sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) será celebrada no Domingo de Ramos, 29 de março, ou em dias próximos. Este ano, o tema proposto para a JDJ está na reflexão da 6ª Bem-Aventurança: “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8).

 O papa Francisco escolheu o tema das Bem-Aventuranças para as Jornadas Diocesanas da Juventude de 2014 até 2016. O ano passado ele trouxe a reflexão sobre a 5ª bem-aventurança: “Bem-aventurado os pobres em espírito” (Mt 5,7).

Para motivar nas celebrações da Jornada, a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe subsídio para animação, estudo e oração.

“Este texto quer contribuir com as dioceses e comunidades eclesiais de todo o Brasil para que possam dar continuidade ao espírito da JMJ, promovendo o aprofundamento do tema, trazendo reflexões e propostas para concentrações com os jovens, reunindo as expressões que atuam na evangelização da juventude, em clima de unidade e em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade, preparando a Semana Santa”, explica o bispo auxiliar de Campo Grande (MS) e presidente da Comissão para a Juventude, dom Eduardo Pinheiro da Silva.

Dom Eduardo comenta, também, que a Igreja no Brasil quer estimular as dioceses a promoverem a vida da juventude, “conduzindo os jovens a uma real experiência de fé e estimulando-os a irem ao encontro daqueles jovens que estão com o coração ferido”.  

Jornada Mundial

A 30ª Jornada Mundial da Juventude 2015 será realizada no dia 29 de março, Domingo de Ramos. Nas dioceses do Brasil, são organizadas atividades com os jovens, como encontros, celebrações, vigílias, entre outras. Para contribuir na vivência da Jornada deste ano, o papa Francisco enviou mensagem sobre a sexta Bem-aventurança. O evento é uma preparação para a JMJ, em âmbito internacional, que ocorrerá em julho de 2016, na Cracóvia.

“Queridos jovens, como vedes, esta Bem-aventurança está intimamente relacionada com a vossa vida e é uma garantia da vossa felicidade. Por isso, repito-vos mais uma vez: tende a coragem de ser felizes!”, disse o papa Francisco na mensagem.
Com informações dos Jovens Conectados. 

Para baixar o subsídio: >>Clique aqui

Fonte: Rádio Vaticana

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) lançaram hoje, 25, o Manifesto em Defesa da Democracia. A cerimônia aconteceu na sede da CNBB, em Brasília, com a presença dos presidentes das respectivas entidades - o arcebispo de Aparecida (SP), cardeal Raymundo Damasceno Assis, e o advogado Marcus Vinicius Furtado Coêlho. Participaram do lançamento autoridades civis e políticas, sacerdotes, religiosos e representantes de entidades e organismos.

O Manifesto é uma iniciativa da Rede de instituições que compõem a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, para a mobilização em torno do Projeto de Lei de Iniciativa Popular e da defesa do Projeto de Lei (PL) 6316/2013, em tramitação na Câmara dos Deputados.

A leitura do Manifesto foi realizada pelo presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis.  “Ao lançar este manifesto, fazemos votos de que o Congresso Nacional, enquanto representante da vontade do povo brasileiro, possa levar a bom termo a esperada reforma política, para o bem do nosso país”, disse dom Damasceno. Confira a íntegra do texto:

MANIFESTO EM DEFESA DA DEMOCRACIA

Considerando as graves dificuldades político-sociais que afligem atualmente o País, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –  e a Ordem dos Advogados do Brasil – OAB – se veem no dever de vir a público expressar –  a exemplo do que já fizeram em ocasiões semelhantes anteriores – a convicção de que acima das divergências políticas, naturais numa República, estão a ordem constitucional e a normalidade democrática.

Aos três Poderes da República cabe relacionarem-se entre si, de maneira independente, porém harmônica e cooperativa, não se admitindo que dissensões menores ou interesses  particulares – de indivíduos ou de grupos - possam comprometer o exercício das atribuições constitucionais que a cada um deles compete exercer.

Submetidos que são tais Poderes ao primordial princípio democrático pelo qual “todo poder emana do povo e em seu favor deve ser exercido”, cumpre-nos lembrar que as decisões deles emanadas somente se legitimam se estiverem adequadas a esse princípio maior.

