sábado, 23 de abril de 2016

Caríssimos irmãos(ãs), é com imensa alegria que iremos dar início ao festejo do nosso padroeiro São José Operário; o festejo é sempre um momento de encontro, de partilha, de doação. Esse ano nossa comunidade traz como tema: "São José, homem justo, bondoso e servidor, sempre pleno na missão do Senhor".

Destacamos aqui três frases do nosso tema: bondoso, servidor e missão.

Bondade: é sempre fruto da misericórdia de Deus que nos ama, e quer sempre que vivamos no amor.

Serviço: é fruto de uma comunidade unida que acolhe, que se doa para a construção do reino de Deus. 

Missão: é ir ao encontro do outro para anunciar Jesus Cristo e construir um mundo melhor.

Desejamos a todos, que neste novenário Deus possa derramar suas bênçãos por intercessão de São José Operário à todas as famílias, pastorais, grupos e movimentos, que empenhados realizam com alegria o festejo desta comunidade. 

Fraternalmente,

Pe. Ribamar Cardoso - Pároco
Frei Ivaldo Evangelista - Vigário
Comunidade São José Operário

PROGRAMAÇÃO

22/04/16 - SEXTA-FEIRA
Liturgia: Comunidade São José
Convidados: Feirantes, domésticas, estivadores, vigilantes
e industriais.

23/04/16 - SÁBADO
Liturgia: Comunidade São Raimundo e Santa Luzia
Convidados: Motoristas, taxistas, mototaxistas e
carroceiros.

24/04/16 - DOMINGO
Liturgia: Comunidade Nossa Senhora da Conceição
Convidados: Agricultores, fazendeiros, vaqueiros,
comerciantes e comerciários.

26/04/16 - TERÇA-FEIRA
Liturgia: Pau D’arco, Capoeira, Mata de Ana, Pinto Teixeira,
Palmeiral e Lagoa Perto.
Convidados: Profissionais da Saúde e da Educação.

27/04/16 - QUARTA-FEIRA
Liturgia: Com. Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima
Convidados: Bancários e aposentados.

28/04/16 - QUINTA-FEIRA
Liturgia: Comunidade São João Batista.
Convidados: Empresários, poderes executivo e legislativo.

29/04/16 - SEXTA-FEIRA
Liturgia: Comunidade Rainha da Paz e Jovens.
Convidados: Estudantes e Universitários.

30/04/16 - SÁBADO
Liturgia: Matriz e Pastoral do Dízimo.
Convidados: Funcionários Públicos Estadual e Federal

01/05/16 - DOMINGO
Liturgia: Pastoral Familiar e Pastoral do Batismo.
Convidados: Todo o Povo de Deus.

• HAVERÁ VENDA DE LANCHES E LEILÕES.
• DIA 01/05 ACONTECERÁ ALMOÇO E A NOITE
• OCORRERÁ BINGO DE 02 (DUAS) NOVILHAS.

DIA 01 PROCISSÃO LUMINOSA SAINDO DA MATRIZ ÀS 18:00h


terça-feira, 19 de abril de 2016

Preceito é o mesmo que lei, regra. “Missa de preceito” é uma missa obrigatória, que o padre tem a obrigação de celebrar, e da qual todo católico tem a obrigação de participar, de acordo com o terceiro mandamento da lei de Deus (“Guardar domingos e festas de guarda”) e o primeiro mandamento da lei da Igreja (“Participar da missa inteira nos domingos e festas de guarda”). “Festas de guarda” é o mesmo que “festas de preceito”.

É obrigatório, portanto, participar da missa aos domingos, e também nas outras festas de preceito que não caem no domingo. Antigamente havia muitos desses chamados “dias santos de guarda”, mas, atualmente, a maior parte das festas de preceito foi transferida para o domingo mais próximo, talvez porque, com a crescente prevalência dos interesses econômicos sobre os interesses espirituais, a existência de tantos feriados religiosos tornou-se incômoda para a sociedade...

Fora os domingos, existem hoje apenas quatro “dias santos de guarda” na liturgia católica: a festa de Santa Maria, Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro; a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, que se segue ao domingo de Pentecostes; a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro; e o Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro.

Além da obrigatoriedade da missa, o “preceito” também exige que, na missa, seja seguida a liturgia própria da festa em questão. Por exemplo, no dia de Corpus Christi, cuja data é móvel, não se celebra a missa correspondente a esse dia no calendário do tempo comum, mas sim a liturgia própria dessa solenidade.

Existe uma hierarquia entre os diversos tipos de celebração litúrgica: segundo sua importância, elas são denominadas solenidade, festa ou memória.

O capítulo II das “Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário” (1969) especifica as regras para a precedência litúrgica de cada dia. Explica, por exemplo, que o domingo, por ser uma celebração especialmente importante, só “cede” sua liturgia própria para as solenidades e festas do Senhor. Foi o que ocorreu com os antigos “dias santos” que tiveram sua solenidade transferida para o domingo. E se uma solenidade móvel, como o Natal, cair num domingo, a liturgia da missa será a do Natal, e não a do domingo. Mas, no caso dos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, a liturgia dominical tem precedência sobre qualquer outra festa. Por isso, se o dia 8 de dezembro cair num domingo, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora será transferida para sábado.

As memórias são as festas dos santos, e podem ser obrigatórias ou facultativas. Para os santos de importância universal a memória é obrigatória em toda a Igreja, e para os demais ela é facultativa, ou obrigatória em âmbito local, como no caso dos padroeiros das paróquias, cidades ou países. A festa de Frei Galvão certamente será sempre celebrada no Brasil e de forma especial no Estado de São Paulo, mas não necessariamente em outros países, e a festa de Santa Paulina será obrigatoriamente celebrada em Nova Trento, mas não necessariamente em outros locais. Já São José, por exemplo, é celebrado universalmente, assim como São Pedro e São Paulo.

A obrigatoriedade da celebração da memória de um santo não significa que aquele seja um dia de preceito, com participação obrigatória na missa. Significa que as missas ou ofícios que forem celebrados naquele dia devem, obrigatoriamente, seguir a liturgia específica da memória do santo em questão. Em alguns casos há leituras próprias, e, em outros, apenas orações próprias.

Não se usa em liturgia o termo “missa facultativa”, e sim, “memória facultativa”. Não existe nenhum dia em que a celebração da missa seja facultativa (embora exista um dia – a sexta-feira santa – em que não se celebra nenhuma missa), mas a participação dos fiéis na missa é facultativa em dias que não sejam de preceito.

Missas votivas são missas que celebram os mistérios de Cristo, de Nossa Senhora ou a memória dos santos, mas em dias escolhidos livremente, fora do calendário normal – desde que esse dia não seja domingo, nem outro dia de preceito ou de memória obrigatória. É um recurso muito usado, por exemplo, por pessoas que desejam pagar promessas, “encomendando” uma missa em ação de graças a determinado Santo.

Fonte: Vida Celebrada

sábado, 16 de abril de 2016

Criado há cinco anos, o projeto “Comunhão e Partilha” vem ajudando centenas de dioceses e prelazias, que não têm recursos, na formação de seminaristas. A Comissão de bispos responsável por acompanhar a execução do projeto apresentou os resultados do fundo de solidariedade na quarta-feira, 13, em sessão de trabalho da 54ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).

Atualmente são atendidos pelo projeto 301 seminaristas em formação. Ao todo, 41 igrejas locais, entre dioceses e prelazias são beneficiadas com os recursos do fundo.  

A iniciativa aprovada pelo episcopado brasileiro, durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, arrecada mensalmente 1% da receita ordinária bruta de cada arquidiocese, diocese e prelazia; construindo, assim, um fundo de solidariedade.

De acordo com bispo de São José dos Campos (SP) e presidente da Comissão “Comunhão e Partilha”, dom José Valmor Cesar Teixeira, o projeto vem colhendo bons frutos, sendo um “necessário investimento na formação de seus futuros ministros ordenados”.

Outros dois bispos integram a Comissão, sendo o bispo de Coxim (MS), dom Antonio Migliore, e o bispo emérito de Parnaíba (PI), dom Alfredo Schaffler, idealizador do projeto aprovado pela CNBB. Trata-se de uma concretização da proposta de comunhão e solidariedade, prevista na Constituição Dogmática Lumem Gentium, do Concílio Vaticano II. 


Repasse do fundo

O projeto “Comunhão e Partilha” vem subsidiando a manutenção dos seminaristas estudantes de filosofia e teologia, acolhidos em seminários e casas de formação espalhadas pelo Brasil.

As dioceses que recebem a ajuda para formação dos seminaristas são divididas em três grupos, de acordo com a renda bruta mensal. O grupo A reúne as dioceses que possuem renda de R$ 10 mil reais recebem dois salários mínimos por seminaristas. 

Já o grupo B representa as dioceses que chegam à renda de R$ 20 mil reais. Essas recebem 1,8 do salário mínimo por estudante.

Por fim, o grupo C, são as igrejas locais que têm renda de até R$ 30 mil reais, e têm a ajuda de um salário mínimo por seminaristas de filosofia e teologia. 

Para o bispo de Barra (BA), a diocese tem oito seminaristas maiores que estudam em Feira de Santana, "graças à ajuda do Fundo". Dom Adriano Ciocca, da diocese de São Félix do Araguaia (MT), também agradeceu à Comissão pela iniciativa. 

Fonte: CNBB

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Durante o fim de semana compreendido de 08 a 10 de abril, 122 catequistas de todas as paróquias da Diocese de Bacabal puderam vivenciar o Seminário Diocesano de Iniciação à Vida Cristã, em Trizidela do Vale-MA.

O estudo foi assessorado pelo padre Abimar Oliveira de Moraes, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, mestre em Teologia Pastoral e Catequética pela Pontificia Università Salesiana e estreito colaborador na produção do livro  “Itinerário Catequético: iniciação à vida cristã – um processo de inspiração catecumenal, publicado pela CNBB em 2014, sendo uma das principais ferramentas na busca desse estilo de catequese que Igreja sonha.
Diante das muitas transformações pelo qual o mundo atual passa, a Igreja local de Bacabal tem procurado de forma dinâmica e sistêmica acompanhar todas essas mudanças à luz das orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de forma mais evidente com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil. Segundo a coordenadora diocesana, Sônia, “é preciso desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação à vida cristã, que conduza ao encontro pessoal com Jesus Cristo”.
Justamente para que esse objetivo seja alcançado, foi realizado esse seminário que durante esses dias mesclou momentos de formação, celebração, vivência, partilha, oração e contínuo exercício de todo esse projeto sonhado e em percurso pela equipe diocesana de Catequese. E a maneira dinâmica e através dos seus “causos”, Padre Abimar soube muito bem inculcar nas mentes dos catequistas participantes o sentido real desse projeto que iniciou-se com os primeiros cristãos, há milênios atrás. 

“O Seminário Diocesano de Iniciação à Vida Cristã foi uma ferramenta importante na aquisição de um maior conhecimento sobre o projeto e para que possamos implantar verdadeiramente em nossa Paróquia esse estilo de catequese que só vem a ajudar-nos numa melhor evangelização”, contou-nos a catequista Lays da Paróquia Sant’Ana e São Joaquim. Assim como para os outros o evento foi útil para que todo o conhecimento possa ser colocado em prática, como pediu e fez questão se relembrar José Roberto, que faz parte da equipe de assessoria da Diocese. 

O encontro finalizou-se neste domingo (10), por volta do meio dia. 

Fotografia: Lourival Albuquerque
“CEBs e os desafios do mundo urbano”. Este será o tema do 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que ocorrerá em Londrina (PR), de 23 a 28 de janeiro de 2018. 

O bispo referencial para as CEBs, dom Giovane Pereira de Melo, e o arcebispo anfitrião do encontro, dom Orlando Brandes, compartilharam, com o episcopado reunido em Aparecida (SP), os encaminhamentos e percepções sobre evento.

Segundo dom Giovane, são esperados para o 14º Intereclesial cerca de 3 mil delegados do Brasil, América Latina e Europa. 

Conforme o bispo referencial, para preparar o evento já foram realizadas três reuniões ampliadas. “A primeira em janeiro de 2015, quando pudemos conhecer a realidade do norte paranaense. Na segunda reunião, foi possível escolher o tema e o lema. Neste ano, firmamos o número de delegados e aprofundamos o tema do Intereclesial e as ideias que vão compor o texto-base”, descreveu. 

O 14º Intereclesial tem o lema retirado do livro do Êxodo, “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”. 

Para dom Orlando Brandes, a realização do Intereclesial ajudará a sedimentar a experiência das comunidades no Paraná . “As CEBs podem nos auxiliar na dimensão profética e social, que precisamos muito no Paraná, na dimensão da fé e do Evangelho”, disse. 

Dom Orlando enfatizou ainda que “o amor, o profetismo, a dimensão social do Evangelho permanecem nas CEBs”. Lembrou que Londrina tem uma “realidade de agronegócio muito grande” e que é “uma ilha rodeada de soja com muito êxodo rural”. O arcebispo também apontou problemas urbanos e da terra presentes na região. 

Ao final da exposição, convidou os bispos para participarem do evento. “Todos somos convidados. Será um grande testemunho de comunidade e amor trinitário. Para mim, as CEBs são reflexão da Santíssima Trindade. Londrina inclina-se a todos os que lá vierem”, disse.  

 Foto: arquidiocese de Londrina
Foi publicada na manhã da última sexta-feira, dia 8 de abril a Exortação Apostólica pós-Sinodal do Papa Francisco sobre a família. “Amoris laetitia”, a “Alegria do Amor” é um texto de nove capítulos no qual o Santo Padre recolhe os resultados de dois Sínodos dos Bispos sobre a família ocorridos em 2014 e 2015 citando anteriores documentos papais, contributos de conferências episcopais e de várias personalidades.

É uma Exortação Apostólica ampla com mais de 300 parágrafos e que nos primeiros 7 evidencia a plena consciência da complexidade do tema. Em particular, o Papa escreve que para algumas questões ”em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, “as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (...), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”.

Eis a seguir o resumo, mas para baixar o documento completo: >>Clique aqui

Capítulo primeiro: “À luz da Palavra”

No primeiro capítulo o Papa articula a sua reflexão a partir das Sagradas Escrituras, em particular, com uma meditação acerca do Salmo 128, característico da liturgia nupcial hebraica, assim como da cristã. A Bíblia ”aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares”(AL 8).
Capítulo segundo: “A realidade e os desafios das famílias”

Partindo do terreno bíblico, o Papa considera no segundo capítulo a situação atual das famílias, mantendo ”os pés assentes na terra” (AL 6) como se pode ler na Exortação. A humildade do realismo ajuda a não apresentar ”um ideal teológico do matrimônio demasiado abstrato, construído quase artificialmente, distante da situação concreta e das possibilidades efetivas das famílias tais como são”(AL 36). O matrimônio é “um caminho dinâmico de crescimento e realização”. “Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”(AL37) refere o Papa Francisco no seu texto, pois, Jesus propunha um ideal exigente, mas ”não perdia jamais a proximidade compassiva às pessoas frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera” (AL 38).

Capítulo terceiro: “O olhar fixo em Jesus: a vocação da família”

O terceiro capítulo da Exortação é dedicado a alguns elementos essenciais do ensinamento da Igreja acerca do matrimônio e da família. Em 30 parágrafos ilustra a vocação à família de acordo com o Evangelho, assim como ela foi recebida pela Igreja ao longo do tempo, sobretudo quanto ao tema da indissolubilidade, da sacramentalidade do matrimônio, da transmissão da vida e da educação dos filhos. Fazem-se inúmeras citações da Gaudium et spes do Vaticano II, da Humanae vitae de Paulo VI, da Familiaris consortio de João Paulo II. 

O Papa Francisco neste capítulo terceiro lembra um princípio geral importante: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (Familiaris consortio, 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitem uma capacidade de decisão. Por isso, ao mesmo tempo que se exprime com clareza a doutrina, há que evitar juízos que não tenham em conta a complexidade das diferentes situações e é preciso estar atentos ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição” (AL 79).

Capítulo quarto: “O amor no matrimônio”

O amor no matrimônio é o título do quarto capítulo desta Exortação e ilustra-o a partir do “hino ao amor” de S. Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 13, 4-7). Este capítulo desenvolve o carácter quotidiano do amor que se opõe a todos os idealismos: ”não se deve atirar para cima de duas pessoas limitadas o peso tremendo de ter que reproduzir perfeitamente a união que existe entre Cristo e a sua Igreja, porque o matrimônio como sinal implica um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus” (AL 122).

Também neste capítulo uma reflexão sobre o amor ao longo da vida e da sua transformação. Pode-se ler no documento: “Não é possível prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade” (AL 163).

Capítulo quinto: “O amor que se torna fecundo”

O capítulo quinto desta Exortação Apostólica foca-se sobre a fecundidade, do acolher de uma nova vida, da espera própria da gravidez, do amor de mãe e de pai. Mas também da fecundidade alargada, da adoção, do acolhimento do contributo das famílias para a promoção de uma “cultura do encontro”, da vida na família em sentido amplo, com a presença de tios, primos, parentes dos parentes, amigos. A “Amoris laetitia” não toma em consideração a família ”mononuclear”, mas está bem consciente da família como rede de relações alargadas. A própria mística do sacramento do matrimônio tem um profundo carácter social (cf. AL 186). E no âmbito desta dimensão social, o Papa sublinha em particular tanto o papel específico da relação entre jovens e idosos, como a relação entre irmãos como aprendizagem de crescimento na relação com os outros.

Capítulo sexto: “Algumas perspetivas pastorais”

No capítulo sexto da exortação o Papa aborda algumas vias pastorais que orientam para a edificação de famílias sólidas e fecundas de acordo com o plano de Deus. Em particular, o Papa observa que ”os ministros ordenados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas atuais das famílias” (AL 202). Se, por um lado, é necessário melhorar a formação psico-afetiva dos seminaristas e envolver mais a família na formação para o ministério (cf. AL 203), por outro ”pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados” (AL 202).

Também neste sexto capítulo uma importante referência à preparação para o matrimônio e do acompanhamento dos esposos nos primeiros anos da vida matrimonial (incluindo o tema da paternidade responsável), mas também em algumas situações complexas e, em particular, nas crises, sabendo que ”cada crise esconde uma boa notícia, que é preciso saber escutar, afinando os ouvidos do coração” (AL 232).

Espaço neste capítulo para o acompanhamento das pessoas abandonadas, separadas ou divorciadas. É colocado em relevo o sofrimento dos filhos nas situações de conflito. Ao mesmo tempo é reiterada a plena comunhão na Eucaristia dos divorciados e em relação aos divorciados recasados é reforçada a sua “comunhão eclesial” e o acompanhamento das suas situações que não deve ser visto como uma debilidade da indissolubilidade do matrimônio mas uma expressão de caridade.

Referidas também as situações dos matrimônios mistos e daqueles com disparidade de culto, e a situação das famílias que têm dentro de si pessoas com tendência homossexual, insistindo no respeito para com elas e na recusa de qualquer discriminação injusta e de todas as formas de agressão e violência. No final do capítulo uma especial nota para o tema da perda das pessoas queridas e também da viuvez.

Capítulo sétimo: “Reforçar a educação dos filhos”

O capítulo sétimo é integralmente dedicado à educação dos filhos: a sua formação ética, o valor da sanção como estímulo, o realismo paciente, a educação sexual, a transmissão da fé e, mais em geral, a vida familiar como contexto educativo. É ressaltado pelo Santo Padre que “o que interessa acima de tudo é gerar no filho, com muito amor, processos de amadurecimento da sua liberdade, de preparação, de crescimento integral, de cultivo da autêntica autonomia” (AL 261).

A secção dedicada à educação sexual intitula-se muito expressivamente: «Sim à educação sexual». Sustenta-se a sua necessidade e formula-se a interrogação de saber ”se as nossas instituições educativas assumiram este desafio (…) num tempo em que se tende a banalizar e empobrecer a sexualidade”. A educação sexual deve ser realizada ”no contexto duma educação para o amor, para a doação mútua” (AL 280) – lê-se na Exortação. É feita uma advertência em relação à expressão ”sexo seguro”, pois transmite ”uma atitude negativa a respeito da finalidade procriadora natural da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo de que é preciso proteger-se. Deste modo promove-se a agressividade narcisista, em vez do acolhimento”. (AL 283).

Capítulo oitavo: “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”

O capítulo oitavo faz um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral diante de situações que não correspondem plenamente ao que o Senhor propõe. O Papa usa aqui três verbos muito importantes: ”acompanhar, discernir e integrar”, os quais são fundamentais para responder a situações de fragilidade, complexas ou irregulares. Em seguida, apresenta a necessária gradualidade na pastoral, a importância do discernimento, as normas e circunstâncias atenuantes no discernimento pastoral e, por fim, aquela que é por ele definida como a ”lógica da misericórdia pastoral”.

As situações ditas de irregulares devem ter um discernimento pessoal e pastoral e – segundo a Exortação –  “os batizados que se divorciaram e voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade cristã sob as diferentes formas possíveis”.

Em particular, o Santo Padre afirma numa nota de pé de página que “em certos casos poderá existir também a ajuda dos sacramentos”, recordando que o confessionário não deve ser uma sala de tortura e que a Eucaristia “não é um prêmio para os perfeitos, mas um alimento para os débeis”.

Mais em geral, o Papa profere uma afirmação extremamente importante para que se compreenda a orientação e o sentido da Exortação: ”é compreensível que não se devia esperar do Sínodo ou desta Exortação uma nova normativa geral de tipo canônico, aplicável a todos os casos. É possível apenas um novo encorajamento a um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, as consequências ou efeitos duma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos” (AL 300).

O Papa desenvolve em profundidade as exigências e características do caminho de acompanhamento e discernimento em diálogo profundo entre fiéis e pastores. A este propósito, faz apelo à reflexão da Igreja ”sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes” no que respeita à imputabilidade das ações e, apoiando-se em S. Tomás de Aquino, detém-se na relação entre «as normas e o discernimento», afirmando: ”É verdade que as normas gerais apresentam um bem que nunca se deve ignorar nem descuidar, mas, na sua formulação, não podem abarcar absolutamente todas as situações particulares. Ao mesmo tempo é preciso afirmar que, precisamente por esta razão, aquilo que faz parte dum discernimento prático duma situação particular não pode ser elevado à categoria de norma” (AL 304).

Espaço ainda neste capítulo para a lógica da misericórdia pastoral e para o convite do Papa Francisco nas suas palavras finais: «Convido os fiéis, que vivem situações complexas, a aproximarem-se com confiança para falar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor. Nem sempre encontrarão neles uma confirmação das próprias ideias ou desejos, mas seguramente receberão uma luz que lhes permita compreender melhor o que está a acontecer e poderão descobrir um caminho de amadurecimento pessoal. E convido os pastores a escutar, com carinho e serenidade, com o desejo sincero de entrar no coração do drama das pessoas e compreender o seu ponto de vista, para ajudá-las a viver melhor e reconhecer o seu lugar na Igreja» (AL 312).

Capítulo nono: “Espiritualidade conjugal e familiar”

O nono capítulo é dedicado à espiritualidade conjugal e familiar, ”feita de milhares de gestos reais e concretos” (AL 315). Diz-se com clareza que ”aqueles que têm desejos espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito, mas é um percurso de que o Senhor Se serve para os levar às alturas da união mística” (AL 316). Tudo, ”os momentos de alegria, o descanso ou a festa, e mesmo a sexualidade são sentidos como uma participação na vida plena da sua Ressurreição” (AL 317).

No parágrafo conclusivo, o Papa afirma: ”Nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar. (…). Todos somos chamados a manter viva a tensão para algo mais além de nós mesmos e dos nossos limites, e cada família deve viver neste estímulo constante. Avancemos, famílias; continuemos a caminhar! (…). Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida” (AL 325).

Fonte: Rádio Vaticana

quinta-feira, 31 de março de 2016

“Amoris laetitia” (Sobre o amor na família) é o título da Exortação Apostólica Pós-Sinodal sobre a família do Papa Francisco.

O texto será publicado na sexta-feira, 8 de abril, e estará disponível em seis línguas, entre as quais o português. A Exortação será apresentada aos jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé pelo Secretário-Geral do Sínodo dos Bispos, Card. Lorenzo Baldisseri, e pelo Arcebispo de Viena (Áustria), Card. Christoph Schönborn.

Também participa da coletiva um casal italiano de professores, docentes de Filosofia: Prof. Francesco Miano, que leciona na Universidade de Roma Tor Vergata e a Professora Giuseppina De Simone, da Faculdade Teológica de Nápoles.

A coletiva poderá ser acompanhada ao vivo no Vatican Player da Rádio Vaticano, onde permanecerá disponível também on demand.

A Exortação Apostólica “Amoris laetitia” será publicada quase seis meses após a conclusão do Sínodo Ordinário sobre a Família convocado pelo Papa Francisco em outubro passado. Um ano antes, em 2014, o Pontífice convocou um Sínodo Extraordinário sobre o mesmo tema.

Depois de dois anos de intenso trabalho dos bispos que participaram dos dois Sínodos, o texto do Papa Francisco é aguardado pelas dioceses do mundo inteiro por oferecer diretrizes e linhas de ação sobre temas práticos que dizem respeito à família.

segunda-feira, 28 de março de 2016

O Papa Francisco celebrou a santa missa na manhã deste domingo de Páscoa, às 10,00 horas de Roma, na Paraça de S. Pedro repeleta de fiéis e peregrinos provenientes das diversas partes do mundo para assistir a esta celebração pascal e ouvir a mensagem e receber a bênção Urbi et Orbi do Santo Padre. A mensagem Urbi et Orbi foi proferida pelo Papa, a partir da varanda central da Basílica de S. Pedro, no fim da celebração eucarística, ás 12,00 horas de Roma.

Francisco iniciou por anunciar aos presentes que "Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor! A sua Ressurreição realizou plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele baixou até ao fundo do abismo".

Diante dos abismos espirituais e morais da humanidade, diante dos vazios que se abrem nos corações e que provocam ódio e morte, prosseguiu o Papa, sómente uma infinita misericórdia nos pode dar a salvação. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e evitar-nos de afundar, permitindo-nos de continuar caminhando juntos em direção à Terra da liberdade e da vida.

O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. Mt 28,5-6) oferece-nos, por conseguinte, a certeza consoladora de que o abismo da morte foi vencido e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor (cf. Ap 21,4). O Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, faz-nos agora compartilhar a sua vida imortal, e nos oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência disse o Santo Padre, recordando que o nosso mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito,  um mundo no qual as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes acontecem dentro das paredes do nosso lar, e de conflitos armados a grande escala submetendo populações inteiras a provas inimagináveis.

Eis que Cristo ressuscitado indica portanto, ressaltou Francisco, caminhos de esperança para a querida Síria, um País devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil.

"Confiamos ao poder do Senhor ressuscitado, disse, as conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. A mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro, vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia".

A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, prosseguiu o Papa, favoreça a convivência entre israelianos e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas.

O Senhor Jesus, nossa paz (Ef 2,14), que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa da Páscoa, a nossa proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões e Costa do Marfim; Possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África; penso, acrescentou Francisco, de modo particular ao Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais.

E Francisco recordou que com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte; seu Filho Jesus é a porta da misericórdia aberta de par em par para todos. E fez votos para que a sua mensagem pascal possa resplandecer cada vez mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do País, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração entre todos. Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, únicos elementos capazes de poder garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.

Mas também, o Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, ressoa através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e das mulheres em busca de um futuro melhor, grupos cada vez mais númerosos de migrantes e refugiados – entre os quais muitas crianças - que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social. Esses nossos irmãos e irmãs, disse o Santo Padre,  que nos seus caminhos encontram com demasiada frequência a morte ou a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda. E Francisco fez votos para que a próxima Cimeira Mundial sobre a Ajuda Humanitária não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.

Neste dia glorioso, o pensamento do Santo Padre se estende também ao sofrimento da nossa Mãe Terra “ainda assim tão abusada e vilipendiada mediante uma exploração ávida pelo lucro, que altera o equilíbrio da natureza causando efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta”.

O pensamento de Francisco se estende ainda à todos os “nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e pela sua lealdade a Cristo” para lhes dirigir ainda hoje as palavras de Cristo: «Não tenhais medo! Eu venci o mundo!» (Jo 16,33). Hoje é o dia radiante desta vitória disse o Papa.

Finalmente, o Santo Padre dirigiu uma palavra de conforto e de esperança para “todos aqueles, disse, que nas nossas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem esvanecer as forças, para os jovens aos quais parece não existir o futuro, a todos eu dirijo mais uma vez as palavras do Ressuscitado: «Eis que faço novas todas as coisas... a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante» (Ap 21,5-6). Esta mensagem consoladora de Jesus, concluiu dizendo Francisco, possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem, para assim construir estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos. Dessa reconciliação com Deus e com os irmãos, ressaltou Francisco, temos hoje tanta necessidade.

No fim, Francisco agradeceu à todos pela presença festosa e a alegria que souberam trazer neste dia Santo. A todos pediu que continuem a rezar por Ele.

Fonte: Rádio Vaticana

sábado, 26 de março de 2016

Via Sacra no Coliseu de Roma presidida pelo Papa Francisco na Sexta-Feira Santa. As meditações foram propostas por um texto da autoria do Cardeal Gualtiero Bassetti, arcebispo de Perugia em Itália. Foram meditações que quiseram demonstrar o imenso amor que chega até ao “escândalo da cruz” participando das feridas do mundo.

Nas 14 estações levaram a cruz várias pessoas: de referir uma família, membros da Unitalsi, a União Nacional Italiana de Transporte de Doentes a Lourdes e Santuários Internacionais e também pessoas de várias nacionalidades, tais como, a China, a Rússia, a Bósnia, os EUA, o Equador, o Quénia e a República Centro Africana.

No final da celebração o Santo Padre propôs uma oração na qual lembrou os fundamentalismos, o terrorismo, as guerras e os corruptos. Denunciou a destruição do meio ambiente e os mares que se tornaram “cemitérios insaciáveis”. O Santo Padre referiu-se também aos “ministros infiéis” que retiram a dignidade aos inocentes. Preces de Francisco também pelos idosos abandonados, pelas pessoas com deficiência e pelas crianças desnutridas.

Mas há sinais de esperança que o Papa Francisco referiu nas pessoas que cumprem os mandamentos, nos arrependidos, nos misericordiosos, nos Beatos e nos Santos, nas famílias que vivem com fidelidade e fecundidade a sua vocação matrimonial, nos voluntários e nos perseguidos. Especial referência do Santo Padre para os consagrados aos quais chamou de “bons samaritanos”.

A vitória do mal dissipa-se perante a certeza da ressurreição e do amor de Deus – disse o Papa no final da sua oração.

Fonte: Rádio Vaticana

quinta-feira, 24 de março de 2016

A Esmolaria Apostólica, organismo de caridade do Papa, colocou à porta do escritório uma estátua representando “Jesus mendigo”, durante toda a Semana Santa, revelou o Vaticano nesta quarta-feira, 23. A iniciativa tem relação com o Ano Santo da Misericórdia.

A obra em bronze do escultor canadense Timothy P. Schmalz, em tamanho natural, está colocada a poucas centenas de metros da Praça de São Pedro, no átrio de Santo Egídio.

A figura representa Jesus dormindo num banco de jardim e coberto por um cobertor fino, sendo apenas visíveis os seus pés, com as feridas da crucificação.

O autor teve a oportunidade de apresentar ao Papa Francisco uma réplica da escultura, em formato reduzido, numa audiência geral na Praça de São Pedro, em novembro de 2013.

Vários exemplares da obra foram colocados, até hoje, no Canadá, Austrália, Cuba, Espanha, Estados Unidos da América, Índia e Irlanda.

A escultura inspira-se num encontro que Schmalz teve com uma pessoa sem-abrigo nas ruas de Toronto e no capítulo 25 do Evangelho segundo São Mateus.

terça-feira, 22 de março de 2016

O mundo foi surpreendido, na manhã desta terça-feira, 22, com um ataque terrorista no aeroporto e no metrô de Bruxelas, na Bélgica. O papa Francisco enviou telegrama, assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, no qual “condena novamente a violência cega que causa tanto sofrimento”. O texto foi enviado ao arcebispo de Bruxelas, dom Jozef De Kesel.

“O Papa Francisco confia as vítimas à misericórdia de Deus e une-se em oração à dor dos familiares”, prossegue o texto. A mensagem termina afirmando que Francisco “implora a Deus o dom da paz, e invoca sobre as famílias e todos os belgas as bênçãos divinas”. 

A imprensa noticia ao menos 34 mortos e mais de 130 feridos com os impactos que aconteceram no aeroporto e no metrô da capital belga. O governo belga confirma que pelo menos uma das explosões foi causada por um homem-bomba e o Estado Islâmico assumiu a autoria do atentado.

Com informações e fotografia da Rádio Vaticano

segunda-feira, 21 de março de 2016

Domingo de Ramos: a Igreja celebra a entrada de Jesus em Jerusalém e na sua homilia o Papa Francisco falou da aniquilação e humilhação de Jesus. Numa reflexão sobre os momentos da Paixão de Cristo destaque especial para as palavras do Santo Padre sobre a atual situação de tantos refugiados que esperam que alguém tome “a responsabilidade do seu destino”.

Milhares de fiéis participaram na Missa no Domingo de Ramos, que foi precedida pela tradicional procissão na Praça S. Pedro , decorada com cerca de 10 mil plantas. Começaram, assim as celebrações da Semana Santa neste ano de 2016.

Francisco começou por se referir ao entusiasmo do acolhimento que foi feito a Jesus com ramos de palmeira e oliveira e que todos os fiéis repetiram na Praça de S. Pedro acolhendo Jesus que “deseja entrar nas nossas cidades e nas nossas vidas” – afirmou – um Jesus que “nos salva das amarras do pecado, da morte, do medo e da tristeza”.

E Jesus ensina-nos o caminho a seguir com um primeiro gesto: o do “Lava-Pés” baixando-se “até aos pés dos discípulos, como somente os servos faziam”.

Mas esta atitude foi só o início da humilhação de Jesus que se torna extrema na sua Paixão: “é vendido por trinta moedas de prata e traído com um beijo por um discípulo que escolhera e chamara amigo. Quase todos os outros fugiram e O abandonaram; Pedro renega-O três vezes no pátio do Sinédrio. Humilhado na alma com zombarias, insultos e escarros, sofre no corpo violências atrozes: as cacetadas, a flagelação e a coroa de espinhos tornam irreconhecível o seu aspeto. Sofre também a infâmia e a iníqua condenação das autoridades, religiosas e políticas: é feito pecado e reconhecido injusto. Depois, Pilatos envia-o a Herodes, e este devolve-O ao governador romano: enquanto Lhe é negada toda a justiça, Jesus sente na própria pele também a indiferença, porque ninguém se quer assumir a responsabilidade do seu destino.” Neste momento da sua homilia o Papa Francisco recordou a atual situação dos refugiados:

“E penso em tanta gente, em tantos marginalizados, em tantos refugiados e digo-lhes: que são tantos os que não querem tomar a responsabilidade do seu destino.”

No caminho da Paixão de Cristo, a multidão que o aclamara “troca os louvores por um grito de condenação” mas Jesus porém, “reza e entrega-Se: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
“Pode parecer-nos muito distante o modo de agir de Deus”- disse Francisco – ao vermos Jesus que “Se aniquilou por nós, quando vemos que já sentimos tanta dificuldade para nos esquecermos um pouco de nós mesmos”. O Santo Padre afirmou que somos chamados a escolher o caminho de Jesus, “o caminho do serviço, da doação, do esquecimento de nós próprios”, contemplando nesta Semana Santa a “Cátedra de Deus”

“Convido-vos nesta semana a contemplar a “Cátedra de Deus”, para aprender o amor humilde, que salva e dá a vida, para renunciar ao egoísmo, à busca do poder e da fama.”

Fixemos o olhar em Jesus – disse o Papa na conclusão da sua homilia e “peçamos a graça de compreender algo da sua aniquilação por nós; reconheçamo-Lo Senhor da nossa vida e respondamos ao seu amor infinito com um pouco de amor concreto.”
A programação da Semana Santa em nossa Paróquia deverá representar um momento forte de espiritualidade, oferecido ao nosso povo ao longo desses dias.

Entre várias iniciativas, na próxima segunda-feira (21) será realizada na Comunidade Nossa Senhora da Conceição / Porta Aberta um momento forte de Adoração Eucarística durante 24 horas seguidas. Comerá às 06:30h da manhã, com uma Missa presidida por Padre Ribamar e ao longo da manhã, tarde, noite e madrugada grupos, pastorais, movimentos e comunidades alternar-se-ão na capela. 

As “24 horas para o Senhor” representa uma ocasião aberta a todos, até tarde à noite, no coração de nossas cidades, para haurir a misericórdia de Deus – lembra-nos um comunicado do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, dicastério vaticano responsável pela organização do Jubileu extraordinário da Misericórdia.

O término será dia 22 (terça-feira), às 06:30h da manhã, com missa presidida por Frei Ivaldo.

Segue o cronograma e horário dos grupos, pastorais e movimentos:

06:30h: Missa presidida por Pe. Ribamar
07:30h: Legião de Maria, Movimento Mãe e Ministros da Eucaristia
09:00h: Comunidade Santo Antônio, Nossa Senhora de Fátima e Apostolado da Oração
11:00h: Comunidade São José, Comunidade Nossa Senhora Rainha da Paz e COMIPA
13:00h: Comunidade Santa Luzia, Catequese, Jovens e Pastoral Vocacional
15:00h: Comunidade São João Batista, Liturgia e PASCOM
17:00h: Comunidade São Raimundo, Pastoral da Acolhida, O.F.S e  Pastoral do Idoso
19:00h: Comunidade Matriz, Coroinhas e Pastoral da Sobriedade e Min. Música
21:00h: Terço dos Homens, Focolares e Apostolado da Oração
22:00h: Pastoral Familiar, Pastoral do Dízimo e Pastoral Batismo
23:00h: RCC - Grupo de Oração Filhos do Céu
02:00h: RCC - Grupo de Oração Renascer
04:00h: RCC - Grupo de Oração Adonai
06:30h: Encerramento (Missa presidida por Frei Ivaldo)

sábado, 19 de março de 2016

Esse ano mais uma vez a Paróquia São Francisco das Chagas realizará a Procissão do Fogaréu.

A manifestação religiosa popular de origem Ibérica, já é realizada em várias cidades do Brasil e ano passado a referida Paróquia e a Província Franciscana brindaram os fiéis com mais esse momento de espiritualidade da Semana Santa, sempre realizada na Quarta-Feira. Esse ano, dia 23 de março.

Procissões como essas encontramos registros em Portugal, Espanha, e em algumas de suas antigas colônias na América. Tem origem, provavelmente, nas Procissões das Endoenças (indulgentias, indulgências), que eram realizadas na quinta-feira santa, e seriam um rito público de absolvição dos pecadores no fim da penitência quaresmal.  O ritual, cujo caráter inicial era pautado por penitência, condenação e flagelação, se transformou em uma festa de rememoração da prisão de Cristo. 

Mesmo sob forte chuva, ano passado centenas de fiéis acompanharam o evento religioso, que dentre cantos e orações, encenou algumas das principais passagem dos últimos dias do nosso Salvador. Esse ano, com mais experiência, a 2ª Procissão do Fogaréu tende a ser ainda maior, tanto em número de pessoas, quanto em fé e devoção, levando a quem participar a vivenciar profundamente a Paixão de Jesus Cristo. 

A manifestação aportou no Brasil, provavelmente, na Bahia do início do século 17. As procissões do Fogaréu realizadas no Brasil encenam a busca e prisão de Jesus Cristo. Os soldados partem em disparada para cumprir a ordem de Caifás. Na primeira parada da procissão, a tropa dos Farricocos encontra a mesa da ceia vazia, Jesus não está mais lá. A tropa continua a busca e prende o Cristo no Monte das Oliveiras. Neste momento, ao som do clarim, surge um farriococo carregando um estandarte com a imagem de Jesus, simbolizando a sua captura. 

A beleza da procissão e o caráter histórico medieval passando pelas ruas escuras da cidade atraem ainda mais a atenção. 

A saída da Procissão do Fogaréu será da Matriz de São Francisco das Chagas, às 18:30h.

As tochas estão sendo vendidas na Secretaria da Paróquia ao preço de R$ 5,00 (cinco reais).


sexta-feira, 18 de março de 2016

Todo Jubileu tem alguns sinais visíveis com o objetivo de nos ajudar a viver uma grande experiência de renovação espiritual. E como estamos no Ano que se celebra o Jubileu da Misericórdia, há três sinais que o caracterizam. São eles: Porta Santa, Peregrinação e Indulgência.

Na Bula da proclamação do Ano da Misericórdia definido pelo Santo Papa em 08 de dezembro do ano passado a explicação é que “a peregrinação é um sinal peculiar no Ano Santo, representa o caminho que cada pessoa realiza na sua existência. A vida é uma peregrinação e o ser humano é viajante, um peregrino que percorre uma estrada até à meta desejada. Também para chegar à Porta Santa, tanto em Roma como em cada um dos outros lugares, cada pessoa deverá fazer, segundo as próprias forças, uma peregrinação. Esta será sinal de que a própria misericórdia é uma meta a alcançar que exige empenho e sacrifício. Por isso, a peregrinação há de servir de estímulo à conversão: ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é conosco.”(n°14).

Tendo em vista este objetivo, os fiéis de todas as comunidades da Paróquia Sant’Ana e São Joaquim deverão participar neste sábado (19) da Peregrinação à Porta Santa da Catedral Diocesana de Santa Teresinha, aberta no dia 13 de dezembro de 2015. A saída em caminhada está prevista para às 18:00h. Com essa passagem pela Porta Santa, os fiéis poderão receber as indulgências do Anto Santo (quando a peregrinação for acompanhada de confissão, comunhão no dia da peregrinação, um ato de fé – recitação do Credo – e uma oração pelo Papa). 

A Porta da Misericórdia é uma Porta Santa especial que, durante este Ano Santo extraordinário, o Santo Padre Francisco pediu para abrir em cada diocese, permitindo aos fiéis de todo o mundo de fazer a experiência plena da Misericórdia do Pai.

O Papa Francisco explica na Bula de proclamação Misericordiae Vultus (n. 3): “no mesmo domingo [Terceiro Domingo de Advento], em cada Igreja particular – na Catedral, que é a Igreja-Mãe para todos os fiéis, ou na Concatedral ou então numa Igreja de significado especial – se abra igualmente, durante todo o Ano Santo, uma Porta da Misericórdia. Por opção do Ordinário, a mesma poderá ser aberta também nos Santuários, meta de muitos peregrinos que frequentemente, nestes lugares sagrados, se sentem tocados no coração pela graça e encontram o caminho da conversão”.

Com informações da TV Século XXI

terça-feira, 15 de março de 2016

É com satisfação que o CONIC apresenta o cartaz da Semana de Oração pela Unidade Cristã (SOUC) de 2016. A peça foi elaborada por Aurélio Fred Macena dos Santos, que compartilha a inspiração para seu processo criativo. Diz Aurélio:

“Para a confecção do cartaz usamos como base a imagem da cruz, sinal da salvação e representação da nossa fé, dentro dela, os traços foram desenhados e coloridos.

O batismo está presente em várias partes do cartaz, pois acreditamos que é através dele que nos tornamos povo chamado a proclamar os altos feitos do Senhor.

No topo da cruz temos a pomba, que representa o Espírito Santo que desce sobre a comunidade cristã no Pentecostes. Os raios amarelos são seus dons.

Utilizamos também as bandeiras do Brasil e da Letônia para demonstrar a parceria entre os dois países.

Ao centro temos um batistério, que nos remete ao batistério que se encontro no centro da Catedral Luterana de Riga, na Letônia. Em volta dele vemos Jesus Cristo, além de membros das igrejas católica romana, luterana, ortodoxa e batista, que integraram a comissão letã que preparou o material da Semana de Oração pela Unidade Cristã 2016. Eles seguem os símbolos: bíblia, sal, luz e pão, destacados para a SOUC 2016.

Na base da cruz há uma imagem que lembra o favo de uma colméia. Cada alvéolo representa um povo. Nossa intenção é mostrar a base da SOUC como uma unidade orante que integra diferentes confissões, culturas e povos”.

“Proclamai os altos feitos do Senhor” (1Pe 2,9) é o tema da Semana de Oração deste ano. A proposta foi elaborada pelo movimento ecumênico da Letônia e adaptado para o Brasil pelo Movimento Ecumênico de Curitiba (MOVEC).

Fonte: CONIC
Milhares de fiéis vindos de todos os cantos da Diocese de Bacabal participaram no último final de semana (11 a 13/03) do 2º Retiro Diocesano das Santas Missões Populares. 

A iniciativa faz parte de um grande projeto que a Diocese e todo o seu conjunto assumiram na assembleia diocesana em 2014. De lá para cá, já foram realizados o 1º Retiro Diocesano em agosto de 2015 e também os retiros paroquiais. Esse segundo retiro, que teve como ponto de encontro a Matriz de Sant'Ana e São Joaquim / Bacabal-MA, contou com a assessoria do Padre João Paulo, de Timon-MA e membro da equipe de coordenação nacional das Santas Missões Populares.

Na sexta-feira (11) foi dado início ao encontro com a acolhida dos missionários. Padre Ribamar e Dom Armando deram as boas vindas, motivando-os a participar frutuosamente dos 3 dias de retiro. Nesta noite também foram feitas apresentações e finalizou-se com um grande momento orante.

Ao longo do sábado (12), Padre João Paulo desenvolveu várias temáticas e que contou com a colaboração das paróquias. Leituras, reflexões bíblicas e trabalhos em grupos também foram realizados a fim de socializar o conteúdo. A noite aconteceu a vigília, ponto alto daquele dia de trabalho, na qual os missionários - um a um - foram ungidos como sinal de sua grande consagração ao Senhor na messe do Senhor.

No domingo (13) foram feitas as considerações finais e o retiro terminou com a celebração da Santa Missa, onde o bispo Diocesano destacou o trabalho que deverá ser realizado pelos missionários ao longo desse tempo de graça, e que culminará também com a festa do grande jubileu da Diocese.

Ao longo desses três dias de encontro, os missionários foram motivados a continuar o trabalho de missão permanente, tendo em vista o grande projeto de Jesus Cristo. O assessor fez questão de destacar a importância e urgência de tornarmo-nos uma igreja, de fato, missionária. "Se a missão fosse fácil, se estivesse tudo bem, não teríamos a necessidade de estar aqui neste retiro", disse mostrando-se preocupado com a passividade de nossas comunidades. Ao mesmo tempo, buscou durante todo o encontro apresentar a missão de Jesus como de todo o povo de batizados.

O 2º Retiro das SMP também serviu de prestação de contas do trabalho realizado até ali. As paróquias tiveram a oportunidade de apresentar os frutos de todos os esforços e trabalhos feitos a partir do 1º Retiro Diocesano. O saldo foi positivo, tendo em vista que grande parte dos retiros paroquiais foram realizados em muito êxito, alegria e fé.

A partir de agora, é proposto às paróquias a realização dos seus retiros.

Confira algumas fotos:



Fotografia: Lourival Albuquerque

segunda-feira, 14 de março de 2016

Cientistas japoneses anunciaram nesta quinta-feira (10) a descoberta de uma bactéria capaz de decompor completamente o polietileno tereftalato -- o plástico do qual são feitas as garrafas PET, um dos problemas mais graves de poluição no planeta.

O microrganismo, que oferece uma perspectiva mais viável para tratar o acúmulo desse material no ambiente, foi encontrado em uma usina de reciclagem de lixo. A bactéria, batizada de Ideonella sakaiensis, se alimenta quase que exclusivamente de PET.

Segundo os cientistas, a descoberta é de certa maneira surpreendente, porque a bactéria aparenta ter adquirido a capacidade de degradar esse tipo de plástico em um processo que durou poucas décadas. Na escala da evolução biológica, é um piscar de olhos.

Em estudo na revista "Science", o grupo liderado pelo biólogo Shosuke Yoshida, do Instituto de Tecnologia de Kioto, descreve como uma colônia microrganismo conseguiu degradar uma folha fina de PET em 6 semanas. Pode parecer muito tempo, mas é rápido para um tipo de plástico que leva centenas de anos para se decompor espontaneamente.
Para decompor o PET, a bactéria produz duas enzimas -- moléculas biológicas que promovem reações químicas -- cuja função específica é degradar esse plástico. O PET é composto por uma estrutura molecular de carbono altamente estável, que quando atacada pela bactéria se rompe em componentes menores, que podem ser incorporados ao ambiente sem problemas.

O trabalho dos cientistas japoneses envolveu a análise de 250 amostras de bactéria encontradas na usina de reciclagem. A descoberta é importante, afirmam, mas é preciso descobrir ainda meios práticos de produzir essas enzimas e usá-las em larga escala para tratar resíduos plásticos que poluem ambiente, sobretudo nos oceanos.

De um jeito ou de outro, estudos sobre a Ideonella sakaiensis devem acelerar esse processo, já que tudo o que se conhecia antes era alguns fungos capazes de decompor PET parcialmente. Usar bactérias que aniquilam totalmente o plástico para desenvolver um tratamento biológico para esse tipo de lixo deve ser bem mais fácil, dizem os cientistas.

O planeta produz hoje cerca de 50 milhões de toneladas de PET por ano, e menos de 15% do material é reciclado. O que não é contido em aterros sanitários nem incinerado acaba indo parar em rios e mares -- fragmentado em pequenos pedaços -- e é extremamente nocivo para criaturas aquáticas.

Fonte: Portal de notícias G1
O sem-teto morto de frio em Roma, as irmãs de Madre Teresa assassinadas no Iêmen, as pessoas que adoecem na “Terra do fogo”, perto de Nápoles. Na missa da manhã desta segunda-feira (14/04), o Papa citou alguns fatos dramáticos dos últimos dias. Diante destes “vales tenebrosos”, disse Francisco, a única resposta é confiar em Deus.

O Pontífice se inspirou na primeira leitura do dia, extraída do Livro de Daniel, em que Susana, uma mulher justa difamada pelas más intenções de dois juízes, prefere confiar em Deus e escolhe morrer inocente a fazer o que aqueles dois homens queriam.

Quantos vales tenebrosos

O Senhor, disse o Papa, sempre caminha conosco, nos quer bem e não nos abandona. E dirige o seu olhar aos “vales tenebrosos” do nosso tempo:

“Quando nós, hoje, olhamos para os muitos vales obscuros, tantas desgraças, tanta gente que morre de fome, de guerra, crianças com problemas, tantas.... você pergunta aos pais: ‘Mas que doença ele tem?’ – ‘Ninguém sabe: se chama doença rara’. Pensemos nos tumores da Terra do fogo … Quando você vê tudo isso, pergunta: onde está o Senhor? O Senhor caminha comigo? Este era o sentimento de Susana. Também o nosso. Você vê essas quatro freiras trucidadas: serviam por amor e acabaram trucidadas por ódio! Quando você vê que se fecham as portas aos prófugos e eles ficam ao relento, com o frio... Mas Senhor, onde você está?”

Por que uma criança sofre?

“Como posso confiar no Senhor – retomou o Papa – se vejo todas essas coisas? E quando as coisas acontecem comigo, cada um de nós pode dizer: mas como me entrego ao Senhor?” “A esta pergunta há uma resposta”, disse Francisco: “Não se pode explicar, eu não sou capaz”: 

“Por que uma criança sofre? Não sei: para mim é um mistério. Somente Jesus no Getsêmani me traz uma luz – não à mente, mas à alma: ‘Pai, este cálice, não. Mas seja feita a Sua vontade’. Entrega-se à vontade do Pai. Jesus sabe que tudo não termina com a morte ou com a angústia, e a última palavra da Cruz: ‘Pai, confio-me em Suas mãos!’, e morre assim. Entregar-se a Deus, que caminha comigo, que caminha com o meu povo, que caminha com a Igreja. E este é um ato de fé. Eu me entrego. Não sei: não sei porque isso acontece, mas eu confio. Você saberá porquê”.

O mal não é definitivo

E este, disse, “é o ensinamento de Jesus: quem se entrega ao Senhor que é Pai, não precisa de mais nada”. Ainda que caminhe por um vale tenebroso, acrescentou, “sabe que o mal é um mal momentâneo, o mal definitivo não existirá porque o Senhor ...‘porque Tu estás comigo. O Teu bastão e o Teu cajado me deixam tranquilo”. Esta, destacou, “é uma graça” que devemos pedir: “Senhor, ensinai-me a entregar-me nas Tuas mãos, a confiar em sua guia, mesmo nos maus momentos, nos momentos tenebrosos, no momento da morte”:

“Hoje nos fará bem pensar à nossa vida, aos problemas que temos e pedir a graça de nos entregarmos nas mãos de Deus. Pensar em tantas pessoas que não recebem um último carinho na hora de morrer. Três dias atrás morreu um aqui, nas ruas, um sem-teto: morreu de frio. Em plena Roma, uma cidade com todas as possibilidades para ajudar. Por que, Senhor? Sequer um carinho… Mas eu me entrego, porque Tu não desiludes”.

“Senhor – concluiu o Papa – não Te entendo. Esta é uma bela oração. Mesmo sem entender, me entrego nas Tuas mãos”.

quarta-feira, 9 de março de 2016

A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. 

Para uma melhor vivência desse período tão importante, a Paróquia conta com uma grande programação religiosa, que segue-se:

PROGRAMAÇÃO

Dia 20 (Domingo de Ramos): 
A Procissão de Ramos terá como ponto de partida a Comunidade Nossa Senhora Rainha da Paz (Vila da Paz), às 06:30h. Em procissão, os fiéis percorrerão algumas ruas até chegar à Matriz, onde haverá a celebração da Santa Missa.

Dia 21 (Segunda-Feira Santa): 
Iniciando às 06:00h da manhã com uma Missa presidida por Padre Ribamar, dar-se-á início à 24h de adoração eucarística na Comunidade Nossa Senhora da Conceição (Porta Aberta). Ao longo desse período, grupos, pastorais, movimentos e comunidades alternar-se-ão em momentos de louvor e adoração ao Santíssimo. O término será às 06:00h do dia 22, com Missa presidida por Frei Ivaldo.

Dia 22 (Terça-Feira Santa): 
Procissão do Encontro. Homens saem da Matriz de Sant'Ana e mulheres da Catedral Diocesana Santa Teresinha, às 18:00h.

Dia 23 (Quarta-Feira): 
                       Celebração dos Idosos, com Unção dos Enfermos (Matriz, às 09:00h)
                       Celebração na Comunidade São Raimundo Nonato, às 19:30h 
                       Celebração na Comunidade São João  Batista, às 19:30

Dia 24 (Quinta-Feira Santa - Ceia do Senhor):
                       Celebração na Matriz, às 17:00h
                       Celebração na Comunidade Nossa Senhora da Conceição, às 19:30h
                       Celebração na Comunidade São Raimundo, às 19:30h
                       Celebração na Comunidade Santa Luzia, às 19:30h
                       Celebração na Comunidade São João Batista, às 19:30h

Dia 25 (Sexta-Feira Santa - Via Sacra):
                   Caminhada saindo da Comunidade São Raimundo, às 06:30h até a Comunidade Santo Antonio
                       Celebração na Comunidade Matriz, às 15:00h
                       Celebração na Comunidade Nossa Senhora da Conceição, às 15:00h
                       Celebração na Comunidade São Raimundo Nonato, às 15:00h
                       Celebração na Comunidade Santa Luzia, às 15:00h
                       Celebração na Comunidade São João Batista, às 15:00h

Dia 26 (Sábado Santo):
                       Celebração na Comunidade Matriz, às 19:30h
                       Celebração na Comunidade São João Batista, às 19:30h
                       Celebração na Comunidade Nossa Senhora da Conceição, às 19:30h
                       Celebração na Comunidade São Raimundo Nonato, às 19:30h

Dia 27 (Domingo de Páscoa):
                       Celebração na Comunidade Nossa Senhora da Conceição, às 08:00h
                       Celebração na Comunidade Matriz (Batizados), às 08:00h
                       Celebração na Comunidade São Raimundo Nonato, às 17:00h
                       Celebração na Matriz, às 19:30h

Podem haver modificações sem prévio aviso

Fonte: Secretaria Paroquial

terça-feira, 8 de março de 2016

O encontro congregou os padres do Estado com até dez anos de ordenação sacerdotal. 

O encontro é anual e sempre acontece em São Luís; este ano, na Casa dos Combonianos, no bairro Olho d'água. O evento contou também com o auxílio logístico dos padres Jozimar Pinheiro e Admilson de Jesus. Dom Sebastião Bandeira, diocese de Coroatá (Ma), bispo referencial para os ministérios ordenados e vida religiosa da CNBB Maranhão, esteve presente durante todo o encontro que foi assessorado pelo padre Flávio Lazarin. 

Os "padres novos" são coordenados pelos presbíteros Eduardo Cardin, da diocese de Imperatriz, e Pe. Luís Portela, da diocese de Bacabal. Durante o encontro houve momentos de partilha, formação e celebração, que culminou com o almoço partilhado de encerramento. Participaram os padres Irailson Barbosa, André Luís, Marcos André e Gutemberg Feitosa da Arquidiocese de São Luís. 

O próximo encontro está marcado para fevereiro de 2017 em São Luís-MA.

Fonte: Arquidiocese de São Luis

segunda-feira, 7 de março de 2016

“Santas Missões Populares para uma Igreja em missão permanente”.

Queridos Missionários e Missionárias,

já está chegando o nosso 2° Retiro Diocesano das Santas Missões Populares, que se realizará nos dias 11 a 13 de março. Quanta experiência de fé e de vida partilhadas! Tantas boas notícias aconteceram nas nossas comunidades e muito mais ainda vamos realizar juntos para celebrar o Jubileu de nossa Diocese com grande festa no espírito das SMP.

As 3 Paróquias de Bacabal vão acolher os missionários(as) das seguintes paróquias:
Paróquia São Francisco: Paulo Ramos, Bom Lugar, Esperantinópolis, Poção de Pedras, São Roberto e São Raimundo e Igarapé Grande.
Catedral Santa Teresinha: Pio XII, Satubinha, Lago da Pedra, Olho d’Água das Cunhãs e Vitorino Freire.
Paróquia Sant’Ana e São Joaquim: Lago Verde, Trizidela do Vale, Pedreiras, Lima Campos, Capinzal, Santo Antônio dos Lopes, São Luís Gonzaga.

INFORMAÇÕES IMPORTANTES

Para facilitar a acolhida do Retiro das SMP, pedimos que os Missionários das Paróquias que ficam fora de Bacabal cheguem até as 17h00 e se dirijam à Matriz das Paróquias onde serão acolhidos, para que sejam encaminhadas às famílias onde serão hospedados.

Cada missionário deve trazer: Copo, Bíblia, caderno e caneta.

Cada paróquia deve trazer:  
- As bandeiras do Espírito Santo e das SMP.
- Um painel com fotos do 1° Retiro Paroquial das SMP.

Taxa de inscrição: R$ 10,00 (por pessoa para ajudar nas despesas)

Local do Retiro: Paróquia Sant’Ana e São Joaquim às 19h00 da sexta-feira, 11 de março.
Endereço: Rua Raimundo Correia – s/nº
Telefone: (99) 3621-1272

Sobre as refeições: 
• O café da manhã e jantar será nas famílias onde os missionários estiverem hospedados.
• O almoço e lanche serão servidos no local do Retiro.

Com muita alegria louvemos o nosso Pai “rico em misericórdia”, por esse momento de graça. Deixemo-nos moldar pelo seu amor misericordioso e que Maria Imaculada nossa padroeira, nos cubra com o seu manto protetor!

Bacabal, 12 de fevereiro de 2016.

Com minha benção

+ Armando Martín Gutíerrez
Bispo de Bacabal

quinta-feira, 3 de março de 2016

Quarta-feira, 2 de março, audiência geral com o Papa Francisco na Praça de S. Pedro. Na sua catequese o Santo Padre falou sobre misericórdia e a correção do Pai que ajuda a crescer os seus filhos.

Partindo do texto bíblico de Isaías, o Papa colocou em evidência a amargura de um pai desiludido que gerou e fez crescer filhos, que agora se revoltaram contra Ele. Embora ferido, Deus deixa falar o amor e faz apelo à consciência destes filhos degenerados, para que se convertam e se deixem amar de novo. A missão educativa dos pais tem em vista fazer crescer os filhos em liberdade, torná-los responsáveis, capazes de fazer o bem – observou o Papa.

Mas, por causa do pecado, a liberdade torna-se pretensão de autonomia absoluta e o orgulho leva à contraposição e à ilusão de auto-suficiência – acrescentou o Santo Padre. A consequência do pecado é um estado de desolação geral. Onde se rejeita Deus e a sua paternidade, não é possível haver vida: a existência perde as suas raízes, tudo acaba pervertido e aniquilado. Mas também esta dolorosa situação visa a salvação.

Como pai, Deus educa os seus filhos – continuou o Papa – e, quando erram, corrige-os favorecendo o seu crescimento no bem. A provação é enviada para que possam experimentar a amargura de quem abandona Deus, vendo o vazio desolador duma opção de morte. O sofrimento, derivado duma decisão autodestrutiva, deve fazer refletir o pecador para o abrir à conversão e ao perdão. A punição torna-se o instrumento para fazer refletir.

Vemos assim que Deus sempre quer perdoar o seu povo – disse o Santo Padre que afirmou que Deus não destrói tudo, mas deixa “aberta a porta à esperança”. O caminho do regresso não passa tanto pela multiplicação das ofertas rituais do culto – que devem exprimir a conversão e não substituí-la – como sobretudo pela prática da justiça. O culto sim, mas “oferecido com mãos puras, evitando o mal e praticando o bem” – disse o Papa Francisco no final da sua catequese.

O Santo Padre saudou também os peregrinos de língua portuguesa:

“Amados peregrinos de língua portuguesa, cordiais saudações para todos vós, de modo especial para os fiéis da paróquia de Nossa Senhora do Lago de Brasília. Sobre os vossos passos, invoco a graça do encontro com Deus: Jesus Cristo é a Tenda divina no meio de nós. Ide até Ele, vivei na sua amizade e tereis a vida eterna. Sobre vós e vossas famílias desça a Bênção de Deus!”

O Papa Francisco a todos deu a sua bênção!