuário da Divina Misericórdia. Pelas 10:30h será a Missa com sacerdotes, religiosos, religiosas, consagrados e seminaristas polacos no Santuário S. João Paulo II, em Cracóvia.

Às 12.45h, será o almoço com os jovens no arcebispado e às 19:30h no Campus Misericordiae terá início a grande vigília de oração com os jovens.

No Domingo dia 31, às 10h será a Missa da Jornada Mundial da Juventude.  De tarde pelas 17h encontro com os voluntários da JMJ e com o Comité organizador e Benfeitores na Arena Tauron de Cracóvia. Às 18:15h a cerimónia de despedida no Aeroporto Balice de Cracóvia, estando prevista a chegada do Santo Padre ao aeroporto Ciampino às 20:25h de Roma.

No que diz respeito à segurança o padre Lombardi disse aos jornalistas que não há problemas especiais embora tenham anunciado a sua presença cerca de oitocentos bispos e sejam esperados mais de um milhão e quinhentos mil jovens. O Mons. Pawel Rytel-Andrianik, porta-voz da Conferência Episcopal da Polónia deu mais pormenores:

“Como sabemos, geralmente vêm mais pessoas do que as que estão inscritas. Quando se encerraram as inscrições estávamos em 335 mil e 437 pessoas. Os primeiros inscritos eram da Espanha e depois de outros países. Porém, como organização, espera-se que o Santo Padre encontrará no Campus Misericordiae entre um milhão e quinhentas mil pessoas a um milhão e oitocentas mil. Depois, em Czestochowa poderão estar entre trezentas e quinhentas mil, a maioria polacos, que celebram os 1050 anos do Batismo da Polônia. Estes são os números. Em relação aos países que participarão, vemos que, a maioria das pessoas, vêm da Polônia, Itália, França, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Brasil, Ucrânia e Portugal.”

Entretanto, preparando a sua viagem à Polônia e, em particular, o seu encontro com os jovens nas JMJ de Cracóvia o Papa Francisco enviou esta semana uma vídeo-mensagem à Polónia na qual afirmou que “tudo será vivido sob o signo da Misericórdia, neste Ano Jubilar, e com a grata e devota memória de S. João Paulo II, que foi o artífice das Jornadas Mundiais da Juventude e guia do povo polaco no seu caminho histórico recente rumo à liberdade”.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Neste domingo (24) inicia-se em nossa cidade mais uma grande tradição: a Cavalgada em honra a Sant'Ana e São Joaquim, padroeiros de nossa Paróquia. 

O evento deverá contar com cavaleiros e amazonas de toda cidade e deverá ser mais uma demonstração de fé e devoção, abrindo espaço para que eventos dessa natureza ocorram em anos futuros. A largada será às 08:00h da própria Matriz dos padroeiros e de lá percorrerão as principais ruas da cidade, até retornar ao ponto inicial onde haverá venda de almoço aos participantes.

Você é nosso convidado especial!

* Imagem meramente ilustrativa

quarta-feira, 20 de julho de 2016

“Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?”. Esse questionamento de Jesus diante de sua procura por Maria e seus discípulos foi o ponto de referência dessa 5ª noite do festejo em honra a Sant'Ana e São Joaquim desta terça-feira (19).

A celebração eucarística foi presidida por Padre José Geraldo, do Santuário São Benedito de Pedreiras-MA, que de maneira vibrante contagiou toda a assembleia com a resposta ao trecho do Evangelho de Mateus 12, 46-50. Fazendo com que toda o povo participasse ativamente da celebração, disse que todo aquele que é parecido com Maria é parente de Jesus e citou algumas práticas que vão nos levar a saber que estamos ou não no caminho certo. Segue:

s Acolher: tanto na igreja, como os de fora, os da nossa própria casa, da nossa família; 
s Ser missionário:  não só de boca, mas principalmente com atitudes; 
s Ser profeta: anunciar e denunciar as injustiças, oferecendo consolo aos jovens, aos drogados, aos marginalizados e aos que sofrem; 
s Ser solidário: principalmente com os que mais necessitam, fazendo com que a sua dor seja também a nossa dor; 
s Acordar: é tempo de despertar de nosso sono, da nossa omissão, da falta de fé, de amor...; 
s Ser fraterno: reconhecer o outro para que possamos melhor dirigir-nos a Deus chamando-O de Pai; 
s Ser humilde: ou seja, ter amor, ser terra boa, saber que somos humanos, mas que podemos aprender com nossos erros; 
s Orar: a oração só toca o coração de Deus quando temos pureza no coração e não somos levados por intrigas, inveja, ingratidão, inimizades. É necessário limparmos o nosso coração e nossa oração deve mexer com nossa atitude. 

Para finalizar sua fala, lembrou que antigamente quando as pessoas ouviam o sino da igreja tocar, sabiam que era hora de ir à Missa, o que não acontece mais em nossos dias. "Devemos hoje, como batizados e batizadas, ser nós mesmos os sinos (sinais)". concluiu.

Após a Missa houve a apresentação do Boi de Brejinho.

Confira algumas fotos da Missa:
Fotografia: Lourival Albuquerque

terça-feira, 19 de julho de 2016

Antes bispo de Imperatriz-MA, Dom Gilberto Pastana foi apresentado canonicamente como bispo coadjutor de Dom Fernando Panico, aconteceu na manhã deste domingo, dia 17 de julho, na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato.

A celebração foi presidida por Dom Fernando Panico e teve como concelebrantes, além do bispo coadjutor, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza; Dom Ângelo Pignoli, Bispo de Quixadá; Dom Edson Castro Homem, Bispo de Iguatu; Dom José Haring, Bispo de Limoeiro do Norte; Dom Magnus Henrique Lopes, Bispo de Salgueiro (PE); Dom Severino Batista de Franca, Bispo Emérito de Nazaré da Mata (PE) e Monsenhor Agripino Ferreira de Assis, administrador da Diocese de Cajazeiras (PB). O clero da Diocese de Crato, e presbíteros da Diocese de Imperatriz (MA), onde Dom Gilberto esteve como bispo diocesano, também concelebraram. Também estiveram presentes na celebração religiosas e leigos da Diocese de Crato, e fiéis da Diocese de Imperatriz com os familiares de Dom Gilberto Pastana.

Após o rito inicial da celebração, o chanceler da Diocese de Crato, Armando Lopes Rafael, apresentou ao colégio dos consultores e ao povo presente, a Bula Papal pela qual o Papa Francisco nomeou o bispo coadjutor para a igreja diocesana de Crato. Em seguida o Padre Benedito Evaldo Alves, representando o clero da Diocese, fez a acolhida a Dom Gilberto Pastana.

Durante a homília Dom Fernando relatou a alegria em receber Dom Gilberto para somar  na condução do seu pastoreio. “No ano do Jubileu da Misericórdia é dado a nossa Diocese de Crato receber a visita de Deus. Um Deus Trindade que em sua benevolência nos abençoa com a chegada de um bispo coadjutor. Bendito seja Deus! Bendito seja quem vem em nome do Senhor! Essa celebração eucarística marca a chegada de Dom Gilberto Pastana de Oliveira, o irmão tão esperado que vem caminhar conosco. Dom Gilberto hoje vem para fazer parte da história viva desta Igreja Particular”. Dom Fernando falou sobre o seu problema de saúde e a importância da presença do bispo coadjutor.

O desafio de atuar como bispo coadjutor e as expectativas de ajudar no pastoreio junto a Dom Fernando, tiveram destaque nas palavras de Dom Gilberto. “Foi unicamente confiando no Senhor que humildemente aceitei mais esse desafio de, a partir de hoje, somar junto a Dom Fernando no pastoreio desta diocese missionária e romeira de Crato. Diocese marcada pela importante presença de tantos romeiros, de tantos leigos e consagrados, homens e mulheres de Deus que por aqui passaram deixando as marcas da evangelização, sinal da misericordiosa presença de Deus nesta abençoada terra do “padim” padre Cícero. Que Igreja bonita eu encontro! Espero humildemente, junto com Dom Fernando, continuar o legado de todos esses predecessores”, disse.

O lema episcopal de Dom Fernando é “Corações ao alto” e o de Dom Gilberto é “Venha o teu reino (Mt 6, 10a)”.

Homenagens a Dom Gilberto

No final da solenidade Dom Gilberto Pastana recebeu homenagens de autoridades, do clero e leigos de Imperatriz. A Secretária de Políticas para a Mulher, Maria da Conceição Medeiros, representando o Prefeito de Imperatriz, Sebastião Torres Madeira, leu uma carta em nome do poder executivo municipal.  O jovem Ítalo Mateus, representando os leigos, também prestou sua homenagem. Em seguida o representante do Clero de Imperatriz, Padre Antônio José Souza Carvalho, e o Coordenador de Pastoral, Padre Francisco Lima Soares, também direcionaram suas homenagens a Dom Gilberto Pastana.

Bispo Coadjutor

Segundo o Código de Direito Canônico, no cânon 403, o “Bispo Coadjutor é um auxiliar com direito à sucessão, constituído pela Santa Sé, quando esta julga oportuno”.

Dom Gilberto Pastana de Oliveira foi nomeado como bispo coadjutor de Dom Fernando Panico no dia 18 de maio, pelo Papa Francisco, e estará na Diocese de Crato para auxiliá-lo até a sua renúncia.

Fonte: Diocese de Crato

segunda-feira, 18 de julho de 2016

A Comunidade Paroquial acolheu neste domingo (17) em seu festejo, Frei William, de Trizidela do Vale, que presidiu a celebração eucarística da 3ª noite das homenagens a Sant'Ana e São Joaquim

Abordando a temática da misericórdia, o presidente da celebração apontou a acolhida como primordial elemento de quem busca da misericórdia de Deus e, a partir das leituras do anúncio da gravidez de Sara, esposa de Abraão, que acolhendo dois anjos - mesmo sem saber - escutou tão grande notícia da parte de Deus, tendo em vista a idade avançada dos dois e a tradição da época que praticamente excluía quem não tivesse herdeiros; e do trecho do Evangelho sobre Marta e Maria, também ressaltou a importância da escuta e do serviço, neste sentido indicando a vida contemplativa e a vida ativa - ambas importantes e complementares para a vida da Igreja. 

O sacerdote de Trizidela do Vale também estava acompanhado de um grupo de fiéis, que aproveitaram o festejo para convidar todo o povo para o III Círio de Nazaré, do Povoado Morro dos Caboclos, naquele município, que estabeleceu a devoção naquela região e que tem-se tornado um grande ponto de encontro e de fé. 

Após a Missa, houve a apresentação da Quadrilha Baixinho do Xaxado.


Fotografia: Lourival Albuquerque
A 2ª noite do Festejo em honra a Sant'Ana e São Joaquim transformou-se em uma grande festa da fé no último sábado, culminando com a celebração Eucarística presidida por Padre Ribamar e expandindo-se na parte social do festejo. 

Na oportunidade, dois casais oficializaram a união através do matrimônio, celebrado perante toda a comunidade paroquial. Muitas pessoas participaram desse momento forte de nossa Paróquia, onde primeiramente puderam ouvir o anúncio da Palavra de Deus, contido na ação litúrgica, passando pela comunhão eucarística até finalizar-se no largo da igreja, em uma noite especialmente dedicada também às crianças.

Nutridos pelo pão da Palavra e pela Eucaristia, os participantes do festejo puderam confraternizar-se no grande espaço preparado especialmente para esta finalidade. Lá, puderam acompanhar de perto o espetáculo infantil "Frozen", da Unidade Escolar Plim-Plim, que misturava a magia dos contos infantis, a música e a dança, o que chamou a atenção de pessoas de todas as idades. O olhar fixo e a atenção voltados para a atração demonstraram o quanto foi especial. Logo após, a dupla de palhaços cover mais amada do Brasil também fez-se presente, interpretados por artistas genuinamente bacabalenses, mas que o fizeram com toda a graça e o profissionalismo possível. 
Não deu outra: a turminha divertiu-se muito cantando os grandes sucessos de Patati e Papatá, além de dançarem pra valer. A 2ª noite do Festejo terminou com o show de Zeneide Miranda, fechando com chave de ouro a programação.
Fotografia: Lourival Albuquerque Silva
Domingo, 17 de julho – Angelus com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro neste XVI Domingo do Tempo Comum. Desde logo, destaque para as palavras do Santo Padre sobre a tragédia de Nice em França na passada quinta-feira dia 14 de julho:

“Nos nossos corações é viva a dor pela tragédia que na noite de quinta-feira passada, em Nice, ceifou tantas vidas inocentes, e mesmo tantas crianças. Estou próximo a cada família e à inteira nação francesa em luto. Deus, Pai bom, acolha todas as vítimas na sua paz, apoie os feridos e conforte os familiares; Ele afaste cada projeto de terror e de morte, para que nenhum homem ouse versar o sangue do irmão. Um abraço fraterno e paterno a todos os habitantes de Nice e a toda a nação francesa.”

Comentando a passagem evangélica de Marta e Maria, proposta pela liturgia dominical, o Papa Francisco convidou os fiéis a construírem um mundo mais fraterno baseado no acolhimento e não na marginalização e na exclusão. As duas irmãs que acolhem em casa Jesus recordam-nos que a hospitalidade é “uma virtude humana e cristã”. Uma virtude que, no entanto, “no mundo de hoje arrisca de ser negligenciada” – afirmou o Santo Padre.

Francisco recordou que hoje apesar da existência de muitas “instituições que tratam muitas formas de doença, de solidão, de marginalização”, diminuiu a probabilidade de escuta de quem é “estrangeiro, refugiado, migrante”. No frenesim de tantos problemas – disse o Papa – “não temos tempo para escutar”:

“E eu gostaria de vos fazer uma pergunta e cada um de vós responda no seu próprio coração: ‘Tu marido tens tempo para escutar a tua mulher? E tu, mulher, tens tempo para escutar o teu marido? Vós pais tendes tempo para perder, para escutar os vossos filhos, os vossos avós, os vossos idosos?”
Nesta passagem evangélica – segundo o Santo Padre – é importante sublinhar que Marta, tomada pelas coisas que tinha que preparar “arrisca-se a esquecer a coisa mais importante, ou seja, a presença do convidado, que era Jesus neste caso”. Escutar é, portanto, uma palavra-chave que não devemos esquecer – afirmou o Papa que terminou o Angelus com a oração a Maria:

“A Virgem Maria, Mãe da escuta e do serviço cuidadoso, nos ensine a ser acolhedores e hospitaleiros com os nossos irmãos e as nossas irmãs”.

sábado, 16 de julho de 2016

Começou nesta sexta-feira (15) o Festejo dedicado à Sant'Ana e São Joaquim, padroeiros da Paróquia, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.

A festa propriamente dita começou com a peregrinação do ícone dos padroeiros em todas as comunidades urbanas da Paróquia. Com a presença de muitos devotos, a celebração solene de abertura da festa foi presidida por Frei Fabiano, da Paróquia Santo Antonio de Pádua de Trizidela do Vale e contou com o serviço litúrgico de Frei Marcos Tavares e dos Diáconos Ariosvaldo e Gileno. O homilia do presidente da celebração foi dedicada à misericórdia de Deus, tema do festejo desse ano em sintonia com o Ano da Misericórdia, promulgado pelo Papa Francisco. 
Após a Missa, os participantes tiveram a oportunidade de confraternizar-se no largo da Igreja, onde foi montada uma grande estrutura para atender os visitantes, com música ao vivo, leilões, apresentações culturais, vendas de lanches, almoço, jantar e a convivência fraterna entre os irmãos. Também ao longo desse período, até o dia 26, receberemos vários sacerdotes de outras paróquias que compartilharão conosco a fé no mesmo Cristo e a devoção aos avós de Jesus e nossos avós.

Não deixe de participar!

Confira toda a programação clicando aqui.

Sant'Ana e São Joaquim

Alguns escritos apócrifos narram a respeito da vida destes que foram os primeiros educadores da Virgem Santíssima. Também os Santos Padres e a Tradição testemunham que São Joaquim e Sant’Ana correspondem aos pais de Nossa Senhora. Sant’Ana teria nascido em Belém. São Joaquim na Galileia. Ambos eram estéreis. Mas, apesar de enfrentarem esta dificuldade, viviam uma vida de fé e de temor a Deus. Em hebraico, Ana exprime “graça” e Joaquim equivale a “Javé prepara ou fortalece”.

O Senhor então os abençoou com o nascimento da Virgem Maria e, também segundo uma antiga tradição, São Joaquim e Sant’Ana já eram de idade avançada quando receberam esta graça. A menina Maria foi levada mais tarde pelos pais Joaquim e Ana para o Templo, onde foi educada, ficando aí até ao tempo do noivado com São José.


A data do nascimento e morte de ambos não possuímos, mas sabemos que vivem no coração da Igreja e nesta são cultuados desde o século VI.

Fotografia: Lourival Albuquerque Silva

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Nas quentes terras de Teresina-PI, entre os dias 07 e 10 de julho de 2016, as Comunidades Eclesiais de Base - CEBs - do Nordeste estiveram reunidas na OLARIA DAS COMUNIDADES em seu 7º Nordestão. O encontro aconteceu como preparação ao 14º Intereclesial de CEBs que realizar-se-á em Londrina-PR, em janeiro de 2018. Por isso refletimos o mesmo tema, a partir da realidade nordestina: "CEBs no Nordeste e os desafios do mundo urbano", e o lema: "Eu vi e ouvi os clamores do meu povo nordestino e desci para libertá-lo".

Participamos cerca de quatrocentos delegados e delegadas, vindos/as dos nove estados do Nordeste; ficamos edificados/as com a presença de nove bispos, e o representante da CNBB no Setor CEBs, leigo/as, sacerdotes e religiosas e membros de outros credos. Fomos muito bem recebidos/as pelo arcebispo de Teresina Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, pela Comissão de CEBs e pelas famílias e comunidades hospedeiras. Quantas pessoas integraram as equipes de serviço. Foi emocionante ouvir Dom Miguel Fenelon Câmara, bispo emérito de Teresina, que no auge de seus 91 anos, falou com entusiasmo sobre as CEBs.

Vivemos numa sociedade marcada pela cultura urbana, que penetra até os rincões do mundo rural e influencia o comportamento social, econômico, político e religioso das pessoas, comunidades, pastorais e movimentos sociais. As CEBs, como seguidoras de Jesus Cristo, não poderiam deixar de refletir sobre esses desafios.

Assim, o 7º Nordestão procurou ser um espaço de reflexão desses desafios. No primeiro dia o assessor Pe. Anastácio nos levou a refletir sobre a CIDADE HOJE, a partir da realidade do Nordeste. Em seguida, nos reunimos em sete tendas, cujos nomes fizeram memória à mártires e militantes da caminhada. Tendas: Antonia Flor: CEBs e a vivência do sagrado no mundo urbano; Manuel Berto: CEBs meio ambiente e saneamento básico; Frei Juvenal: CEBs e as experiências exitosas no mundo urbano; Índio Mandu Ladino: CEBs e o enfrentamento da violência na construção da cultura de paz; Marilene de Jesus: CEBs e a política no Brasil; Flaviano: CEBs e o mundo do trabalho na economia globalizada; José M. do Tomé: CEBs e a manipulação da informação. No segundo dia, com a assessora Hermínia e o assessor Pe. Vileci, refletimos que, tanto no 1º como no 2º Testamento a vida urbana desafiava o Povo de Deus, inclusive, as primeiras comunidades cristãs agiam e atuavam nas cidades.

O Papa Francisco foi constantemente lembrado, por sua Carta Encíclica "Laudato Si" e por seu testemunho profético.

Que todas as Comunidades e Igrejas recebam nosso grande abraço, e continuemos unidas numa grande rede, nos engajando para o enfrentamento aos desafios da cultura urbana, a fim de que nossa sociedade seja mais justa, pacífica, solidária, conforme o Projeto do Senhor Jesus Cristo.

Da Olaria das Comunidades - Teresina-PI, 10 de Julho de 2016

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Caríssimos irmãos(ãs), devotas e devotos de Sant´Ana e São Joaquim, paz e caridade com fé da parte de Deus nosso Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo (Ef. 6.23).

De 15 a 26 de Julho, temos um encontro especial como paróquia, rede de comunidades, para celebrar pedindo a intercessão dos nossos padroeiros.

Convidamos todos a participar desse tempo de graça, de participação, de unidade, de alegria, de forte espiritualidade e de oração. Motivados pelo ano santo da misericórdia, pelas prioridades diocesanas e paroquiais escolhemos como tema para o nosso festejo: Sant´Ana e São Joaquim, conduzam-nos à misericórdia do Pai. “Há momentos em que somos chamados, de maneira ainda mais intensa, a fixar o olhar na misericórdia, para nos tornarmos nós mesmos sinal eficaz do agir do Pai. Foi por isso que proclamei um Jubileu Extraordinário da Misericórdia como tempo favorável para a Igreja, a fim de se tornar mais forte e eficaz o testemunho dos crentes”, afirma o Santo Padre na Bula de convocação para o Jubileu.

Desejo a todos os nossos paroquianos devotos de Sant´Ana e São Joaquim, um tempo abençoado, repleto da força de Deus e da possibilidade de reavivamento da fé e renovação espiritual. Que Deus vos abençoe!

Fraternalmente,


Pe. José Ribamar Cardoso Lima
Pároco

Frei Ivaldo Evangelista
Vigário

Conselho Paroquial

PEREGRINAÇÃO DA IMAGEM PELAS COMUNIDADES
Dia 07 (Quinta-Feira) • Comunidade São José
Dia 08 (Sexta-Feira) • Comunidade Nossa Senhora De Fátima
Dia 09 (Sábado) • Comunidade Santo Antonio
Dia 10 (Domingo) • Comunidade São Raimundo
Dia 11 (Segunda-Feira) • Comunidade N. Senhora Rainha Da Paz
Dia 12 (Terça-Feira)  • Com. N. S. Da Conceição (porta Aberta)
Dia 13 (Quarta-Feira) • Comunidade São João
Dia 14 (Quinta-Feira)  • Comunidade Santa Luzia

DIA 15/07 -  QUINTA-FEIRA
Subtema: Na Trindade Santa contemplamos e vivemos o mistério da Misericórdia!
Liturgia: Matriz
Noitários: Rua Tavares de Moura e Trav. Tavares de Moura

DIA 16/07 -  SÁBADO  (Neste dia haverá Casamento Comunitário)
Liturgia: Pastoral Familiar
Subtema: O Deus “paciente e misericordioso” na história do Povo Escolhido no Antigo Testamento!
Noitários: Rua José Bonifácio e Travessa Artur Azevedo

DIA 17/07 -  DOMINGO
Liturgia: Comunidade N. Senhora da Conceição (com os cantos)
Subtema: Na “plenitude do templo”: Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai!
Noitários: Rua da Esperança

DIA 18/07 -  SEGUNDA-FEIRA
Liturgia: Paróquia São Francisco (com os cantos)
Subtema: O Espírito Santo conduz a Igreja no testemunho fiel da Misericórdia Divina!
Noitários: Rua 1º de Maio e Filomeno Parga

DIA 19/07 -  TERÇA-FEIRA
Liturgia: Com. São João, Com. Rainha da Paz e Com. São José (com os cantos)
Subtema: A vivência do Amor como manifestação da presença de Deus na Igreja e no mundo hoje!
Noitários: Rua Teixeira de Freitas e Dias Carneiro

DIA 20/07 -  QUARTA-FEIRA
Liturgia: Catedral Santa Terezinha (com os cantos)
Subtema: O perdão e a paciência de Deus como força que tudo vence e transforma na sua Infinita Misericórdia!
Noitários: Rua Artur Azevedo, Vigílio Parma

DIA 21/07 -  QUINTA-FEIRA
Liturgia:  Comunidade Santo Antonio e Com. N. S. de Fátima (com os cantos)
Subtema: Na Igreja sejamos inspirados e movidos pela bem-aventurança: “Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!” (Mt 5,7)
Noitários: Rua Gomes de Sousa e Recanto das Palmeiras

DIA 22/07 -  SEXTA-FEIRA  ( Neste dia haverá leilão de animais vivos)
Liturgia: Pastoral do Dízimo
Subtema: “Sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso!” (Lc 6,36)
Convidados: COMUNIDADES DA ZONA RURAL
Noitários: Rua Raimundo Correa e John Kennedy

DIA 23/07 -  SÁBADO
18:00h - Santa Missa (após ocorrerá o bingão)
Liturgia - Comunidade Santa Luzia (com os cantos)
Subtema: Somos peregrinos nesse mundo, rumo à perfeição, movidos pela Misericórdia e pelo amor de Deus uno e trino!
Noitários - Rua do Sol e Rua 10 de Novembro

DIA 24/07 - DOMINGO
Liturgia: Comunidade São Raimundo (com os cantos)
Subtema: Nas obras de Misericórdia Corporais compartilhamos a grandeza do Amor de Deus, num mundo sedento de partilha!
Noitários: Parque Amazonas e Bosque Aracati
HAVERÁ BATIZADO ÀS 08:00h

Dia 25/07 - SEGUNDA
Liturgia: Terço dos Homens e Legião de Maria
Subtema: Nas obras de misericórdia espirituais exercitamos a paciência que de Deus aprendemos, experimentamos e testemunhamos!

Dia 26/07 - TERÇA
07:00h - Ofício divino das comunidades
18:00h - Procissão luminosa
Liturgia: Pastoral Litúrgica Paroquial
Subtema: É de Jesus Cristo essa ordem: “Ide, pois, aprendei o que significa: Misericórdia eu quero, não sacrifícios... (Mt 9,13)



Neste XV Domingo do Tempo Comum o Papa recordou a parábola do “bom samaritano” proposta pelo Evangelho de S. Lucas. Uma narrativa “simples e estimulante” – disse o Santo Padre – que nos indica um “estilo de vida” no qual no centro não estamos nós mas “os outros” “que encontramos no nosso caminho” e que “nos interpelam” – afirmou Francisco.

Um doutor da lei, a propósito do mandamento ‘amar a Deus com todo o coração e ao próximo como a ti mesmo’, pergunta a Jesus: “quem é o meu próximo” – recordou o Papa – e Jesus responde-lhe contando-lhe uma parábola na qual um homem na estrada de Jerusalém a Jericó foi assaltado, maltratado e abandonado. Passam por ele um sacerdote e um levita e seguem adiante. Depois um samaritano, ou seja, um habitante da Samaria que, como lembrou o Papa, eram desprezados pelos judeus, teve compaixão daquele homem ferido e “tomou conta dele”.

Um sacerdote, um levita e um samaritano: Jesus pergunta quem é que foi o próximo daquele homem ferido, e o doutor da lei responde que foi aquele que “teve compaixão” – disse o Santo Padre – e Jesus diz: “Vai e faz o mesmo”.

Segundo Francisco, esta frase de Jesus é para cada um de nós pois “depende de mim ser ou não ser próximo da pessoa que encontro e que tem necessidade de ajuda, mesmo que seja estranha ou até hostil”.

O Santo Padre afirmou ainda que “a atitude do bom samaritano é necessária para dar prova da nossa fé”.

Após a oração do Angelus Papa Francisco recordou o Domingo do Mar:

“Hoje ocorre o “Domingo do Mar” para apoio pastoral da gente do mar. Encorajo os marítimos e pescadores no nosso trabalho, muitas vezes duro e arriscado, como também os capelães e voluntários no seu precioso serviço. Maria, Estrela do Mar, vigia sobre vós.”

O Papa Francisco pediu aos fiéis para não se esquecerem de rezarem por ele e a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Na Declaração os dois chefes religiosos sublinham a necessidade de caminhar juntos com vista no melhoramento das relações entre as duas Igrejas. Alargam também o olhar a toda a humanidade, esperançosos de que a fé comum em Cristo os ajudará a contribuir para um mundo melhor.

São quatro páginas de agradável leitura e reflexão e em que Francisco e Kerekin II começam por dar graças a Deus pela “crescente proximidade na fé e no amor entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica no seu testemunho comum da mensagem do Evangelho da salvação do mundo dilacerado por conflitos e desejoso de conforto e esperança” .

Recordam, depois, os grandes momentos nesta senda: a visita de João Paulo II à Armênia em 2001 por ocasião dos 1700 anos da proclamação do cristianismo como religião do país, e a solene liturgia na Basílica de São Pedro em Roma no dia 12 de Abril de 2015, onde as duas Igrejas se empenharam a  continuar na linha expressa pela precedente Declaração conjunta de 2001 assinada pelo Papa João Paulo II e pelo Catholicos, ou seja: opor-se “a toda a forma de discriminação e violência” e comemorar as vítimas daquilo que essa Declaração assinalara como “o extermínio de um milhão e meio de cristãos arménios, naquele que geralmente é referido como o primeiro genocídio do século XX”.

Satisfeitos por a fé cristã ter voltado a vibrar na Arménia, Francisco e Kerekin II chamam, todavia, a atenção para a tragédia imensa dos nossos dias de contínuos conflitos de vária natureza no mundo inteiro, e de modo particular no Médio Oriente, com a consequência de minorias étnicas e religiosas voltarem a ser alvo de perseguição diária. Mártires pertencentes a todas as Igrejas e cujo sofrimento é um “ecumenismo de sague” que transcende as divisões históricas entre os cristãos, convidando, assim, a promover a unidade. 

Empenhando-se nesta linha, os dois líderes religiosos imploram também os líderes das nações “a ouvir o apelo de milhões de seres humanos que anseiam pela paz e a justiça no mundo, que pedem respeito pelos direitos dados por Deus, que têm necessidade de pão, não de armas”.

Denunciam igualmente o uso fundamentalista da religião e dos valores religiosos para “justificar a difusão do ódio, discriminação e violência”. Isto – frisam – “é inaceitável”, porque “Deus não um Deus de desordem, mas de paz”. E o respeito pelas diferenças religiosas é condição necessária para a convivência pacífica”.  Como cristãos somos chamados a procurar e a implementar caminhos para a reconciliação e a paz – sublinham, manifestando a esperança de uma “resolução pacífica das questões em torno do Nagorno-Karabakh”. 

No espírito cristão de acolhimento e ajuda, pedem aos fiéis de ambas as Igreja para abrirem os corações e as mãos às vítimas da guerra e do terrorismo, aos refugiados e suas famílias. Reconhecendo o que está a ser feito, sublinham, contudo, que é preciso que os líderes políticos e a comunidade internacional façam muito mais para garantir o direito de todos a viver em paz e na segurança.

Outro aspecto que preocupa tanto o Papa Francisco como o Catholicos Karekin II é a crise da família em muitos países. Declaram ter a mesma visão da família fundada no matrimónio entre um homem e uma mulher.

A Declaração conjunta hoje assinada pelo Papa e Kerekin II faz ainda notar, com prazer, que “apesar das divisões que subsistem entre os cristãos” há uma mais clara percepção de que o que os “une é muito mais” do que aquilo que os “divide”. 

Na linha das palavras evangélicas “que todos sejam um”, é enaltecida “a nova fase” que se tem vindo a criar entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica, graças às orações e aos esforços comuns no sentido de ultrapassar os desafios contemporâneos. E mostram-se convictos da “importância crucial de avançar nesta relação, promovendo uma colaboração mais profunda e decisiva, não só na área da teologia, mas também na oração e na cooperação activa a nível das comunicadas locais, com o objectivo de compartilhar a comunhão plena e expressões concretas de unidade”.

Com esta convicção e clarividência Francisco e Kerekin II exortam os seus “fiéis a trabalhar harmoniosamente pela promoção na sociedade dos valores cristãos que contribuam efectivamente  para construir uma civilização de justiça, paz e solidariedade humana”
(DA) 

A seguir a Declaração na íntegra 

VISITA APOSTÓLICA DO SANTO PADRE À ARMÊNIA
DECLARAÇÃO COMUM
DE SUA SANTIDADE FRANCISCO
E DE SUA SANTIDADE KAREKIN II
NA SANTA ETCHMIADZIN, REPÚBLICA DA ARMÊNIA

Hoje na Santa Etchmiadzin, centro espiritual de Todos os Armênios, nós, o Papa Francisco e o Catholicos de Todos os Armênios Karekin II, elevamos as nossas mentes e corações em ação de graças ao Todo-Poderoso pela progressiva e crescente proximidade na fé e no amor entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica no seu testemunho comum à mensagem do Evangelho da salvação num mundo dilacerado por conflitos e desejoso de conforto e esperança. Louvamos a Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, por ter permitido que nos reunamos na terra bíblica de Ararat, que permanece como uma memória de que Deus será para sempre a nossa proteção e salvação. Grande prazer espiritual nos dá lembrar que, em 2001, por ocasião dos 1700 anos da proclamação do cristianismo como religião da Armênia, São João Paulo II visitou a Arménia e foi testemunha duma nova página nas relações calorosas e fraternas entre a Igreja Arménia Apostólica e a Igreja Católica. Estamos gratos pela graça que tivemos de estar juntos numa solene liturgia na Basílica de São Pedro em Roma no dia 12 de abril de 2015, onde empenhamos a nossa vontade de nos opor a toda a forma de discriminação e violência, e comemoramos as vítimas daquele que a Declaração Comum de Sua Santidade João Paulo II e Sua Santidade Karekin II assinala como «o extermínio de um milhão e meio de cristãos arménios, naquele que geralmente é referido como o primeiro genocídio do século XX» (27 de Setembro de 2001).

Louvamos ao Senhor por a fé cristã ser, hoje, novamente uma realidade vibrante na Armênia e por a Igreja Armênia exercer a sua missão com espírito de colaboração fraterna entre as Igrejas, sustentando os fiéis na construção dum mundo de solidariedade, justiça e paz.

Infelizmente, porém, estamos a ser testemunhas duma tragédia imensa que se desenrola diante dos nossos olhos: inúmeras pessoas inocentes que são mortas, deslocadas ou forçadas a um exílio doloroso e incerto devido a contínuos conflitos por motivos étnicos, económicos, políticos e religiosos no Médio Oriente e noutras partes do mundo. Em consequência, minorias religiosas e étnicas tornaram-se alvo de perseguição e tratamento cruel, a ponto de o sofrimento por uma crença religiosa se tornar uma realidade diária. Os mártires pertencem a todas as Igrejas e o seu sofrimento é um «ecumenismo de sangue» que transcende as divisões históricas entre os cristãos, convidando-nos a todos a promover a unidade visível dos discípulos de Cristo. Juntos rezamos, por intercessão dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, Tadeu e Bartolomeu, por uma mudança de coração em todos aqueles que cometem tais crimes e naqueles que estão em posição de acabar com a violência. Imploramos aos líderes das nações que ouçam o apelo de milhões de seres humanos que anseiam pela paz e a justiça no mundo, que pedem respeito pelos seus direitos dados por Deus, que têm necessidade urgente de pão, não de armas. Infelizmente, estamos a ser testemunhas duma apresentação fundamentalista da religião e dos valores religiosos, usando tal forma para justificar a difusão de ódio, discriminação e violência. A justificação de tais crimes com base em concessões religiosas é inaceitável, porque «Deus não é um Deus de desordem, mas de paz» (I Coríntios 14, 33). Além disso, o respeito pelas diferenças religiosas é condição necessária para a convivência pacífica de diferentes comunidades étnicas e religiosas. Precisamente por sermos cristãos, somos chamados a buscar e implementar caminhos para a reconciliação e a paz. A propósito, expressamos também a nossa esperança duma resolução pacífica das questões em torno de Nagorno-Karabakh.

Conscientes do que Jesus ensinou aos seus discípulos, quando disse: «Tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo» (Mateus 25, 35-36), pedimos aos fiéis das nossas Igrejas que abram os seus corações e mãos às vítimas da guerra e do terrorismo, aos refugiados e suas famílias. Em causa está o próprio sentido da nossa humanidade, da nossa solidariedade, compaixão e generosidade, que só pode ser devidamente expresso numa imediata partilha prática de recursos. Reconhecemos tudo o que já se está a fazer, mas insistimos que é necessário muito mais, por parte dos líderes políticos e da comunidade internacional, em ordem a garantir o direito de todos a viver em paz e segurança, para defender o estado de direito, proteger as minorias religiosas e étnicas, combater o tráfico de seres humanos e o contrabando.

A secularização de amplos setores da sociedade, a sua alienação das ligações espirituais e divinas leva inevitavelmente a uma visão dessacralizada e materialista do homem e da família humana. A este respeito, estamos preocupados com a crise da família em muitos países. A Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica compartilham a mesma visão da família, fundada no matrimónio como ato de livre doação e de amor fiel entre um homem e uma mulher.

Temos o prazer de confirmar que, apesar das divisões que subsistem entre os cristãos, percebemos mais claramente que aquilo que nos une é muito mais do que aquilo que nos divide. Esta é a base sólida sobre a qual será manifestada a unidade da Igreja de Cristo, de acordo com as palavras do Senhor: «que todos sejam um só» (João 17, 21). Na últimas décadas, a relação entre a Igreja Apostólica Armênia e a Igreja Católica entrou com êxito numa nova fase, fortalecida pelas nossas orações comuns e mútuos esforços a fim de superar os desafios contemporâneos. Hoje estamos convencidos da importância crucial de avançar nesta relação, promovendo uma colaboração mais profunda e decisiva, não somente na área da teologia, mas também na oração e na cooperação activa no nível das comunidades locais, com o objetivo de compartilhar a comunhão plena e expressões concretas de unidade. Exortamos os nossos fiéis a trabalhar harmoniosamente pela promoção na sociedade dos valores cristãos que contribuam efetivamente para construir uma civilização de justiça, paz e solidariedade humana. Diante de nós está a senda da reconciliação e da fraternidade. Possa o Espírito Santo, que nos guia para a verdade completa (cf. João 16, 13), sustentar todo o esforço genuíno por construir pontes de amor e comunhão entre nós.

Da Santa Etchmiadzin, apelamos a todos os nossos fiéis para se juntarem a nós nesta oração feita com as palavras de São Nerses o Gracioso: «Glorioso Senhor, aceitai as súplicas dos vossos servos e, graciosamente, atendei os nossos pedidos, pela intercessão da Santa Mãe de Deus, João Batista, o primeiro mártir Santo Estêvão, São Gregório nosso Iluminador, os Santos Apóstolos, Profetas, Teólogos, Mártires, Patriarcas, Eremitas, Virgens e todos os vossos Santos no céu e na terra. E a Vós, Santa e Indivisível Trindade, seja glória e adoração por todo o sempre. Ámen».

Santa Etchmiadzin, 26 de junho de 2016.


Sua Santidade Francisco                                  Sua Santidade Karekin II

sábado, 25 de junho de 2016

«Levantarão os antigos escombros, restaurarão as cidades destruídas» (Is 61, 4). Nestes lugares, amados irmãos e irmãs, podemos dizer que se realizaram as palavras do profeta Isaías, que ouvimos. Depois das devastações terríveis do terremoto, estamos aqui hoje para dar graças a Deus por tudo o que foi reconstruído.

Mas poderíamos também questionar-nos: Que nos convida o Senhor a construir hoje na vida? E sobretudo: Sobre que alicerce nos chama a construir a nossa vida? Procurando responder a esta pergunta, gostaria de propor-vos três alicerces estáveis sobre os quais podemos, incansavelmente, edificar e reedificar a vida cristã.

O primeiro alicerce é a memória. Uma graça que devemos pedir é a de saber recuperar a memória, a memória daquilo que o Senhor realizou em nós e por nós: trazer à mente que Ele, como diz o Evangelho de hoje, não nos esqueceu, mas «recordou-Se» (Lc 1, 72) de nós: escolheu-nos, amou-nos, chamou-nos e perdoou-nos; na nossa história pessoal de amor com ele, houve grandes acontecimentos que se devem reavivar com a mente e o coração. Mas há também outra memória a salvaguardar: a memória do povo. De facto, os povos têm uma memória, como as pessoas. E a memória do vosso povo é muito antiga e preciosa. Nas vossas vozes, ressoam as dos Santos sábios do passado; nas vossas palavras, há o eco de quem criou o vosso alfabeto, com a finalidade de anunciar a Palavra de Deus; nos vossos cânticos, misturam-se os gemidos e as alegrias da vossa história. Pensando em tudo isto, certamente podereis reconhecer a presença de Deus: Ele não vos deixou sozinhos. Mesmo no meio de adversidades tremendas, poderemos dizer, com o Evangelho de hoje, que o Senhor visitou o vosso povo (cf. Lc 1, 68): recordou-Se da vossa fidelidade ao Evangelho, das primícias da vossa fé, de todos aqueles que testemunharam, mesmo à custa do sangue, que o amor de Deus vale mais que a vida (cf. Sal 63, 4). É bom para vós poderdes lembrar, com gratidão, que a fé cristã se tornou a respiração do vosso povo e o coração da sua memória.

E a fé constitui também a esperança para o vosso futuro, a luz no caminho da vida, sendo ela o segundo alicerce de que gostaria de vos falar. Há sempre um perigo que pode fazer esmorecer a luz da fé: é a tentação de a reduzir a algo do passado, algo importante mas próprio de outros tempos, como se a fé fosse um belo livro de miniaturas que se deve conservar num museu. Mas ela, se for encerrada nos arquivos da história, perde a sua força transformadora, a sua vivacidade, a sua abertura positiva aos outros. Ao contrário, a fé nasce e renasce do encontro vivificante com Jesus, da experiência da sua misericórdia que ilumina todas as situações da vida. Far-nos-á bem reavivar cada dia este encontro vivo com o Senhor. Far-nos-á bem ler a Palavra de Deus e abrir-nos, em silenciosa oração, ao seu amor. Far-nos-á bem deixar que o encontro com a ternura do Senhor acenda a alegria no coração: uma alegria maior do que a tristeza, uma alegria que perdura mesmo no meio da dor, transformando-se em paz. Tudo isto renova a vida, torna-a livre e dócil às surpresas, pronta e disponível para o Senhor e para os outros. E pode acontecer também que Jesus nos chame a segui-Lo mais de perto, a entregar a vida a Ele e aos irmãos: se vos convidar, especialmente a vós jovens, não tenhais medo, dizei-Lhe «sim». Ele conhece-nos, ama-nos de verdade, e deseja libertar o coração dos fardos do medo e do orgulho. Abrindo espaço a Ele, tornamo-nos capazes de irradiar amor. Desta forma, podereis dar continuidade à vossa grande história de evangelização, de que a Igreja e o mundo precisam nestes tempos conturbados, mas que são também os tempos da misericórdia.

O terceiro alicerce, depois da memória e da fé, é precisamente o amor misericordioso: é sobre esta rocha, a rocha do amor recebido de Deus e oferecido ao próximo, que se baseia a vida do discípulo de Jesus. E é vivendo a caridade que rejuvenesce e se torna atraente o rosto da Igreja. O amor concreto é o cartão-de-visita do cristão: outras maneiras de se apresentar podem ser enganadoras e até inúteis, pois todos saberão que somos seus discípulos por isto: se nos amarmos uns aos outros (cf. Jo 13, 35). Somos chamados, antes de mais nada, a construir e reconstruir incansavelmente vias de comunhão, a edificar pontes de união e a superar as barreiras de separação. Que os crentes deem sempre o exemplo, colaborando entre si no respeito recíproco e no diálogo, sabendo que «a única competição possível entre os discípulos do Senhor é a de verificar quem é capaz de oferecer o amor maior» [João Paulo II, Homilia, 27 de setembro de 2001: Insegnamenti, XXIV/2 (2001), 478].

Na primeira leitura, o profeta Isaías recordou-nos que o espírito do Senhor repousa sobre quem leva a boa-nova aos miseráveis, cura as chagas dos corações despedaçados e consola os aflitos (cf. 61, 1-2). Deus habita no coração de quem ama; Deus habita onde se ama, especialmente onde se cuida, com coragem e compaixão, dos frágeis e dos pobres. Há tanta necessidade disto: há necessidade de cristãos que não se deixem abater pelas fadigas nem desanimem com as adversidades, mas estejam disponíveis e abertos, prontos a servir; há necessidade de homens de boa vontade que efetivamente, e não apenas em palavras, ajudem os irmãos e as irmãs em dificuldade; há necessidade de sociedades mais justas, onde cada um possa gozar de vida digna a começar por um trabalho justamente remunerado.

Entretanto poderíamos questionar-nos: Como é possível tornar-se misericordioso, com todos os defeitos e misérias que cada um vê dentro de si e ao seu redor? Gostaria aqui de me inspirar num exemplo concreto, num grande arauto da misericórdia divina, que propus à atenção de todos ao incluí-lo entre os Doutores da Igreja universal: São Gregório de Narek, palavra e voz da Arménia. É difícil encontrar alguém como ele, capaz de medir as misérias abissais que se podem esconder no coração do ser humano. Mas ele sempre colocou em diálogo as misérias humanas e a misericórdia de Deus, elevando uma ardente súplica feita de lágrimas e confiança no Senhor, «dador dos dons, a bondade por natureza (...), voz de consolação, anúncio de conforto, impulso de alegria, (...) ternura incomparável, misericórdia transbordante, (...) beijo de salvação» (Livro das lamentações, 3,1), na certeza de que «jamais é ofuscada pelas trevas da ira a luz da [sua] misericórdia» (ibid., 16, 1). Gregório de Narek é um mestre de vida, porque nos ensina que é importante, em primeiro lugar, reconhecermo-nos necessitados de misericórdia e depois, perante as misérias e as feridas que individuarmos, não nos fecharmos em nós mesmos mas abrir-nos, com sinceridade e confiança, ao Senhor, «Deus vizinho, ternura de Bondade» (ibid., 17, 2), «cheio de amor pelo homem, (...) fogo que queima o restolho do pecado» (ibid., 16, 2).

Por fim gostaria de invocar, com as suas palavras, a misericórdia divina e o dom de nunca nos cansarmos de amar: Espírito Santo, «poderoso protetor, intercessor e pacificador, nós Vos dirigimos as nossas súplicas (...). Concedei-nos a graça de nos estimularmos à caridade e às boas obras (...). Espírito de doçura, de compaixão, de amor pelo ser humano e de misericórdia, (...) Vós que nada mais sois senão misericórdia, (...) tende piedade de nós, Senhor nosso Deus, segundo a vossa grande misericórdia» (Hino de Pentecostes).

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes

Com muita alegria, a Igreja, solenemente, celebra o nascimento de São João Batista. Santo que, juntamente com a Santíssima Virgem Maria, é o único a ter o aniversário natalício recordado pela liturgia.

São João Batista nasceu seis meses antes de Jesus Cristo, seu primo, e foi um anjo quem revelou seu nome ao seu pai, Zacarias, que há muitos anos rezava com sua esposa para terem um filho. Estudiosos mostram que possivelmente depois de idade adequada, João teria participado da vida monástica de uma comunidade rigorista, na qual, à beira do Rio Jordão ou Mar Morto, vivia em profunda penitência e oração.

Pode-se chegar a essa conclusão a partir do texto de Mateus: “João usava um traje de pêlo de camelo, com um cinto de couro à volta dos rins; alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre”. O que o tornou tão importante para a história do Cristianismo é que, além de ser o último profeta a anunciar o Messias, foi ele quem preparou o caminho do Senhor com pregações conclamando os fiéis à mudança de vida e ao batismo de penitência (por isso “Batista”).

Como nos ensinam as Sagradas Escrituras: “Eu vos batizo na água, em vista da conversão; mas aquele que vem depois de mim é mais forte do que eu: eu não sou digno de tirar-lhe as sandálias; ele vos batizará no Espírito Santo” (Mateus 3,11).

Os Evangelhos nos revelam a inauguração da missão salvífica de Jesus a partir do batismo recebido pelas mãos do precursor João e da manifestação da Trindade Santa. São João, ao reconhecer e apresentar Jesus como o Cristo, continuou sua missão em sentido descendente, a fim de que somente o Messias aparecesse.

Grande anunciador do Reino e denunciador dos pecados, ele foi preso por não concordar com as atitudes pecaminosas de Herodes, acabando decapitado devido ao ódio de Herodíades, que fora esposa do irmão deste [Herodes], com a qual este vivia pecaminosamente.

O grande santo morreu na santidade e reconhecido pelo próprio Cristo: “Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João , o Batista” (Mateus 11,11).

São João Batista, rogai por nós!
Logo mais às 18:00h deste dia 24, termina o Festejo em honra a São João Batista. A programação consta da procissão luminosa, às 18:00h, saindo da própria comunidade da Vila São João, percorrendo algumas ruas do bairro, até retornar, quando haverá a Santa Missa de Encerramento e logo após apresentações culturais, leilão e muito mais. 

E no amanhã (sábado, 25), será o bingo, após a Missa das 19:30h

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Com o tema “Missão para o Bem Viver” e o lema "Eu renovo todas as coisas”, o Encontro Regional Nordeste V da Propagação da Fé - POM aconteceu nos dias 18 e 19 de junho, em Coroatá (MA). Assessorado pelo secretário nacional da Obra, Guilherme Cavalli, o evento teve como objetivo dar início à Jornada Missionária da Obra, em comemoração aos 10 anos de sua existência no Maranhão. 

O bispo de Coroatá, dom Sebastião Bandeira, presidiu missa de abertura do evento. Na ocasião, parabenizou e motivou o grupo pela realização da Jornada Missionária.  “O missionário deve buscar primeiro o Reino de Deus e sua justiça, e todas as outras coisas lhes serão dadas por acréscimo”, afirmou.

Já o assessor da Obra, aproveitou o momento para diferenciar as expressões “Viver Bem” e “Bem Viver”. Para ele, uma vez como missionários, os membros não devem se deixar levar pela lógica  que os levaria a viver bem. “Por outro lado, a lógica do bem viver prima pela consciência coletiva, o cuidar do meio ambiente a partir de uma ecologia integral que procura educar o ser humano com a visão global e holística”, enfatizou.

Para o integrante da equipe regional da Propagação da Fé, Jean Cunha, o evento foi oportuno para reunir jovens missionários e representantes das famílias missionárias. “As reflexões foram úteis para a motivação desta Jornada que tem o compromisso de propagar o projeto do bem viver, que exige de nós uma conversão pessoal para em seguida ajudar na conversão comunitária e social”, afirmou.

O encontro encerrou com a abertura da Jornada Missionária, que celebrou os 10 anos da Juventude Missionária no Maranhão. Participaram do evento algumas dioceses do Maranhão, como Pinheiro, São Luís, Bacabal, Brejo, Caxias, Grajaú e Coroatá, além da arquidiocese de Teresina (PI).

Com informações e foto da diocese de Brejo
Quarta-feira, 22 de junho – na audiência geral na Praça de S. Pedro o Papa Francisco afirmou na sua catequese que tocar o pobre é tocar o corpo de Cristo. O Santo Padre sublinhou que tocar o pobre pode purificar da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.

Evangelho de S. Lucas, capítulo 5 – é deste endereço bíblico que Francisco parte para uma catequese plena de intensidade humana: um leproso dirige-se a Jesus e pede para ser purificado. Este homem vivia excluído – disse o Papa – mas não se resignava com a sua doença, nem com as normas sociais que faziam dele um excluído. Ele devia manter-se separado e longe de todos.

No entanto, este homem viola aquelas normas – observou o Santo Padre – entra na cidade e aproxima-se de Jesus. Na sua súplica, o leproso mostra-se certo de que Jesus tem poder para curá-lo; tudo depende da vontade d’Ele. “Senhor, se quiseres, podes purificar-me!” – esta é a súplica do leproso. Jesus toca-o e diz-lhe: “Quero, fica purificado!”

“A súplica do leproso mostra que quando nos apresentamos a Jesus não é necessário fazer longos discursos. Bastam poucas palavras, acompanhadas da plena confiança na sua omnipotência e na sua bondade. Confiarmo-nos à vontade de Deus significa, com efeito, submetermo-nos à sua infinita misericórdia.”

Neste momento da catequese o Papa Francisco cometeu uma pequena inconfidência e disse que, ele próprio, todas as noites, faz esta pequena oração: “Senhor se quiseres, podes purificar-me”, acompanhada por cinco Pai-Nossos por cada uma das chagas de Jesus.

Nesta passagem do Evangelho Jesus fica bastante impressionado com este leproso – assinalou o Santo Padre que referiu ainda que o texto de S. Marcos sublinha que Jesus “teve compaixão, estendeu-lhe a mão e tocou-o”. O gesto de Jesus vai contra as disposições da Lei de Moisés que proibia a aproximação aos leprosos. Mas o Senhor toca aquele leproso – disse Francisco que se interrogou se os cristãos, quando encontram um pobre e dão esmola, lhe tocam a mão:

“Quantas vezes encontramos um pobre que se aproxima de nós. Podemos até ser generosos, podemos até ter compaixão, mas habitualmente não o tocamos. Oferecemos-lhe a moeda, mas evitamos tocar-lhe a mão. E esquecemo-nos de que aquele é o corpo de Cristo! Jesus ensina-nos a não ter medo de tocar o pobre e o excluído, porque naquela pessoa está Ele próprio. Tocar o pobre pode purificar-nos da hipocrisia e tornar-nos inquietos pela sua condição.”

O Santo Padre referiu ainda na sua catequese o facto de junto de si nesta audiência estarem refugiados africanos. “São nossos irmãos” – disse o Papa assinalando os valores do acolhimento e da inclusão.

Nas saudações aos fiéis presentes na Praça de S. Pedro, o Santo Padre dirigiu-se também aos peregrinos de língua portuguesa:

“Queridos amigos de língua portuguesa, que hoje tomais parte neste Encontro, obrigado pela vossa presença e sobretudo pelas vossas orações! A todos saúdo, especialmente aos membros da Comunidade brasileira Doce Mãe de Deus e ao grupo de Escuteiros de Leiria, encorajo-vos a apostar em ideais grandes de serviço, que engrandecem o coração e tornam fecundos os vossos talentos. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção do Senhor!”

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Localizada na zona rural de Bacabal, o Povoado Lagoa Perto cresceu em torno da devoção a São Raimundo Nonato e à Nossa Senhora de Nazaré, sob a regência de duas matriarcas do Povoado: cada uma celebrava seu santo e promovia suas novenas, que eram acompanhadas pela população local. 

Após alguns anos, com a morte da genitora da família que celebrava São Raimundo, a família não seguiu em frente a tradição, permanecendo somente dona Marçalina e sua devoção à Nossa Senhora de Nazaré, hoje padroeira do local. São Raimundo ficou como copadroeiro e ainda hoje é querido pelo povo dali. 

Após anos sem um contato maior com a Paróquia, Padre Roberto designou - assim como a outros povoados - ministros para que fizessem um trabalho junto às comunidades rurais. Padre Ribamar, com sua chegada, ampliou ainda mais esse trabalho, designando Pré-Diáconos para o acompanhamento. No caso da Lagoa Perto, Horlando é atualmente o responsável e no último domingo (19), foi acompanhado Frei Ivaldo para a celebração da Santa Missa, que mobilizou toda comunidade e encheu a pequena capela, que contou ainda com a presença de fiéis das Comunidades Matriz, Santa Luzia e Nossa Senhora da Conceição. 

Sendo sua primeira celebração no local, Frei Ivaldo mostrou-se contente com a acolhida da comunidade, e baseado no Evangelho dominical incentivou a comunidade e seus fiéis a não desistirem, apesar das dificuldades que aparecem em suas vidas: as cruzes, como Jesus mesmo designa. 

Após a Missa, a comunidade ofereceu um café aos visitantes, e em seguida Frei Ivaldo ouviu algumas confissões e, acompanhado por Horlando, visitou alguns doentes.

Fotografia: Lourival Albuquerque
Caríssimos Irmãos e irmãs, é com imensa alegria que convidamos você e sua família, para participar do festejo de São Pedro – Povoado Pau D’arco. Esta festividade nos convida a assumir o objetivo geral da CF/2016 levar a Igreja e a sociedade a defender a vida do Meio Ambiente, com dom de Deus e corresponsabilidade de todos na busca de sua plenificação, a partir da beleza e do sentido da vida em todas as circunstâncias, e de compromisso ético do amor fraterno.
Que Deus derrame sobre todos vocês ás graças e bênçãos de Deus pela intercessão de São Pedro, apóstolo de Cristo e nosso irmão.

Pe. Ribamar Cardoso Lima
 Conselho Comunitário.

PROGRAMAÇÃO RELIGIOSA

21/06/16  (Terça-Feira)
Liturgia: Comunidade Frei Galvão (Jardim Valeria), São Francisco (Parque Rui Barbosa), Santo Antonio (Barraca do Açude). 

22/06/16 (Quarta-Feira)
Liturgia:  Comunidade São Benedito (Vila Nova), São Francisco de Assis (Bomba), Centro dos Tomés, Centro dos Teles e Nossa Senhora de Fátima (Bairro da Areia).

23/06/16 (Quinta-Feira)
Liturgia: Comunidade São Luís do Vale, Sagrada Família e Nossa Senhora da Conceição (Novo Bacabal). 

24/06/16 (Sexta-Feira)
Liturgia: Comunidade São José (Juçaral), Nossa Senhora de Nazaré (Lagoa Perto), São Raimundo (Mata de Ana) e São Sebastião (Capoeira).

25/06/16 (Sábado)
Liturgia: Comunidade Bom Jesus, Mata Fome, Nossa Senhora Aparecida (Madre Rosa), São Francisco (Pinto Teixeira) e Santa  Luzia (Palmeiral).

26/06/16 (Domingo)
Liturgia: Comunidade Nossa Senhora da Conceição (Porta Aberta)  e Nossa Senhora Rainha da Paz (Vila da Paz).

27/06/16 (Segunda-Feira)
Liturgia: Comunidade São Benedito (Aldeia), Divino Espirito Santo (Bambu), São João (Bambu Velho), Nossa Senhora de Fátima (Areal) e Santo Antonio (Ramal).

28/06/16 (Terça-Feira)
Liturgia: Comunidade Santa Luzia (Pantanal), São Raimundo (Santos Dumont), São João Batista (Vila São João) e Centro da Damiana. 

29/06/16 (Quarta-Feira)
Liturgia: Comunidade Matriz, Pastoral do Dízimo, Pastoral Familiar e Terço dos Homens Paroquial
Convidados: Todas as comunidades da nossa Paróquia e  São Judas Tadeu (Alto Bandeirante) . 

PROGRAMAÇÃO CULTURAL

Apresentação de quadrilhas, grupos de danças, 
Todas as noites haverá venda de lanches, comidas típicas, leilão.
Dia 28 acontecerá uma rifa com vários brindes: 
E no último dia leilão de uma novilha,
O Festejo em honra a São João Batista começou no último dia 15 e prolonga-se até o dia 24, dia daquele a quem Jesus mesmo declarou: "E eu vos digo que, entre os nascidos de mulheres, não há maior profeta do que João o Batista; mas o menor no reino de Deus é maior do que ele." Lucas 7:28.

Localizada na Vila São João, a comunidade que leva o nome do profeta último grande profeta dos tempos bíblicos tem feito bonito e alegrado o coração de muitas pessoas, que lotam a Igreja construída recentemente para ouvir a Palavra de Deus e participar da Comunhão. Na última sexta-feira (17), por exemplo, a Missa foi presidida pelo Provincial dos Franciscanos da região do Maranhão e Piauí, Frei Bernardo - OFM, que falou a alegria em depois de algum tempo retornar àquela comunidade e encontrar tudo mudado para melhor. Tendo como referência a interrogação do Evangelho de Mateus 6,19-23, o frade desenvolveu sua reflexão em torno da pergunta: "Onde está o teu tesouro? Onde está o teu coração?".

Além de todas as prerrogativas de um festejo, esse ano tem ainda um motivo mais especial: é que a Comunidade comemora 30 anos de homenagens a São João Batista e com grandes motivos para comemorar e agradecer a Deus. 

A Missa de encerramento do festejo será dia 24, após a procissão que começa às 18:00h na própria comunidade,  mas dia 25 ainda haverá um grande bingo em prol do término da construção do templo, que recebeu muitos elogios de Frei Benardo. 

Confira algumas fotos:


Fotografia: Lourival Albuquerque
Domingo, 19 de junho – no Angelus na Praça de S. Pedro o Papa Francisco referiu-se ao Evangelho deste XII Domingo do Tempo Comum e à pergunta formulada por Jesus aos seus discípulos: “Quem dizem as multidões que Eu sou”(Lc 9,18-24).

A esta interrogação os discípulos apressaram-se a responder que alguns dizem que Jesus é João Batista, outros que é Elias, outros que é um antigo profeta que ressuscitou.

Jesus dirigiu-se, então, diretamente aos discípulos perguntando: “E vós, quem dizeis que Eu sou?” Pedro responde de imediato dizendo: “És o Messias de Deus” – referiu Francisco – e, desta forma, Jesus percebe que os Doze, e em particular Pedro, receberam do Pai o dom da fé; e por isto começa a falar abertamente daquilo que o espera em Jerusalém”, ou seja, que o Filho do Homem “deve sofrer muito, ser recusado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e pelos escribas, ser morto e ressuscitar ao terceiro dia” – assinalou o Papa.

Estas perguntas de Jesus são hoje também feitas a cada um de nós – disse o Santo Padre - somos chamados a fazer da resposta de Pedro a nossa resposta, porque todos temos necessidade de respostas adequadas às nossas profundas interrogações existenciais” – declarou o Papa que afirmou que é “em Cristo” que encontramos a “paz verdadeira”:

“Em Cristo, só n’Ele, é possível encontrar a paz verdadeira e o cumprimento de cada humana aspiração. Jesus conhece o coração do homem como nenhum outro. Por isto pode-o sarar, dando-lhe vida e consolação.”

Nesta passagem do Evangelho de Lucas, Jesus, depois do diálogo com os discípulos, dirige-se a todos e diz: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz de todos os dias e siga-Me”. É a cruz do sacrifício pelos outros com amor – afirmou Francisco:

“Não se trata de uma cruz ornamental, ou ideológica, mas é a cruz da vida, do próprio dever, do sacrificar-se pelos outros com amor, pelos pais, pelos filhos, pela família, pelos amigos e também pelos inimigos, é a cruz da disponibilidade a ser solidários com os pobres, a empenhar-se pela justiça e a paz.”

“Abandonemo-nos confiantes em Jesus, nosso irmão, amigo e salvador” – disse ainda o Papa – “Ele mediante o seu Santo Espírito, dá-nos a força de andar em frente no caminho da fé e do testemunho”. “E neste caminho sempre está próxima de nós Nossa Senhora” – afirmou Francisco.

Após a oração do Angelus destaque para a saudação do Papa Francisco aos irmãos da Igreja Ortodoxa e a celebração da Solenidade do Pentecostes segundo o calendário Juliano. Francisco recordou o início em Creta do Concílio Panortodoxo e, por esta razão, rezou uma Avé-Maria.

O Santo Padre referiu também a beatificação da Irmã Maria Celeste Crostarosa, fundadora da Ordem do Santíssimo Redentor.

O Papa Francisco chamou a atenção para o Dia Mundial do Refugiado promovido pela Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira dia 20 de junho. O Santo Padre reafirmou que os refugiados são pessoas às quais “a guerra tirou casa, trabalho, parentes amigos”.

Segundo Francisco as histórias e os rostos dos refugiados chamam-nos a “renovar o empenho para construir a paz na justiça. Por isto, queremos estar com eles: encontra-los, acolhe-los, escuta-los” – disse ainda o Papa.

Francisco pediu aos fiéis para que rezem por ele e a todos desejou um bom domingo e um bom almoço.

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A Cruz de São Damião deixou a Basílica de Santa Clara, em Assis - onde é custodiada desde que as Clarissas para lá se transferiram após a morte de Santa Clara - para ser recolocada temporariamente no local em que Francisco a viu pela primeira vez, onde rezou no início de sua conversão e recebeu o mandato “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja, que está em ruínas!”.

"Nos encontramos na Capela da Basílica de Santa Clara que custodia a Cruz de São Damião que falou a Francisco no início do caminho de sua conversão: “Francisco, vai e reconstrói a minha Igreja, que está em ruínas!”. Giotto eternizou este momento com um afresco na Basílica de Assis", disse o Diretor da Sala de Imprensa do Sacro Convento de Assis, Padre Enzo Fortunato.
Momento histórico

"Hoje é um momento histórico - continuou - porque a comunidade das Irmãs Clarissas, presente no traslado, em sinergia com a Província dos Frades menores, pensou - visto a extraordinariedade do Jubileu da Misericórdia - de levar por cinco dias o crucifixo de São Damião no ao seu lugar de origem, isto é, na igreja que leva o seu nome".

"Um momento de grande importância do ponto de vista histórico - avalia o sacerdote - mas também de profunda intensidade espiritual. Assim vem em mente as palavras do Papa Francisco no início do Jubileu, que desejava uma Igreja que caminhasse, edificasse e confessasse por meio da fé, por meio do Senhor. É evidente que o centro é "edificar", o mesmo que pediu Jesus a Francisco, e que hoje pede a cada um de nós por meio do nosso estilo de vida".

Não foi a primeira "saída"

Esta, no entanto, não é a primeira vez que a Cruz deixa a Basílica de Santa Clara. De fato, na tarde de 22 de março de 1953, no âmbito do VII Centenário da morte de Santa Clara, a Cruz de São Damião deixou por poucas horas o templo, sendo levado em solene peregrinação pelas ruas de Assis. Naquela ocasião, no entanto, não chegou a ser levado até a Igreja de São Damião.

No último domingo, teve lugar precisamente no Santuário de São Damião um encontro descrito pelo Padre Guardião - Fr. Gianpaolo Masotti - como necessário "prólogo" para o histórico traslado da Cruz que terá lugar de 15 a 19 de junho de 2016. 

Maiores informações sobre o histórico evento, podem ser encontradas no site dos franciscanos.