A inquestionável crise por que passam, no Brasil, as instituições da Democracia Representativa, especialmente o processo eleitoral, decorrente este de persistentes vícios e distorções, tem produzido efeitos gravemente danosos ao próprio sistema representativo, à legitimidade dos pleitos e à credibilidade dos mandatários eleitos para exercer a soberania popular.

Urge, portanto, para restaurar o prestígio de tais instituições, que se proceda, entre outras inadiáveis mudanças, à proibição de financiamento empresarial nos certames eleitorais, causa  dos principais e reincidentes escândalos que têm abalado a Nação, afastando-se, assim, a censurável influência do poder econômico do resultado das eleições, o que constitui uma prática inconstitucional, conforme os votos já proferidos pela maioria dos Excelentíssimos Senhores Ministros integrantes do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 4650),  ora em andamento naquela egrégia Corte.

Em vista do exposto, as entidades abaixo firmadas entendem inadiável a aprovação nas Casas do Congresso Nacional de uma Reforma Política Democrática que estabeleça normas e procedimentos capazes de assegurar, de forma efetiva e sem influências indevidas, a liberdade das decisões do eleitor.

Com este Manifesto, a CNBB e a OAB, unidas a inumeráveis organizações e movimentos sociais integrantes da sociedade civil, conclamam o povo brasileiro a acompanhar ativamente a tramitação, no Congresso Nacional, das proposições que tratam da Reforma Política e a manter-se vigilante e atento aos acontecimentos políticos atuais para que não ocorra nenhum retrocesso em nossa Democracia, tão arduamente conquistada.

Para tanto, é necessário que todos os cidadãos colaborem no esforço comum de enfrentar os desafios, que só pode obter resultados válidos se forem respeitados os cânones constitucionais, sem que a Nação corra o risco de interromper a normalidade da vida democrática.

Por fim, reivindicam as entidades subscritoras que, cada vez mais, seja admitida e estimulada a participação popular nas decisões que dizem respeito à construção do futuro da Pátria, obra comum que não pode dispensar a cooperação de cada cidadão, de cada organização, dando-se, assim, plena eficácia ao conteúdo do artigo 14 da Constituição da República. 

  

Marcus Vinicius Furtado Coêlho
Presidente Nacional da OAB
     
Dom Raymundo Damasceno Assis
Presidente da CNBB
O Núncio Apostólico em Damasco, Dom Mario Zenari, fala de uma Síria “totalmente banhada de sangue”, uma “dor transversal que atinge todas as minorias religiosas”. Dom Zenari confirmou a fuga de mais de mil famílias, após três dias de ofensiva do autoproclamado "estado islâmico" nos povoados próximo à fronteira com a Turquia. O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, por sua vez, confirmou nesta quinta-feira o sequestro de pelo menos 220 cristãos assírios. A ação ocorreu em áreas ocupadas pela minoria cristã, próximas à cidade de Hasaka, controlada pelos curdos.

Para o Diretor da Rede Assíria de Direitos Humanas, com sede na Suécia, Osama Edward, os sequestros estão relacionados às recentes perdas de território dos jihadistas na região, como resultado dos ataques aéreos realizados pelas forças aliadas. "Eles pegaram reféns para usá-los como escudos humanos", afirmou Edward à agência de notícias France Press.

Os Estados Unidos e as Nações Unidas condenaram o sequestro em massa – o primeiro do tipo no país devastado pela guerra – e exige que os reféns sejam soltos. "O último ataque do EI à minoria religiosa é mais uma mostra de seu tratamento brutal e desumano a todos aqueles que discordam de suas metas desagregadoras e de suas crenças nocivas", afirmou a Porta-voz do Departamento americano de Estado, Jen Psaki.

Em nota, o governo brasileiro também condenou os ataques, reiterando "total repúdio a quaisquer atos terroristas ou de violência, em especial àqueles direcionados a pacíficas populações civis", afirmou o Itamaraty.

Na foto, cristãos em fuga na Província de al-Hasaka

Fonte: Rádio Vaticana

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Buscando solidificar a formação dos seus agentes, a Paróquia Sant'Ana e São Joaquim, ofereceu através da Pastoral Catequética mais um encontro.

Na Comunidade São Raimundo Nonato, das 08-15:00h, cerca de 30 agentes participaram do momento de troca de conhecimentos e experiências, que foi direcionado ao tema: "Metodologia Catequética", assessorado pelo coordenador Lourival Albuquerque. Esse encontro faz parte de uma série de ações que visam, além de integrar os catequistas, melhorar a sua prática. Lá, foram apresentadas várias formas de levar a mensagem do Evangelho às crianças de jovens. "Existem elementos que tornam a comunicação dessa mensagem de forma mais eficiente, e estes instrumentos são os recursos didáticos. É necessário conhecê-los para utilizá-los como meio facilitador do processo da educação da fé", ressaltou.

No mês de janeiro, um outro encontro de formação foi realizado, dessa vez sobre o perfil do Catequista e sua missão (reveja).  Como parte da programação para esse ano de 2015, há também a continuação da Escola Catequética Paroquial. No próximo dia 08 será realizado uma nova etapa, que trará como tema a "História da Igreja" e será assessorado pelo Seminarista e Reitor do Seminário Propedêutico, Johon Sidney. 

A catequese com crianças, jovens e adultos em toda a paróquia começará neste dia 1º de março, quando na ocasião também será celebrada uma Missa na Matriz de Sant'Ana e São Joaquim com todos os catequistas. 

Fotografia: Lourival Albuquerque

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Tradição em nossa Paróquia, a Via Sacra é um momento de intensa espiritualidade dentro da programação da Semana Santa.

Os Jovens do Teatro Missionário de Cristo (JOTEMIC), em parceria com jovens de outras comunidades, iniciarão a partir de hoje (24), às 19:00h, os ensaios da vivência desse dia especial para os cristãos. O encontro acontecerá na Comunidade São Raimundo Nonato, da qual o grupo faz parte, e nele serão definidos os papéis de cada personagem, marcadas as datas de ensaios gerais e toda a programação.

O grupo que apresentará a Paixão de Cristo é composto por vários jovens engajados em suas respectivas comunidades e que vêem nesse acontecimento uma especial forma de evangelização. Por esse motivo, durante horas a fio, treinam, ensaiam, gravam as falas, marcam os locais das estações e cuidam para que tudo seja o mais perfeito possível. Não trata-se de receber elogios ou de buscar holofotes, mas de contribuir para que a semana de todos aqueles que da caminhada participam, seja realmente mais Santa. Cada olhar, cada gesto, é por demais importante para que o objetivo seja alcançado. 

O percurso da Via Sacra esse ano começa na Comunidade Nossa Senhora Rainha da Paz (Vila da Paz) e finalizar-se-á na Matriz de Sant'Ana. A saída está marca para as 06:30h.

Mais informações com a coordenação do JOTEMIC: Adna Soriano (Coordenadora), Elivandro (Vice-Coordenador) / Daniele (Secretária) ou Juniel (Tesoureiro).

 
Uma grande celebração reunindo as três paróquias de Bacabal (Sant'Ana e São Joaquim, São Francisco e Santa Teresinha) e a Quase-Paróquia Sagrado Coração de Jesus, de Bom Lugar, marcou a abertura da Campanha da Fraternidade 2015.

Neste dia 22, católicos de diversas pontos da cidade concentraram-se na Matriz de Sant'Ana e São Joaquim, no Bairro Ramal, para a Missa dominical, às 17:00h e que contou com a presença de diversos sacerdotes, religiosos(as), diáconos e o povo de Deus. Sob a presidência do bispo diocesano, Dom Armando, a cerimônia marcou o início dos trabalhos com esse momento em que a Igreja busca recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé, a partir do diálogo e colaboração entre Igreja e Sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II. 

Todos os anos, a Igreja propõem-se durante a Quaresma a refletir uma temática que aflige a sociedade e despertar nos cristãos uma postura mais ativa. Vários temas de relevância foram refletidos, como as drogas, a questão indígena, o problema da água, da violência, a juventude e, no ano passado, o tráfico humano. Dentro do período Quaresmal, a Diocese procura unir-se para então divulgar à toda sociedade a proposta da Igreja e obter êxito em seu propósito. 

Na homilia, Dom Armando propôs a cada cristão atuar no meio da sociedade como instrumento de serviço, tendo como referência o próprio Jesus Cristo. Em um tom profético, indagou também nossa postura diante de tantos problemas que o país, o Estado e nossa cidade enfrentam: "Então, se a sociedade, sendo nós maioria, não tem o rosto do Reino de Cristo, do Evangelho, é culpa também nossa. Nós não estamos fazendo a nossa parte! Nossa relação com o mundo não está sendo realmente fermento, luz e sal", frisou
Ao final da celebração aconteceu a apresentação do Ministério Luz das Nações, da Comunidade Nossa Senhora da Conceição, que através de uma coreografia ajudou os participantes da celebração a entender melhor o chamado de cada um como cristão. Antes da bênção, Frei Ribamar fez questão de agradecer a presença de todos, e pediu o empenho de todos os agentes na divulgação da mensagem da CF e na vivência da Quaresma.

Após o término da Missa, os fiéis puderam confraternizar-se no largo da Matriz de Sant'Ana e São Joaquim, que encontra-se ainda em fase de finalização da obra, agora mais direcionado à parte externa do templo, como a calçada, escadaria e a torre.

A cerimônia foi transmitida ao vivo pela Rede Vida, canal 19 (local) para toda cidade de Bacabal e alguns municípios circunvizinhos.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) disponibiliza muitos materiais da Campanha da Fraternidade, que podem ser acessados e baixados no link a seguir: Materiais da CF 2015.

Homilia de Dom Armando Martín Gutierrez por ocasião da Abertura da CF 2015 

Irmãos no presbiterato,
Religiosos e religiosas,
Povo de Deus aqui presente

Cada campanha da fraternidade tem um tema, para não nos dispersarmos as forças. Quando o povo de Deus está unido, realmente Cristo se manifesta. 

Temos aqui diante de nós o tema da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade: Igreja e Sociedade” e temos o lema que foi colocado diante de nós: “Eu vim para servir”. E temos uma imagem que talvez como nenhum outro ano, representa, ilustra de um modo tão claro qual é a nossa atitude, o nosso objetivo nesta campanha: temos aí o papa Francisco - nosso querido papa -, lavando e beijando os pés de um dos presos na quinta-feira santa do ano passado. Ele quis estar perto dos presos, dos excluídos... Ele representa Jesus, atualiza o mesmo gesto de Jesus  quando disse: “Eu vim para servir e não para ser servido”. Essa imagem fala mais do que muitos discursos ou ideias teóricas e foi a imagem que Jesus nos deixou, a última imagem, o ícone: arregaçando as mangas, com uma toalha cingida à cintura, com uma bacia de água lavando os pés dos discípulos. É essa atitude que nos pede a Campanha da Fraternidade!

Celebramos recentemente os 50 anos do Concílio Vaticano II: lá a Igreja tomou ainda mais consciência desse gesto e proclamou através da Gaudium et Spes que uma igreja que está a serviço não pode estar fechada, se preocupar somente com si mesma ou somente com a salvação dos seus membros; uma igreja que isola-se do mundo para proteger-se das ameaças, das maldades, das tentações... Igreja tem que ir ao meio do mundo, da sociedade e vai com uma atividade bem precisa: não vai para ser a melhor, para ter privilégio, vai para servir! E esta é a atitude que temos que descobrir e renovar cada vez mais, principalmente neste tempo de Quaresma; tempo de graça em que vivemos, com a igreja presente dentro da sociedade, no convívio das pessoas, que se organiza, se articula em vista do bem comum. E a Igreja somos nós, comunidades, animados pelo espírito de Cristo ressuscitado que quer transmitir a vida plena, o Evangelho a todas as nações, como Jesus nos mandou. 

Coincide na sociedade brasileira que a maior parte dos seus membros seja cristã. Levamos no coração a Cristo ressuscitado, a Boa Nova, a alegria do Evangelho. