segunda-feira, 23 de maio de 2016

Neste dia 26 de maio de 2016, a Igreja no mundo inteiro celebra da Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi). Pelo Brasil a fora, várias manifestações de fé marcam essa data.

Em Bacabal, o evento religioso contará com uma programação que envolverá as três paróquias da cidade (Santa Teresinha, São Francisco das Chagas e Sant'Ana e São Joaquim).

A Missa solene será presidida pelo Bispo Diocesano de Bacabal, Dom Armando Martin Gutiérrez e com a presença de todo o clero na Igreja Matriz da Paróquia Sant'Ana e São Joaquim, às 17:00h. Após a Missa, todo o povo de Deus reunido percorrerá as principais ruas da cidade em uma grande manifestação de fé na Eucaristia, até chegar ao largo da Catedral Diocesana Santa Teresinha, onde acontecerá a bênção do Santíssimo Sacramento.  

De tradição antiqüíssima, esta festa, comemorada de modo solene e pública, manifesta a centralidade da Santa Eucaristia, sacramento do Corpo e Sangue de Cristo: o mistério instituído na última Ceia e comemorado todos os anos na Quinta-Feira Santa, após a solenidade da Santíssima Trindade.

Fonte: Paróquia São Francisco das Chagas

domingo, 22 de maio de 2016

O mistério da Santíssima Trindade é o mistério central da fé e da vida cristã. Deus se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo. Foi Nosso Senhor Jesus Cristo quem nos revelou este mistério. Ele falou do Pai, do Espírito Santo e d’Ele mesmo como Deus. Logo, não é uma verdade inventada pela Igreja, mas revelada por Jesus. Não a podemos compreender, porque o Mistério de Deus não cabe em nossa cabeça, mas é a verdade revelada.

Santo Agostinho (†430) dizia que: “O Espírito Santo procede do Pai enquanto fonte primeira e, pela doação eterna deste último ao Filho, do Pai e do Filho em comunhão” (A Trindade, 15,26,47).

A Trindade é Una. “Não professamos três deuses, mas um só Deus em três Pessoas: “A Trindade consubstancial” (II Conc. Constantinopla, DS 421). “O Pai é aquilo que é o Filho, o Filho é aquilo que é o Pai, o Espírito Santo é aquilo que são o Pai e o Filho, isto é, um só Deus por natureza” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). “Cada uma das três pessoas é esta realidade, isto é, a substância, a essência ou a natureza divina” (IV Conc. Latrão, em 1215, DS 804).

A Profissão de Fé do Papa Dâmaso diz: “Deus é único, mas não solitário” (Fides Damasi, DS 71). “Pai”, “Filho”, “Espírito Santo” não são simplesmente nomes que designam modalidades do ser divino, pois são realmente distintos entre si: “Aquele que é Pai não é o Filho, e aquele que é o Filho não é o Pai, nem o Espírito Santo é aquele que é o Pai ou o Filho” (XI Conc. Toledo, em 675, DS 530). São distintos entre si por suas relações de origem: “É o Pai que gera, o Filho que é gerado, o Espírito Santo que procede” (IV Conc. Latrão, e, 1215, DS 804).

A Igreja ensina que as Pessoas divinas são relativas umas às outras. Por não dividir a unidade divina, a distinção real das Pessoas entre si reside unicamente nas relações que as referem umas às outras:
“Nos nomes relativos das Pessoas, o Pai é referido ao Filho, o Filho ao Pai, o Espírito Santo aos dois; quando se fala destas três Pessoas, considerando as relações, crê-se todavia em uma só natureza ou substância” (XI Conc. Toledo, DS 675). “Tudo é uno [n’Eles] lá onde não se encontra a oposição de relação” (Conc. Florença, em 1442, DS 1330). “Por causa desta unidade, o Pai está todo inteiro no Filho, todo inteiro no Espírito Santo; o Filho está todo inteiro no Pai, todo inteiro no Espírito Santo; o Espírito Santo, todo inteiro no Pai, todo inteiro no Filho” (Conc. Florença, em 1442, DS 1331).

Aos Catecúmenos de Constantinopla, S. Gregório Nazianzeno (330-379), “o Teólogo”, explicava:

“Antes de todas as coisas, conservai-me este bem depósito, pelo qual vivo e combato, com o qual quero morrer, que me faz suportar todos os males e desprezar todos os prazeres: refiro-me à profissão de fé no Pai e no Filho e no Espírito Santo. Eu vo-la confio hoje. É por ela que daqui a pouco vou mergulhar-vos na água e vos tirar dela. Eu vo-la dou como companheira e dona de toda a vossa vida. Dou-vos uma só Divindade e Poder, que existe Una nos Três, e que contém os Três de maneira distinta. Divindade sem diferença de substância ou de natureza, sem grau superior que eleve ou grau inferior que rebaixe […]. A infinita conaturalidade é de três infinitos. Cada um considerado em si mesmo é Deus todo inteiro […]. Deus os Três considerados juntos. Nem comecei a pensar na Unidade, e a Trindade me banha em Seu esplendor. Nem comecei a pensar na Trindade, e a unidade toma conta de mim (Or. 40,41).

O primeiro Catecismo, chamado “Didaqué”, do ano 90 dizia:
“No que diz respeito ao Batismo, batizai em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo em água corrente. Se não houver água corrente, batizai em outra água; se não puder batizar em água fria, façais com água quente. Na falta de uma ou outra, derramai três vezes água sobre a cabeça, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” (Didaqué 7,1-3).

São Clemente de Roma, Papa no ano 96, ensinava: “Um Deus, um Cristo, um Espírito de graça” (Carta aos Coríntios 46,6). “Como Deus vive, assim vive o Senhor e o Espírito Santo” (Carta aos Coríntios 58,2).

Santo Inácio, bispo de Antioquia (†107), mártir em Roma, afirmava: “Vós sois as pedras do templo do Pai, elevado para o alto pelo guindaste de Jesus Cristo, que é a sua cruz, com o Espírito Santo como corda” (Carta aos Efésios 9,1).

“Procurai manter-vos firmes nos ensinamentos do Senhor e dos Apóstolos, para que prospere tudo o que fizerdes na carne e no espírito, na fé e no amor, no Filho, no Pai e no Espírito, no princípio e no fim, unidos ao vosso digníssimo bispo e à preciosa coroa espiritual formada pelos vossos presbíteros e diáconos segundo Deus. Sejam submissos ao bispo e também uns aos outros, assim como Jesus Cristo se submeteu, na carne, ao Pai, e os apóstolos se submeteram a Cristo, ao Pai e ao Espírito, a fim de que haja união, tanto física como espiritual” (Carta aos Magnésios 13,1-2).

São Justino, mártir no ano 151, escreveu essas palavras ao imperador romano Antonino Pio: “Os que são batizados por nós são levados para um lugar onde haja água e são regenerados da mesma forma como nós o fomos. É em nome do Pai de todos e Senhor Deus, e de Nosso Senhor Jesus Cristo, e do Espírito Santo que recebem a loção na água. Este rito foi-nos entregue pelos apóstolos” (I Apologia 61).

São Policarpo de Esmirna, que foi discípulo de S. João evangelista, mártir no ano 156, declarou: “Eu te louvo, Deus da Verdade, te bendigo, te glorifico por teu Filho Jesus Cristo, nosso eterno e Sumo Sacerdote no céu; por Ele, com Ele e o Espírito Santo, glória seja dada a ti, agora e nos séculos futuros! Amém” (Martírio de Policarpo 14,1-3).

Teófilo de Antioquia, ano 181, confirmou: “Igualmente os três dias que precedem a criação dos luzeiros são símbolo da Trindade: de Deus [=Pai], de seu Verbo [=Filho] e de sua Sabedoria [=Espírito Santo]” (Segundo Livro a Autólico 15,3).

S. Irineu de Lião, ano 189, afirmou: “Com efeito, a Igreja espalhada pelo mundo inteiro até os confins da terra recebeu dos apóstolos e seus discípulos a fé em um só Deus, Pai onipotente, que fez o céu e a terra, o mar e tudo quanto nele existe; em um só Jesus Cristo, Filho de Deus, encarnado para nossa salvação; e no Espírito Santo que, pelos profetas, anunciou a economia de Deus […]” (Contra as Heresias I,10,1).

“Já temos mostrado que o Verbo, isto é, o Filho esteve sempre com o Pai. Mas também a Sabedoria, o Espírito estava igualmente junto d’Ele antes de toda a criação” (Contra as Heresias IV,20,4).

Tertuliano, escritor romano cristão, no ano 210: “Foi estabelecida a lei de batizar e prescrita a fórmula: ‘Ide, ensinai os povos batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo'” (Do Batismo 13).

E o Concílio de Nicéia, ano 325, confirmou toda essa verdade:

“Cremos […] em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, nascido do Pai como Unigênito, isto é, da substância do Pai, Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não feito, consubstancial com o Pai, por quem foi feito tudo que há no céu e na terra. […] Cremos no Espírito Santo, Senhor e fonte de vida, que procede do Pai, com o Pai e o Filho é adorado e glorificado, o qual falou pelos Profetas” (Credo de Nicéia).

Felipe Aquino

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Durante a celebração dos Santos Óleos, realizada na Catedral Nossa Senhora da Penha, em Crato, dia 24 de março, Dom Fernando Panico anunciou aos fiéis que o Papa Francisco havia aceitado o seu pedido de enviar um Bispo para auxiliá-lo na administração da Diocese de Crato e hoje, dia 18 de maio, logo pela manhã, o nome tão aguardado foi anunciado a todos pelo próprio Dom Fernando: Dom Gilberto Pastana de Oliveira será o Bispo Coadjutor da Diocese de Crato.

Bispo Coadjutor porque ele é nomeado pelo Papa com direito de sucessão, ou seja, Dom Gilberto estará na Diocese de Crato para auxiliar Dom Fernando Panico, que permanece como Bispo Diocesano até a sua renúncia que não tem data prevista. Após a renúncia do Bispo Titular, o Bispo Coadjutor assume consequentemente a administração da Diocese.

Dom Gilberto Pastana de Oliveira, nascido em Boim- PA, tem cinquenta e nove anos, sendo trinta anos dedicados aos sacerdócio. Estava como Bispo da Diocese de Imperatriz, Maranhão. É Mestre em Teologia com especialização em Teologia Espiritual, Roma-Itália. Seu lema é “Venha o teu reino (Mt 6, 10a)”. Foi ordenado Bispo dia vinte e oito de outubro de 2005.

Dentre as atividades desenvolvidas antes do episcopado, Dom Gilberto já foi Reitor do Seminário São Pio X (1987-1990), Vice-Reitor do Seminário Maior Interdiocesano São Gaspar, Belém-PA (1996), Coordenador do Departamento de Filosofia e Teologia no Instituto de Pastoral Regional-IPAR, Belém-PA (1996-1998) e Diretor da Rede Vida de Televisão (2000-2005).

No anúncio, feito de forma oficial pela Rádio Educadora do Cariri e transmitido em cadeia por outras emissoras, Dom Fernando expressou alegria pela nomeação. “Alegremo-nos todos no Senhor, pois na Semana de Pentecostes somos agraciados pela Misericórdia do Nosso Pai (…) Certo da acolhida fraterna de todos para este novo momento da Diocese Romeira e Missionária, agradeçamos a Deus a chegada de Dom Gilberto entre nós”, disse.

Dom Gilberto Pastana de Oliveira será apresentado ao povo da Diocese de Crato no dia 17 de julho.

Fonte: Diocese de Crato / Imirante / Diocese de Imperatriz

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Este ano, a data será comemorada em 20 de outubro 

O Vaticano divulgou neste domingo, 15, a mensagem para o Dia Mundial das Missões 2016, que será celebrado no dia 20 de outubro. O texto tem como tema "Igreja missionária, testemunha de misericórdia". 

"Neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira", diz Francisco na mensagem. Confira a íntegra do texto: 

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA FRANCISCO 

PARA O DIA MUNDIAL DAS MISSÕES 2016

 Tema: Igreja missionária, testemunha de misericórdia

Queridos irmãos e irmãs!

O Jubileu Extraordinário da Misericórdia, que a Igreja está a viver, proporciona uma luz particular também ao Dia Mundial das Missões de 2016: convida-nos a olhar a missão ad gentes como uma grande, imensa obra de misericórdia quer espiritual quer material. Com efeito, neste Dia Mundial das Missões, todos somos convidados a «sair», como discípulos missionários, pondo cada um a render os seus talentos, a sua criatividade, a sua sabedoria e experiência para levar a mensagem da ternura e compaixão de Deus à família humana inteira. Em virtude do mandato missionário, a Igreja tem a peito quantos não conhecem o Evangelho, pois deseja que todos sejam salvos e cheguem a experimentar o amor do Senhor. Ela «tem a missão de anunciar a misericórdia de Deus, coração pulsante do Evangelho» (Bula Misericordiae Vultus, 12), e anunciá-la em todos os cantos da terra, até alcançar toda a mulher, homem, idoso, jovem e criança.

A misericórdia gera íntima alegria no coração do Pai, sempre que encontra cada criatura humana; desde o princípio, Ele dirige-Se amorosamente mesmo às mais vulneráveis, porque a sua grandeza e poder manifestam-se precisamente na capacidade de empatia com os mais pequenos, os descartados, os oprimidos (cf. Dt 4, 31; Sal 86, 15; 103, 8; 111, 4). É o Deus benigno, solícito, fiel; aproxima-Se de quem passa necessidade para estar perto de todos, sobretudo dos pobres; envolve-Se com ternura na realidade humana, tal como fariam um pai e uma mãe na vida dos seus filhos (cf. Jr 31, 20). É ao ventre materno que alude o termo utilizado na Bíblia hebraica para dizer misericórdia: trata-se, pois, do amor duma mãe pelos filhos; filhos que ela amará sempre, em todas as circunstâncias suceda o que suceder, porque são fruto do seu ventre. Este é um aspeto essencial também do amor que Deus nutre por todos os seus filhos, especialmente pelos membros do povo que gerou e deseja criar e educar: perante as suas fragilidades e infidelidades, o seu íntimo comove-se e estremece de compaixão (cf. Os 11, 8). Mas Ele é misericordioso para com todos, o seu amor é para todos os povos e a sua ternura estende-se sobre todas as criaturas (cf. Sal 144, 8-9).

A misericórdia encontra a sua manifestação mais alta e perfeita no Verbo encarnado. Ele revela o rosto do Pai, rico em misericórdia: «não somente fala dela e a explica com o uso de comparações e parábolas, mas sobretudo Ele próprio a encarna e a personifica» (JOÃO PAULO II, Enc. Dives in misericordia, 2). Aceitando e seguindo Jesus por meio do Evangelho e dos Sacramentos, com a ação do Espírito Santo, podemos tornar-nos misericordiosos como o nosso Pai celestial, aprendendo a amar como Ele nos ama e fazendo da nossa vida um dom gratuito, um sinal da sua bondade (cf. Bula Misericordiae Vultus, 3). A primeira comunidade que, no meio da humanidade, vive a misericórdia de Cristo é a Igreja: sempre sente sobre si o olhar d’Ele que a escolhe com amor misericordioso e, deste amor, ela deduz o estilo do seu mandato, vive dele e dá-o a conhecer aos povos num diálogo respeitoso por cada cultura e convicção religiosa.

Como nos primeiros tempos da experiência eclesial, há tantos homens e mulheres de todas as idades e condições que dão testemunho deste amor de misericórdia. Sinal eloquente do amor materno de Deus é uma considerável e crescente presença feminina no mundo missionário, ao lado da presença masculina. As mulheres, leigas ou consagradas – e hoje também numerosas famílias –, realizam a sua vocação missionária nas mais variadas formas: desde o anúncio direto do Evangelho ao serviço sociocaritativo. Ao lado da obra evangelizadora e sacramental dos missionários, aparecem as mulheres e as famílias que entendem, de forma muitas vezes mais adequada, os problemas das pessoas e sabem enfrentá-los de modo oportuno e por vezes inédito: cuidando da vida, com uma acrescida atenção centrada mais nas pessoas do que nas estruturas e fazendo valer todos os recursos humanos e espirituais para construir harmonia, relacionamento, paz, solidariedade, diálogo, cooperação e fraternidade, tanto no setor das relações interpessoais como na área mais ampla da vida social e cultural e, de modo particular, no cuidado dos pobres.

Em muitos lugares, a evangelização parte da atividade educativa, à qual o trabalho missionário dedica esforço e tempo, como o vinhateiro misericordioso do Evangelho (cf. Lc 13, 7-9; Jo 15, 1), com paciência para esperar os frutos depois de anos de lenta formação; geram-se assim pessoas capazes de evangelizar e fazer chegar o Evangelho onde ninguém esperaria vê-lo realizado. A Igreja pode ser definida «mãe», mesmo para aqueles que poderão um dia chegar à fé em Cristo. Espero, pois, que o povo santo de Deus exerça o serviço materno da misericórdia, que tanto ajuda os povos que ainda não conhecem o Senhor a encontrá-Lo e a amá-Lo. Com efeito a fé é dom de Deus, e não fruto de proselitismo; mas cresce graças à fé e à caridade dos evangelizadores, que são testemunhas de Cristo. Quando os discípulos de Jesus percorrem as estradas do mundo, é-lhes pedido aquele amor sem medida que tende a aplicar a todos a mesma medida do Senhor; anunciamos o dom mais belo e maior que Ele nos ofereceu: a sua vida e o seu amor.

Cada povo e cultura tem direito de receber a mensagem de salvação, que é dom de Deus para todos. E a necessidade dela redobra ao considerarmos quantas injustiças, guerras, crises humanitárias aguardam, hoje, por uma solução. Os missionários sabem, por experiência, que o Evangelho do perdão e da misericórdia pode levar alegria e reconciliação, justiça e paz. O mandato do Evangelho – «Ide, pois, fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprir tudo quanto vos tenho mandado» (Mt 28, 19-20) – não terminou, antes pelo contrário impele-nos a todos, nos cenários presentes e desafios atuais, a sentir-nos chamados para uma renovada «saída» missionária, como indiquei na Exortação Apostólica Evangelii gaudium: «cada cristão e cada comunidade há de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (n. 20).

Precisamente neste Ano Jubilar, celebra o seu nonagésimo aniversário o Dia Mundial das Missões, promovido pela Pontifícia Obra da Propagação da Fé e aprovado pelo Papa Pio XI em 1926. Por isso, considero oportuno recordar as sábias indicações dos meus Predecessores, estabelecendo que fossem destinadas a esta Opera todas as ofertas que cada diocese, paróquia, comunidade religiosa, associação e movimento, de todo o mundo, pudessem recolher para socorrer as comunidades cristãs necessitadas de ajuda e revigorar o anúncio do Evangelho até aos últimos confins da terra. Também nos nossos dias, não nos subtraiamos a este gesto de comunhão eclesial missionário; não restrinjamos o coração às nossas preocupações particulares, mas alarguemo-lo aos horizontes da humanidade inteira.

Santa Maria, ícone sublime da humanidade redimida, modelo missionário para a Igreja, ensine a todos, homens, mulheres e famílias, a gerar e guardar por todo o lado a presença viva e misteriosa do Senhor Ressuscitado, que renova e enche de jubilosa misericórdia as relações entre as pessoas, as culturas e os povos”.



Vaticano, 15 de maio – Solenidade de Pentecostes – de 2016.

CNBB com informações da Rádio Vaticano. 

sábado, 14 de maio de 2016

“Peçamos ao Senhor que toda a nossa vida cristã seja um luminoso testemunho da sua misericórdia e do seu amor.” (Papa Francisco)

Caríssimos irmãos e irmãs em Cristo, saudações!

A diocese promoverá uma formação sobre fé e política, em atenção à 5ª Urgência do plano pastoral de nossa Diocese de Bacabal, que pede uma IGREJA A SERVIÇO DA VIDA PLENA, tendo como prioridade o desenvolvimento de ações concretas em conjunto com as pastorais sociais, movimentos e grupos das comunidades para que as políticas públicas sejam melhoradas em nossos municípios.

Portanto, é comum um sentimento de alegria e unidade que convidamos para esta formação todos os coordenadores diocesanos das pastorais e movimentos sociais de nossa diocese e 5 pessoas por paróquia, dando preferência a aquelas que estão engajadas nas pastorais sociais nas suas paróquias.

Local: Sítio da Paróquia Nossa Senhora da Conceição em Paulo Ramos.

Data: 20 a 22 de maio de 2016 – início com jantar da sexta-feira e término com o almoço do domingo.

Taxa: 20,00 (vinte reais) por pessoa

Observação: tragam rede, lençol, corda, caneta e caderno para anotações e seus materiais pessoais.

De já, desejamos as boas vindas a todos e a todas.

Que o Pai de misericórdia vos abençoe.

Atenciosamente,

  
Dom Armando
Bispo Diocesano


Pe. Ribamar Cardoso
Coordenador de Pastoral
Durante a 54ª Assembleia Geral  da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em abril, em Aparecida (SP), o episcopado brasileiro aprovou, como documento da entidade, o texto "Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade - Sal da terra e luz do mundo". Nesta quinta-feira, 5, em Brasília (DF),  o grupo de reflexão da Comissão  Episcopal Pastoral para o Laicato fez revisão do material antes da publicação. 

“A última correção nós fizemos hoje, agora acredito que vai para a gráfica e em pouco tempo o teremos em mãos”, disse o bispo de Caçador (SC) e presidente da Comissão para o Laicato, dom Severino Clasen. 

O texto ressalta a influência dos leigos nos serviços de evangelização da Igreja. “É um documento que os bispos escrevem para a Igreja no Brasil referente aos leigos. O nosso grande desafio foi o de dar uma entonação maior ao papa Francisco, que deu para a Comissão uma liberdade e uma alegria muito grande de valorizarmos os leigos tanto na Igreja quanto na sociedade”, afirmou dom Severino.

Carta do papa ao Laicato

A carta do papa Francisco enviada ao presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina e Caribe, cardeal Marc Ouellet, sobre o papel do leigo na vida pública também ganhou destaque durante a reunião da Comissão. “No momento de oração nós refletimos sobre a carta escrita pelo papa. É uma carta muito rica e nela, o papa fala sobre o papel dos leigos, dos bispos, dos sacerdotes”, sublinhou.

Na carta, o papa recorda que todos ingressam na Igreja como leigos e selam sua identidade com o batismo, o primeiro sacramento. “Ninguém foi batizado padre nem bispo. Batizaram-nos leigos e é o sinal indelével que ninguém nunca poderá apagar. Faz bem lembrar que a Igreja não é uma elite de sacerdotes, de consagrados, de bispos, mas que todos formamos o santo povo fiel de Deus”.

Cartilha para as Eleições

Ainda durante a reunião, o grupo de reflexão da Comissão finalizou a cartilha sobre as eleições municipais deste ano, que deve ser publicada em breve. “A cartilha conscientiza os cristãos leigos e leigas a assumirem essa eleição sem rancores, sem brigas, sem desentendimentos”, explicou o bispo.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Após 10 noites de alegria, comunhão, participação e escuta da Palavra de Deus, termina hoje o Festejo em honra à Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Areal.

O festejo da comunidade sempre é um momento importante, pois suscita dons, envolve as pessoas no serviço eclesial, promove a irmandade e a comunhão entre as comunidades e incentiva a participação e a partilha de todas as graças que as missas, celebrações, louvores e ações que acontecem no período.

A última noite da festa começará com a procissão luminosa, que sairá da Comunidade Santo Antonio, às 18:00h, dirigindo-se até a capela da comunidade, seguida da celebração da Santa Missa de encerramento do festejo.

A Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia

Segundo as memórias da Irmã Lúcia, podemos dividir a mensagem de Fátima em três ciclos: Angélico, Mariano e Cordimariano.

O Ciclo Angélico se deu em três momentos: quando o anjo se apresentou como o Anjo da Paz, depois como o Anjo de Portugal e, por fim, o Anjo da Eucaristia.

Depois das aparições do anjo, no dia 13 de maio de 1917, começa o ciclo Mariano, quando a Santíssima Virgem Maria se apresentou mais brilhante do que o sol a três crianças: Lúcia, 10 anos, modelo de obediência e seus primos Francisco, 9, modelo de adoração e Jacinta, 7, modelo de acolhimento.

Na Cova da Iria aconteceram seis aparições de Nossa Senhora do Rosário. A sexta, sendo somente para a Irmã Lúcia, assim como aquelas que ocorreram na Espanha, compondo o Ciclo Cordimariano.

Em agosto, devido às perseguições que os Pastorinhos estavam sofrendo por causa da mensagem de Fátima, a Virgem do Rosário não pôde mais aparecer para eles na Cova da Iria. No dia 19 de agosto ela aparece a eles então no Valinhos.

Algumas características em todos os ciclos: o mistério da Santíssima Trindade, a reparação, a oração, a oração do Santo Rosário, a conversão, a consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria. Enfim, por intermédio dos Pastorinhos, a Virgem de Fátima nos convoca à vivência do Evangelho, centralizado no mistério da Eucaristia. A mensagem de Fátima está a serviço da Boa Nova de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A Virgem Maria nos convida para vivermos a graça e a misericórdia. A mensagem de Fátima é dirigida ao mundo, por isso, lá é o Altar do Mundo.

Expressão do Coração Imaculado de Maria que, no fim, irá triunfar é a jaculatória ensinada por Lúcia: “Ó Meu Jesus, perdoai-nos e livrai-nos do fogo do Inferno, levai as almas todas para o Céu; socorrei principalmente as que mais precisarem!”

Nossa Senhora de Fátima, rogai por nós!

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Em sintonia com a Diocese e seu projeto de celebrar seus 50 anos em clima de Santas Missões Populares, a Paróquia Sant'Ana e São Joaquim prepara-se para vivenciar seu 2º retiro, que acontecerá dos dias 27 a 29 de maio próximos.

A finalidade do encontro que deve mobilizar todas as comunidades é partilhar, avaliar os primeiros meses das SMP (do 1º ao 2º retiro), em clima de celebração: boas notícias (louvor), falhas (perdão) e dificuldades (súplicas), além de aprofundar a importância da fidelidade e da convicção do missionário para tocar adiante o processo das SMP; e também planejar e encaminhar as atividades dos próximos meses, até o terceiro Retiro. 

Sob a coordenação de uma competente equipe e a direção do Padre Ribamar, já foram realizadas algumas reuniões no sentido de envolver todos nesse processo e motivar a participação de todos, logrando assim êxito.

Entre todos os coordenadores de comunidades, grupos, pastorais e movimentos há um consenso do grande valor que este retiro adiciona às atividades da paróquia, principalmente no cumprimento do mandado missionário de Jesus Cristo. 

Às comunidades já foram entregues as fichas de inscrições dos participantes, que deverão levar para o retiro Bíblia, livros das SMP, copo, caderno para anotações, caneta, objetos de uso pessoal e outros, além do bom ânimo e disposição. 

Contamos com a presença de todos. 

terça-feira, 10 de maio de 2016

A Cáritas Brasileira Diocesana de Bacabal tem como Missão: testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo e promovendo a vida, participando da construção solidária de uma sociedade justa, igualitária e plural, junto com as pessoas em situação de exclusão social.

A Cáritas Diocesana em reunião com sua coordenação e com o coordenador diocesano de pastoral, vendo a atual conjuntura social, percebemos a necessidade da implantação da Cáritas Paroquial nas Paróquias de nossa diocese com a missão de atuarem na ação social da Igreja.

Por isso queremos contar com vosso apoio enquanto pároco, que enviei 03 (três) representantes sendo pelo menos 01 (um) jovem para uma formação diocesana, estes representantes serão os responsáveis pela implantação da Cáritas Paroquial em sua paróquia.

Local: Paróquia Sant’Ana e São Joaquim.

Endereço: Rua Raimundo Correia, s/n - Bairro: Ramal – Bacabal – MA.

Taxa: R$ 15,00

Desde já contamos com sua colaboração, pois ela é muito importante.   


Dom Armando Martín
Bispo Diocesano 


Pe. Ribamar Cardoso
Coordenador de Pastoral
“Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo” é tema da mensagem para o 50º Dia Mundial das Comunicações Sociais, celebrado hoje, 8 de maio, domingo que precede a Festa de Pentecostes. 

O texto escrito pelo papa Francisco está em sintonia com o Jubileu Extraordinário da Misericórdia.  De acordo com o Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, a data quer ser ocasião para refletir sobre as “sinergias profundas entre comunicação e misericórdia”.

Na mensagem, Francisco recorda, ainda, a importância do uso correto das redes sociais para a promoção do bem comum. “As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos”, disse o papa. 

Confira:

Mensagem do Papa Francisco para o 50° Dia Mundial das Comunicações Sociais

“Comunicação e Misericórdia: um encontro fecundo”

Queridos irmãos e irmãs!

O Ano Santo da Misericórdia convida-nos a refletir sobre a relação entre a comunicação e a misericórdia. Com efeito a Igreja unida a Cristo, encarnação viva de Deus Misericordioso, é chamada a viver a misericórdia como traço característico de todo o seu ser e agir. Aquilo que dizemos e o modo como o dizemos, cada palavra e cada gesto deveria poder expressar a compaixão, a ternura e o perdão de Deus para todos. O amor, por sua natureza, é comunicação: leva a abrir-se, não se isolando. E, se o nosso coração e os nossos gestos forem animados pela caridade, pelo amor divino, a nossa comunicação será portadora da força de Deus.

Como filhos de Deus, somos chamados a comunicar com todos, sem exclusão. Particularmente próprio da linguagem e das ações da Igreja é transmitir misericórdia, para tocar o coração das pessoas e sustentá-las no caminho rumo à plenitude daquela vida que Jesus Cristo, enviado pelo Pai, veio trazer a todos. Trata-se de acolher em nós mesmos e irradiar ao nosso redor o calor materno da Igreja, para que Jesus seja conhecido e amado; aquele calor que dá substância às palavras da fé e acende, na pregação e no testemunho, a «centelha» que os vivifica.

A comunicação tem o poder de criar pontes, favorecer o encontro e a inclusão, enriquecendo assim a sociedade. Como é bom ver pessoas esforçando-se por escolher cuidadosamente palavras e gestos para superar as incompreensões, curar a memória ferida e construir paz e harmonia. As palavras podem construir pontes entre as pessoas, as famílias, os grupos sociais, os povos. E isto acontece tanto no ambiente físico como no digital. Assim, palavras e ações hão-de ser tais que nos ajudem a sair dos círculos viciosos de condenações e vinganças que mantêm prisioneiros os indivíduos e as nações, expressando-se através de mensagens de ódio. Ao contrário, a palavra do cristão visa fazer crescer a comunhão e, mesmo quando deve com firmeza condenar o mal, procura não romper jamais o relacionamento e a comunicação.

Por isso, queria convidar todas as pessoas de boa vontade a redescobrirem o poder que a misericórdia tem de curar as relações dilaceradas e restaurar a paz e a harmonia entre as famílias e nas comunidades. Todos nós sabemos como velhas feridas e prolongados ressentimentos podem aprisionar as pessoas, impedindo-as de comunicar e reconciliar-se. E isto aplica-se também às relações entre os povos. Em todos estes casos, a misericórdia é capaz de implementar um novo modo de falar e dialogar, como se exprimiu muito eloquentemente Shakespeare: «A misericórdia não é uma obrigação. Desce do céu como o refrigério da chuva sobre a terra. É uma dupla bênção: abençoa quem a dá e quem a recebe» (“O mercador de Veneza”, Ato IV, Cena I).

É desejável que também a linguagem da política e da diplomacia se deixe inspirar pela misericórdia, que nunca dá nada por perdido. Faço apelo sobretudo àqueles que têm responsabilidades institucionais, políticas e de formação da opinião pública, para que estejam sempre vigilantes sobre o modo como se exprimem a respeito de quem pensa ou age de forma diferente e ainda de quem possa ter errado. É fácil ceder à tentação de explorar tais situações e, assim, alimentar as chamas da desconfiança, do medo, do ódio. Pelo contrário, é preciso coragem para orientar as pessoas em direção a processos de reconciliação, mas é precisamente tal audácia positiva e criativa que oferece verdadeiras soluções para conflitos antigos e a oportunidade de realizar uma paz duradoura. «Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. (...) Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 7.9).

Como gostaria que o nosso modo de comunicar e também o nosso serviço de pastores na Igreja nunca expressassem o orgulho soberbo do triunfo sobre um inimigo, nem humilhassem aqueles que a mentalidade do mundo considera perdedores e descartáveis! A misericórdia pode ajudar a mitigar as adversidades da vida e dar calor a quantos têm conhecido apenas a frieza do julgamento. Seja o estilo da nossa comunicação capaz de superar a lógica que separa nitidamente os pecadores dos justos. Podemos e devemos julgar situações de pecado – violência, corrupção, exploração, etc. –, mas não podemos julgar as pessoas, porque só Deus pode ler profundamente no coração delas. É nosso dever admoestar quem erra, denunciando a maldade e a injustiça de certos comportamentos, a fim de libertar as vítimas e levantar quem caiu. O Evangelho de João lembra-nos que «a verdade [nos] tornará livres» (Jo 8, 32). Em última análise, esta verdade é o próprio Cristo, cuja misericórdia repassada de mansidão constitui a medida do nosso modo de anunciar a verdade e condenar a injustiça. É nosso dever principal afirmar a verdade com amor (cf. Ef 4, 15). Só palavras pronunciadas com amor e acompanhadas por mansidão e misericórdia tocam os nossos corações de pecadores. Palavras e gestos duros ou moralistas correm o risco de alienar ainda mais aqueles que queríamos levar à conversão e à liberdade, reforçando o seu sentido de negação e defesa.

Alguns pensam que uma visão da sociedade enraizada na misericórdia seja injustificadamente idealista ou excessivamente indulgente. Mas tentemos voltar com o pensamento às nossas primeiras experiências de relação no seio da família. Os pais amavam-nos e apreciavam-nos mais pelo que somos do que pelas nossas capacidades e os nossos sucessos. Naturalmente os pais querem o melhor para os seus filhos, mas o seu amor nunca esteve condicionado à obtenção dos objetivos. A casa paterna é o lugar onde sempre és bem-vindo (cf. Lc 15, 11-32). Gostaria de encorajar a todos a pensar a sociedade humana não como um espaço onde estranhos competem e procuram prevalecer, mas antes como uma casa ou uma família onde a porta está sempre aberta e se procura aceitar uns aos outros.

Para isso é fundamental escutar. Comunicar significa partilhar, e a partilha exige a escuta, o acolhimento. Escutar é muito mais do que ouvir. Ouvir diz respeito ao âmbito da informação; escutar, ao invés, refere-se ao âmbito da comunicação e requer a proximidade. A escuta permite-nos assumir a atitude justa, saindo da tranquila condição de espectadores, usuários, consumidores. Escutar significa também ser capaz de compartilhar questões e dúvidas, caminhar lado a lado, libertar-se de qualquer presunção de omnipotência e colocar, humildemente, as próprias capacidades e dons ao serviço do bem comum.

Escutar nunca é fácil. Às vezes é mais cômodo fingir-se de surdo. Escutar significa prestar atenção, ter desejo de compreender, dar valor, respeitar, guardar a palavra alheia. Na escuta, consuma-se uma espécie de martírio, um sacrifício de nós mesmos em que se renova o gesto sacro realizado por Moisés diante da sarça-ardente: descalçar as sandálias na «terra santa» do encontro com o outro que me fala (cf. Ex 3, 5). Saber escutar é uma graça imensa, é um dom que é preciso implorar e depois exercitar-se a praticá-lo.

Também e-mails, SMS, redes sociais, chat podem ser formas de comunicação plenamente humanas. Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor. As redes sociais são capazes de favorecer as relações e promover o bem da sociedade, mas podem também levar a uma maior polarização e divisão entre as pessoas e os grupos. O ambiente digital é uma praça, um lugar de encontro, onde é possível acariciar ou ferir, realizar uma discussão proveitosa ou um linchamento moral. Rezo para que o Ano Jubilar, vivido na misericórdia, «nos torne mais abertos ao diálogo, para melhor nos conhecermos e compreendermos; elimine todas as formas de fechamento e desprezo e expulse todas as formas de violência e discriminação» (Misericordiae Vultus, 23). Em rede, também se constrói uma verdadeira cidadania. O acesso às redes digitais implica uma responsabilidade pelo outro, que não vemos mas é real, tem a sua dignidade que deve ser respeitada. A rede pode ser bem utilizada para fazer crescer uma sociedade sadia e aberta à partilha.

A comunicação, os seus lugares e os seus instrumentos permitiram um alargamento de horizontes para muitas pessoas. Isto é um dom de Deus, e também uma grande responsabilidade. Gosto de definir este poder da comunicação como «proximidade». O encontro entre a comunicação e a misericórdia é fecundo na medida em que gerar uma proximidade que cuida, conforta, cura, acompanha e faz festa. Num mundo dividido, fragmentado, polarizado, comunicar com misericórdia significa contribuir para a boa, livre e solidária proximidade entre os filhos de Deus e irmãos em humanidade.

                                                                                                                                                                                          Papa Francisco

Vaticano, 24 de Janeiro de 2016.

 Com informações da Rádio Vaticano.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

A abertura do Ano Jubilar coincide com os cinqüenta anos do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II, encorajando a Igreja a prosseguir a obra iniciada. De fato, Papa João XXIII declarou que “em nossos dias, a Esposa de Cristo prefere usar mais o remédio da misericórdia que o da severidade…”. Em um sinal do desejo da Igreja de avançar no caminho iniciado em 1965, Francisco reafirma que a missão de todo cristão é agir sempre na linha da misericórdia.                                                .

O convite é, portanto, de uma redescoberta. São obras de misericórdia corporais: dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos e enterrar os mortos.

Obras de misericórdia espirituais são: aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas molestas e rezar a Deus pelos vivos e defuntos.       .

No mês de maio é marcado pelas homenagens à mãe de Jesus, à Senhora de Fátima. E de 05 a 13, estaremos festejando e fortalecendo a nossa Fé, também nesse momento novo pelo qual passa nossa Igreja e nossa comunidade. Refletindo o tema “NOSSA SENHORA DE FÁTIMA ETERNA É SUA MISERICÓRDIA”.

Queremos convidar você e sua família para tomar parte nessa alegria! E muito mais que isso: que possamos ser irradiadores dessa paz pela qual Jesus Cristo tanto lutou!            .

Esperamos encontrar cada um de vocês e suas Famílias para esta festa de vivência da Fé em Cristo e nossa Mãe, Nossa Senhora de Fátima. A todos a minha bênção pela intercessão de nossa padroeira.                                                                         .

PADRE RIBAMAR CARDOSO LIMA
Administrador Paroquial

PROGRAMAÇÃO

DIA 05 DE MAIO (QUINTA-FEIRA)
Animação Litúrgica: Comunidade São João;
Convidados: Parque Rui Barbosa, Bambu Novo
Velho e Mata Fome.

DIA 06 DE MAIO (SEXTA-FEIRA)
Animação Litúrgica: Comunidade Rainha da Paz;
Convidados: Povoado Capoeira e Mata Diana.

DIA 07 DE MAIO (SÁBADO)
Animação Litúrgica: Comunidade São José;
Convidados: Povoado Palmeiral, Pinto Teixeira
e São João Batista (Alto da Assunção).

DIA 08 DE MAIO (DOMINGO)
Animação Litúrgica: Com. N. S. da Conceição
Convidados: Frei Galvão, Pau D'arco e
Pinto Teixeira.

DIA 09 DE MAIO (SEGUNDA-FEIRA)
Animação Litúrgica: Santa Luzia;
Convidados: Povoados Aldeia, Vila Nova e
Boa Vista.

DIA 10 DE MAIO (TERÇA-FEIRA)
Animação Litúrgica: São Raimundo Nonato;
Convidados: Bairro Cohab, Povoados Lagoa e
Centro dos Tomé.

DIA 11 DE MAIO (QUARTA-FEIRA)
Animação Litúrgica: Santo Antônio;
Convidados: Santa Clara, Novo Bacabal,
Coração Misericordioso (Terra do Sol).

DIA 12 DE MAIO (QUINTA-FEIRA)
Animação Litúrgica: Pastoral Familiar, Pastoral
do Dízimo;
Convidados: Todas as Comunidades e Equipe
Dirigente da Matriz.

DIA 13 DE MAIO (SEXTA-FEIRA)
Animação Litúrgica: Matriz
Convidados: Todas as Comunidades, Pastorais
e Movimentos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Depois de 10 noites de grandes manifestações de fé e devoção ao pai adotivo de Jesus, São José, terminou neste domingo (01) as festividades em honra ao padroeiro do Bairro Juçaral.

Um grande número de fiéis concentrou-se na Matriz de Sant'Ana e São Joaquim, de onde partiram em procissão pelas ruas dos bairros Ramal e Juçaral, até chegar à igreja dedicada ao santo. A partir daí, seguiu-se a missa presidida por Padre Ribamar, que destacou as qualidades de São José e seu papel no plano salvador. Também deu ênfase à sua paternidade, indicando que ele deve ser modelo para todos os pais.

Ao final da celebração, todos puderam participar no largo da igreja da parte social do festejo.

Confira algumas fotografias:
Fotografia: Lourival Albuquerque
O Papa Francisco começou a semana celebrando a Missa na capela de sua residência, a Casa Santa Marta. Próximo da celebração de Pentecostes, as leituras falam sempre mais do Espírito Santo.

Francisco recordou uma passagem dos Atos dos Apóstolos em que o Senhor abriu o coração de uma mulher de nome Lídia, uma comerciante de púrpura que na cidade de Tiatira ouvia as palavras de Paulo.

“Esta mulher sentiu algo dentro de si, que a levou a dizer: ‘Isso é verdade! Eu estou de acordo com aquilo que este homem diz, este homem que testemunha Jesus Cristo. O que ele diz é verdade!’. Mas quem tocou o coração desta mulher? Quem lhe disse: ‘Ouça, porque é verdade’? Foi precisamente o Espírito Santo que fez com que esta mulher sentisse que Jesus era o Senhor; fez com que sentisse que a salvação estava nas palavras de Paulo; fez com que esta mulher ouvisse um testemunho.”

O Papa explicou que o Espírito dá testemunho de Jesus e todas as vezes que nós sentimos no coração algo que nos aproxima de Jesus, é o Espírito que trabalha dentro de nós.

Perseguição

Francisco disse que o Evangelho fala de um testemunho duplo: o Espírito que testemunha Jesus e o nosso testemunho. Nós somos testemunhas do Senhor com a força do Espírito. Jesus convida os discípulos a não se escandalizarem, porque o testemunho carrega consigo as perseguições. Das “pequenas perseguições das fofocas”, das críticas, àquelas grandes perseguições, de que a história da Igreja está repleta, que leva os cristãos à prisão e os leva até mesmo a dar a vida.

“É o preço do testemunho cristão, disse Jesus. ‘Expulsarão vocês das sinagogas e chegará a hora em que alguém, ao matar vocês, pensará que está oferecendo um sacrifício a Deus’. O cristão, com a força do Espírito, testemunha que o Senhor vive, que o Senhor ressuscitou, que o Senhor está entre nós, que o Senhor celebra conosco sua morte e ressurreição, toda vez que nos dirigimos ao altar. O cristão dá também testemunho, ajudado pelo Espírito, em sua vida cotidiana, com o seu modo de agir, mas muitas vezes este testemunho provoca ataques, provoca perseguições.”

Francisco explicou que o Espírito Santo que nos fez conhecer Jesus é o mesmo que nos impele a torná-lo conhecido, não tanto com palavras, mas com o testemunho de vida.

“É bom pedir ao Espírito Santo que venha ao nosso coração para dar testemunho de Jesus; dizer-lhe: Senhor, que eu não me distancie de Jesus. Ensina-me o que Jesus ensinou. Faz-me lembrar o que Jesus disse e fez, e ajuda-me a testemunhar estas coisas. Que a mundanidade, as coisas fáceis, as coisas que vem do pai da mentira, do príncipe deste mundo, o pecado, não me distanciem do testemunho”. 
A adaptação radiofônica da Encíclica Laudato Si' está disponível em português. A iniciativa em produzir o material é da Rede Eclesial Pan-amazônica (Repam), com a proposta de propagar as palavras do papa Francisco sobre os cuidados com o meio ambiente.

Os áudios contêm mensagem do papa, com linguagem simples e didática. São 20 programas de dez minutos cada, entre eles: Capítulo 1: Irmã Terra, Capítulo 2: Irmão Ar e Capítulo 3: Irmãos Pássaros.

Os organizadores da série explicam que o objetivo do material é despertar para consciência sobre a cidadania ecológica, além de alertar sobre a necessidade de mudar o estilo de vida consumista, a cultura do descarte, não sustentável. 

“São Francisco de Assis, que inspirou o papa Francisco na Carta Encíclica, retorna à Terra para dialogar com as suas criaturas, criaturas feridas, gemido ferido da Mãe terra, gritando”, introduz o enredo da série radiofônica. 

Em breve, a Repam oferecerá, gratuitamente, um guia com orientações para o uso dos áudios. O material está organizado em vinte capítulos, com personagens que simulam uma interação com o papa Francisco, em conversa sobre o meio ambiente. 

Formação

A Repam recorda que, assim como São Francisco, o papa dialoga com as criaturas que se vêm cada vez mais castigadas pela irresponsabilidade dos seres humanos e suas iniciativas depredadoras do meio ambiente.

A produção Rede Eclesial Pan-amazônica destina-se a estudantes, professores, catequistas, comunicadores e emissoras de rádio. O material pode ser utilizado para estudos na família e em comunidade. 

A série radiofônica está disponível, também, em espanhol. 

sábado, 23 de abril de 2016

Caríssimos irmãos(ãs), é com imensa alegria que iremos dar início ao festejo do nosso padroeiro São José Operário; o festejo é sempre um momento de encontro, de partilha, de doação. Esse ano nossa comunidade traz como tema: "São José, homem justo, bondoso e servidor, sempre pleno na missão do Senhor".

Destacamos aqui três frases do nosso tema: bondoso, servidor e missão.

Bondade: é sempre fruto da misericórdia de Deus que nos ama, e quer sempre que vivamos no amor.

Serviço: é fruto de uma comunidade unida que acolhe, que se doa para a construção do reino de Deus. 

Missão: é ir ao encontro do outro para anunciar Jesus Cristo e construir um mundo melhor.

Desejamos a todos, que neste novenário Deus possa derramar suas bênçãos por intercessão de São José Operário à todas as famílias, pastorais, grupos e movimentos, que empenhados realizam com alegria o festejo desta comunidade. 

Fraternalmente,

Pe. Ribamar Cardoso - Pároco
Frei Ivaldo Evangelista - Vigário
Comunidade São José Operário

PROGRAMAÇÃO

22/04/16 - SEXTA-FEIRA
Liturgia: Comunidade São José
Convidados: Feirantes, domésticas, estivadores, vigilantes
e industriais.

23/04/16 - SÁBADO
Liturgia: Comunidade São Raimundo e Santa Luzia
Convidados: Motoristas, taxistas, mototaxistas e
carroceiros.

24/04/16 - DOMINGO
Liturgia: Comunidade Nossa Senhora da Conceição
Convidados: Agricultores, fazendeiros, vaqueiros,
comerciantes e comerciários.

26/04/16 - TERÇA-FEIRA
Liturgia: Pau D’arco, Capoeira, Mata de Ana, Pinto Teixeira,
Palmeiral e Lagoa Perto.
Convidados: Profissionais da Saúde e da Educação.

27/04/16 - QUARTA-FEIRA
Liturgia: Com. Santo Antônio e Nossa Senhora de Fátima
Convidados: Bancários e aposentados.

28/04/16 - QUINTA-FEIRA
Liturgia: Comunidade São João Batista.
Convidados: Empresários, poderes executivo e legislativo.

29/04/16 - SEXTA-FEIRA
Liturgia: Comunidade Rainha da Paz e Jovens.
Convidados: Estudantes e Universitários.

30/04/16 - SÁBADO
Liturgia: Matriz e Pastoral do Dízimo.
Convidados: Funcionários Públicos Estadual e Federal

01/05/16 - DOMINGO
Liturgia: Pastoral Familiar e Pastoral do Batismo.
Convidados: Todo o Povo de Deus.

• HAVERÁ VENDA DE LANCHES E LEILÕES.
• DIA 01/05 ACONTECERÁ ALMOÇO E A NOITE
• OCORRERÁ BINGO DE 02 (DUAS) NOVILHAS.

DIA 01 PROCISSÃO LUMINOSA SAINDO DA MATRIZ ÀS 18:00h


terça-feira, 19 de abril de 2016

Preceito é o mesmo que lei, regra. “Missa de preceito” é uma missa obrigatória, que o padre tem a obrigação de celebrar, e da qual todo católico tem a obrigação de participar, de acordo com o terceiro mandamento da lei de Deus (“Guardar domingos e festas de guarda”) e o primeiro mandamento da lei da Igreja (“Participar da missa inteira nos domingos e festas de guarda”). “Festas de guarda” é o mesmo que “festas de preceito”.

É obrigatório, portanto, participar da missa aos domingos, e também nas outras festas de preceito que não caem no domingo. Antigamente havia muitos desses chamados “dias santos de guarda”, mas, atualmente, a maior parte das festas de preceito foi transferida para o domingo mais próximo, talvez porque, com a crescente prevalência dos interesses econômicos sobre os interesses espirituais, a existência de tantos feriados religiosos tornou-se incômoda para a sociedade...

Fora os domingos, existem hoje apenas quatro “dias santos de guarda” na liturgia católica: a festa de Santa Maria, Mãe de Deus, no dia 1º de janeiro; a solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo (Corpus Christi), na quinta-feira após o domingo da Santíssima Trindade, que se segue ao domingo de Pentecostes; a solenidade da Assunção de Nossa Senhora, no dia 8 de dezembro; e o Natal do Senhor, no dia 25 de dezembro.

Além da obrigatoriedade da missa, o “preceito” também exige que, na missa, seja seguida a liturgia própria da festa em questão. Por exemplo, no dia de Corpus Christi, cuja data é móvel, não se celebra a missa correspondente a esse dia no calendário do tempo comum, mas sim a liturgia própria dessa solenidade.

Existe uma hierarquia entre os diversos tipos de celebração litúrgica: segundo sua importância, elas são denominadas solenidade, festa ou memória.

O capítulo II das “Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário” (1969) especifica as regras para a precedência litúrgica de cada dia. Explica, por exemplo, que o domingo, por ser uma celebração especialmente importante, só “cede” sua liturgia própria para as solenidades e festas do Senhor. Foi o que ocorreu com os antigos “dias santos” que tiveram sua solenidade transferida para o domingo. E se uma solenidade móvel, como o Natal, cair num domingo, a liturgia da missa será a do Natal, e não a do domingo. Mas, no caso dos domingos do Advento, da Quaresma e da Páscoa, a liturgia dominical tem precedência sobre qualquer outra festa. Por isso, se o dia 8 de dezembro cair num domingo, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora será transferida para sábado.

As memórias são as festas dos santos, e podem ser obrigatórias ou facultativas. Para os santos de importância universal a memória é obrigatória em toda a Igreja, e para os demais ela é facultativa, ou obrigatória em âmbito local, como no caso dos padroeiros das paróquias, cidades ou países. A festa de Frei Galvão certamente será sempre celebrada no Brasil e de forma especial no Estado de São Paulo, mas não necessariamente em outros países, e a festa de Santa Paulina será obrigatoriamente celebrada em Nova Trento, mas não necessariamente em outros locais. Já São José, por exemplo, é celebrado universalmente, assim como São Pedro e São Paulo.

A obrigatoriedade da celebração da memória de um santo não significa que aquele seja um dia de preceito, com participação obrigatória na missa. Significa que as missas ou ofícios que forem celebrados naquele dia devem, obrigatoriamente, seguir a liturgia específica da memória do santo em questão. Em alguns casos há leituras próprias, e, em outros, apenas orações próprias.

Não se usa em liturgia o termo “missa facultativa”, e sim, “memória facultativa”. Não existe nenhum dia em que a celebração da missa seja facultativa (embora exista um dia – a sexta-feira santa – em que não se celebra nenhuma missa), mas a participação dos fiéis na missa é facultativa em dias que não sejam de preceito.

Missas votivas são missas que celebram os mistérios de Cristo, de Nossa Senhora ou a memória dos santos, mas em dias escolhidos livremente, fora do calendário normal – desde que esse dia não seja domingo, nem outro dia de preceito ou de memória obrigatória. É um recurso muito usado, por exemplo, por pessoas que desejam pagar promessas, “encomendando” uma missa em ação de graças a determinado Santo.

Fonte: Vida Celebrada

sábado, 16 de abril de 2016

Criado há cinco anos, o projeto “Comunhão e Partilha” vem ajudando centenas de dioceses e prelazias, que não têm recursos, na formação de seminaristas. A Comissão de bispos responsável por acompanhar a execução do projeto apresentou os resultados do fundo de solidariedade na quarta-feira, 13, em sessão de trabalho da 54ª Assembleia Geral da CNBB, em Aparecida (SP).

Atualmente são atendidos pelo projeto 301 seminaristas em formação. Ao todo, 41 igrejas locais, entre dioceses e prelazias são beneficiadas com os recursos do fundo.  

A iniciativa aprovada pelo episcopado brasileiro, durante a 50ª Assembleia Geral da CNBB, arrecada mensalmente 1% da receita ordinária bruta de cada arquidiocese, diocese e prelazia; construindo, assim, um fundo de solidariedade.

De acordo com bispo de São José dos Campos (SP) e presidente da Comissão “Comunhão e Partilha”, dom José Valmor Cesar Teixeira, o projeto vem colhendo bons frutos, sendo um “necessário investimento na formação de seus futuros ministros ordenados”.

Outros dois bispos integram a Comissão, sendo o bispo de Coxim (MS), dom Antonio Migliore, e o bispo emérito de Parnaíba (PI), dom Alfredo Schaffler, idealizador do projeto aprovado pela CNBB. Trata-se de uma concretização da proposta de comunhão e solidariedade, prevista na Constituição Dogmática Lumem Gentium, do Concílio Vaticano II. 


Repasse do fundo

O projeto “Comunhão e Partilha” vem subsidiando a manutenção dos seminaristas estudantes de filosofia e teologia, acolhidos em seminários e casas de formação espalhadas pelo Brasil.

As dioceses que recebem a ajuda para formação dos seminaristas são divididas em três grupos, de acordo com a renda bruta mensal. O grupo A reúne as dioceses que possuem renda de R$ 10 mil reais recebem dois salários mínimos por seminaristas. 

Já o grupo B representa as dioceses que chegam à renda de R$ 20 mil reais. Essas recebem 1,8 do salário mínimo por estudante.

Por fim, o grupo C, são as igrejas locais que têm renda de até R$ 30 mil reais, e têm a ajuda de um salário mínimo por seminaristas de filosofia e teologia. 

Para o bispo de Barra (BA), a diocese tem oito seminaristas maiores que estudam em Feira de Santana, "graças à ajuda do Fundo". Dom Adriano Ciocca, da diocese de São Félix do Araguaia (MT), também agradeceu à Comissão pela iniciativa. 

Fonte: CNBB

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Durante o fim de semana compreendido de 08 a 10 de abril, 122 catequistas de todas as paróquias da Diocese de Bacabal puderam vivenciar o Seminário Diocesano de Iniciação à Vida Cristã, em Trizidela do Vale-MA.

O estudo foi assessorado pelo padre Abimar Oliveira de Moraes, da Arquidiocese do Rio de Janeiro, mestre em Teologia Pastoral e Catequética pela Pontificia Università Salesiana e estreito colaborador na produção do livro  “Itinerário Catequético: iniciação à vida cristã – um processo de inspiração catecumenal, publicado pela CNBB em 2014, sendo uma das principais ferramentas na busca desse estilo de catequese que Igreja sonha.
Diante das muitas transformações pelo qual o mundo atual passa, a Igreja local de Bacabal tem procurado de forma dinâmica e sistêmica acompanhar todas essas mudanças à luz das orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), de forma mais evidente com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil. Segundo a coordenadora diocesana, Sônia, “é preciso desenvolver em nossas comunidades um processo de iniciação à vida cristã, que conduza ao encontro pessoal com Jesus Cristo”.
Justamente para que esse objetivo seja alcançado, foi realizado esse seminário que durante esses dias mesclou momentos de formação, celebração, vivência, partilha, oração e contínuo exercício de todo esse projeto sonhado e em percurso pela equipe diocesana de Catequese. E a maneira dinâmica e através dos seus “causos”, Padre Abimar soube muito bem inculcar nas mentes dos catequistas participantes o sentido real desse projeto que iniciou-se com os primeiros cristãos, há milênios atrás. 

“O Seminário Diocesano de Iniciação à Vida Cristã foi uma ferramenta importante na aquisição de um maior conhecimento sobre o projeto e para que possamos implantar verdadeiramente em nossa Paróquia esse estilo de catequese que só vem a ajudar-nos numa melhor evangelização”, contou-nos a catequista Lays da Paróquia Sant’Ana e São Joaquim. Assim como para os outros o evento foi útil para que todo o conhecimento possa ser colocado em prática, como pediu e fez questão se relembrar José Roberto, que faz parte da equipe de assessoria da Diocese. 

O encontro finalizou-se neste domingo (10), por volta do meio dia. 

Fotografia: Lourival Albuquerque
“CEBs e os desafios do mundo urbano”. Este será o tema do 14º Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que ocorrerá em Londrina (PR), de 23 a 28 de janeiro de 2018. 

O bispo referencial para as CEBs, dom Giovane Pereira de Melo, e o arcebispo anfitrião do encontro, dom Orlando Brandes, compartilharam, com o episcopado reunido em Aparecida (SP), os encaminhamentos e percepções sobre evento.

Segundo dom Giovane, são esperados para o 14º Intereclesial cerca de 3 mil delegados do Brasil, América Latina e Europa. 

Conforme o bispo referencial, para preparar o evento já foram realizadas três reuniões ampliadas. “A primeira em janeiro de 2015, quando pudemos conhecer a realidade do norte paranaense. Na segunda reunião, foi possível escolher o tema e o lema. Neste ano, firmamos o número de delegados e aprofundamos o tema do Intereclesial e as ideias que vão compor o texto-base”, descreveu. 

O 14º Intereclesial tem o lema retirado do livro do Êxodo, “Eu vi e ouvi os clamores do meu povo e desci para libertá-los”. 

Para dom Orlando Brandes, a realização do Intereclesial ajudará a sedimentar a experiência das comunidades no Paraná . “As CEBs podem nos auxiliar na dimensão profética e social, que precisamos muito no Paraná, na dimensão da fé e do Evangelho”, disse. 

Dom Orlando enfatizou ainda que “o amor, o profetismo, a dimensão social do Evangelho permanecem nas CEBs”. Lembrou que Londrina tem uma “realidade de agronegócio muito grande” e que é “uma ilha rodeada de soja com muito êxodo rural”. O arcebispo também apontou problemas urbanos e da terra presentes na região. 

Ao final da exposição, convidou os bispos para participarem do evento. “Todos somos convidados. Será um grande testemunho de comunidade e amor trinitário. Para mim, as CEBs são reflexão da Santíssima Trindade. Londrina inclina-se a todos os que lá vierem”, disse.  

 Foto: arquidiocese de Londrina
Foi publicada na manhã da última sexta-feira, dia 8 de abril a Exortação Apostólica pós-Sinodal do Papa Francisco sobre a família. “Amoris laetitia”, a “Alegria do Amor” é um texto de nove capítulos no qual o Santo Padre recolhe os resultados de dois Sínodos dos Bispos sobre a família ocorridos em 2014 e 2015 citando anteriores documentos papais, contributos de conferências episcopais e de várias personalidades.

É uma Exortação Apostólica ampla com mais de 300 parágrafos e que nos primeiros 7 evidencia a plena consciência da complexidade do tema. Em particular, o Papa escreve que para algumas questões ”em cada país ou região, é possível buscar soluções mais inculturadas, atentas às tradições e aos desafios locais. De facto, “as culturas são muito diferentes entre si e cada princípio geral (...), se quiser ser observado e aplicado, precisa de ser inculturado”.

Eis a seguir o resumo, mas para baixar o documento completo: >>Clique aqui

Capítulo primeiro: “À luz da Palavra”

No primeiro capítulo o Papa articula a sua reflexão a partir das Sagradas Escrituras, em particular, com uma meditação acerca do Salmo 128, característico da liturgia nupcial hebraica, assim como da cristã. A Bíblia ”aparece cheia de famílias, gerações, histórias de amor e de crises familiares”(AL 8).
Capítulo segundo: “A realidade e os desafios das famílias”

Partindo do terreno bíblico, o Papa considera no segundo capítulo a situação atual das famílias, mantendo ”os pés assentes na terra” (AL 6) como se pode ler na Exortação. A humildade do realismo ajuda a não apresentar ”um ideal teológico do matrimônio demasiado abstrato, construído quase artificialmente, distante da situação concreta e das possibilidades efetivas das famílias tais como são”(AL 36). O matrimônio é “um caminho dinâmico de crescimento e realização”. “Somos chamados a formar as consciências, não a pretender substituí-las”(AL37) refere o Papa Francisco no seu texto, pois, Jesus propunha um ideal exigente, mas ”não perdia jamais a proximidade compassiva às pessoas frágeis como a samaritana ou a mulher adúltera” (AL 38).

Capítulo terceiro: “O olhar fixo em Jesus: a vocação da família”

O terceiro capítulo da Exortação é dedicado a alguns elementos essenciais do ensinamento da Igreja acerca do matrimônio e da família. Em 30 parágrafos ilustra a vocação à família de acordo com o Evangelho, assim como ela foi recebida pela Igreja ao longo do tempo, sobretudo quanto ao tema da indissolubilidade, da sacramentalidade do matrimônio, da transmissão da vida e da educação dos filhos. Fazem-se inúmeras citações da Gaudium et spes do Vaticano II, da Humanae vitae de Paulo VI, da Familiaris consortio de João Paulo II. 

O Papa Francisco neste capítulo terceiro lembra um princípio geral importante: “Saibam os pastores que, por amor à verdade, estão obrigados a discernir bem as situações” (Familiaris consortio, 84). O grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, e podem existir fatores que limitem uma capacidade de decisão. Por isso, ao mesmo tempo que se exprime com clareza a doutrina, há que evitar juízos que não tenham em conta a complexidade das diferentes situações e é preciso estar atentos ao modo como as pessoas vivem e sofrem por causa da sua condição” (AL 79).

Capítulo quarto: “O amor no matrimônio”

O amor no matrimônio é o título do quarto capítulo desta Exortação e ilustra-o a partir do “hino ao amor” de S. Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 13, 4-7). Este capítulo desenvolve o carácter quotidiano do amor que se opõe a todos os idealismos: ”não se deve atirar para cima de duas pessoas limitadas o peso tremendo de ter que reproduzir perfeitamente a união que existe entre Cristo e a sua Igreja, porque o matrimônio como sinal implica um processo dinâmico, que avança gradualmente com a progressiva integração dos dons de Deus” (AL 122).

Também neste capítulo uma reflexão sobre o amor ao longo da vida e da sua transformação. Pode-se ler no documento: “Não é possível prometer que teremos os mesmos sentimentos durante a vida inteira; mas podemos ter um projeto comum estável, comprometer-nos a amar-nos e a viver unidos até que a morte nos separe, e viver sempre uma rica intimidade” (AL 163).

Capítulo quinto: “O amor que se torna fecundo”

O capítulo quinto desta Exortação Apostólica foca-se sobre a fecundidade, do acolher de uma nova vida, da espera própria da gravidez, do amor de mãe e de pai. Mas também da fecundidade alargada, da adoção, do acolhimento do contributo das famílias para a promoção de uma “cultura do encontro”, da vida na família em sentido amplo, com a presença de tios, primos, parentes dos parentes, amigos. A “Amoris laetitia” não toma em consideração a família ”mononuclear”, mas está bem consciente da família como rede de relações alargadas. A própria mística do sacramento do matrimônio tem um profundo carácter social (cf. AL 186). E no âmbito desta dimensão social, o Papa sublinha em particular tanto o papel específico da relação entre jovens e idosos, como a relação entre irmãos como aprendizagem de crescimento na relação com os outros.

Capítulo sexto: “Algumas perspetivas pastorais”

No capítulo sexto da exortação o Papa aborda algumas vias pastorais que orientam para a edificação de famílias sólidas e fecundas de acordo com o plano de Deus. Em particular, o Papa observa que ”os ministros ordenados carecem, habitualmente, de formação adequada para tratar dos complexos problemas atuais das famílias” (AL 202). Se, por um lado, é necessário melhorar a formação psico-afetiva dos seminaristas e envolver mais a família na formação para o ministério (cf. AL 203), por outro ”pode ser útil também a experiência da longa tradição oriental dos sacerdotes casados” (AL 202).

Também neste sexto capítulo uma importante referência à preparação para o matrimônio e do acompanhamento dos esposos nos primeiros anos da vida matrimonial (incluindo o tema da paternidade responsável), mas também em algumas situações complexas e, em particular, nas crises, sabendo que ”cada crise esconde uma boa notícia, que é preciso saber escutar, afinando os ouvidos do coração” (AL 232).

Espaço neste capítulo para o acompanhamento das pessoas abandonadas, separadas ou divorciadas. É colocado em relevo o sofrimento dos filhos nas situações de conflito. Ao mesmo tempo é reiterada a plena comunhão na Eucaristia dos divorciados e em relação aos divorciados recasados é reforçada a sua “comunhão eclesial” e o acompanhamento das suas situações que não deve ser visto como uma debilidade da indissolubilidade do matrimônio mas uma expressão de caridade.

Referidas também as situações dos matrimônios mistos e daqueles com disparidade de culto, e a situação das famílias que têm dentro de si pessoas com tendência homossexual, insistindo no respeito para com elas e na recusa de qualquer discriminação injusta e de todas as formas de agressão e violência. No final do capítulo uma especial nota para o tema da perda das pessoas queridas e também da viuvez.

Capítulo sétimo: “Reforçar a educação dos filhos”

O capítulo sétimo é integralmente dedicado à educação dos filhos: a sua formação ética, o valor da sanção como estímulo, o realismo paciente, a educação sexual, a transmissão da fé e, mais em geral, a vida familiar como contexto educativo. É ressaltado pelo Santo Padre que “o que interessa acima de tudo é gerar no filho, com muito amor, processos de amadurecimento da sua liberdade, de preparação, de crescimento integral, de cultivo da autêntica autonomia” (AL 261).

A secção dedicada à educação sexual intitula-se muito expressivamente: «Sim à educação sexual». Sustenta-se a sua necessidade e formula-se a interrogação de saber ”se as nossas instituições educativas assumiram este desafio (…) num tempo em que se tende a banalizar e empobrecer a sexualidade”. A educação sexual deve ser realizada ”no contexto duma educação para o amor, para a doação mútua” (AL 280) – lê-se na Exortação. É feita uma advertência em relação à expressão ”sexo seguro”, pois transmite ”uma atitude negativa a respeito da finalidade procriadora natural da sexualidade, como se um possível filho fosse um inimigo de que é preciso proteger-se. Deste modo promove-se a agressividade narcisista, em vez do acolhimento”. (AL 283).

Capítulo oitavo: “Acompanhar, discernir e integrar a fragilidade”

O capítulo oitavo faz um convite à misericórdia e ao discernimento pastoral diante de situações que não correspondem plenamente ao que o Senhor propõe. O Papa usa aqui três verbos muito importantes: ”acompanhar, discernir e integrar”, os quais são fundamentais para responder a situações de fragilidade, complexas ou irregulares. Em seguida, apresenta a necessária gradualidade na pastoral, a importância do discernimento, as normas e circunstâncias atenuantes no discernimento pastoral e, por fim, aquela que é por ele definida como a ”lógica da misericórdia pastoral”.

As situações ditas de irregulares devem ter um discernimento pessoal e pastoral e – segundo a Exortação –  “os batizados que se divorciaram e voltaram a casar civilmente devem ser mais integrados na comunidade cristã sob as diferentes formas possíveis”.

Em particular, o Santo Padre afirma numa nota de pé de página que “em certos casos poderá existir também a ajuda dos sacramentos”, recordando que o confessionário não deve ser uma sala de tortura e que a Eucaristia “não é um prêmio para os perfeitos, mas um alimento para os débeis”.

Mais em geral, o Papa profere uma afirmação extremamente importante para que se compreenda a orientação e o sentido da Exortação: ”é compreensível que não se devia esperar do Sínodo ou desta Exortação uma nova normativa geral de tipo canônico, aplicável a todos os casos. É possível apenas um novo encorajamento a um responsável discernimento pessoal e pastoral dos casos particulares, que deveria reconhecer: uma vez que “o grau de responsabilidade não é igual em todos os casos, as consequências ou efeitos duma norma não devem necessariamente ser sempre os mesmos” (AL 300).

O Papa desenvolve em profundidade as exigências e características do caminho de acompanhamento e discernimento em diálogo profundo entre fiéis e pastores. A este propósito, faz apelo à reflexão da Igreja ”sobre os condicionamentos e as circunstâncias atenuantes” no que respeita à imputabilidade das ações e, apoiando-se em S. Tomás de Aquino, detém-se na relação entre «as normas e o discernimento», afirmando: ”É verdade que as normas gerais apresentam um bem que nunca se deve ignorar nem descuidar, mas, na sua formulação, não podem abarcar absolutamente todas as situações particulares. Ao mesmo tempo é preciso afirmar que, precisamente por esta razão, aquilo que faz parte dum discernimento prático duma situação particular não pode ser elevado à categoria de norma” (AL 304).

Espaço ainda neste capítulo para a lógica da misericórdia pastoral e para o convite do Papa Francisco nas suas palavras finais: «Convido os fiéis, que vivem situações complexas, a aproximarem-se com confiança para falar com os seus pastores ou com leigos que vivem entregues ao Senhor. Nem sempre encontrarão neles uma confirmação das próprias ideias ou desejos, mas seguramente receberão uma luz que lhes permita compreender melhor o que está a acontecer e poderão descobrir um caminho de amadurecimento pessoal. E convido os pastores a escutar, com carinho e serenidade, com o desejo sincero de entrar no coração do drama das pessoas e compreender o seu ponto de vista, para ajudá-las a viver melhor e reconhecer o seu lugar na Igreja» (AL 312).

Capítulo nono: “Espiritualidade conjugal e familiar”

O nono capítulo é dedicado à espiritualidade conjugal e familiar, ”feita de milhares de gestos reais e concretos” (AL 315). Diz-se com clareza que ”aqueles que têm desejos espirituais profundos não devem sentir que a família os afasta do crescimento na vida do Espírito, mas é um percurso de que o Senhor Se serve para os levar às alturas da união mística” (AL 316). Tudo, ”os momentos de alegria, o descanso ou a festa, e mesmo a sexualidade são sentidos como uma participação na vida plena da sua Ressurreição” (AL 317).

No parágrafo conclusivo, o Papa afirma: ”Nenhuma família é uma realidade perfeita e confeccionada duma vez para sempre, mas requer um progressivo amadurecimento da sua capacidade de amar. (…). Todos somos chamados a manter viva a tensão para algo mais além de nós mesmos e dos nossos limites, e cada família deve viver neste estímulo constante. Avancemos, famílias; continuemos a caminhar! (…). Não percamos a esperança por causa dos nossos limites, mas também não renunciemos a procurar a plenitude de amor e comunhão que nos foi prometida” (AL 325).

Fonte: Rádio Vaticana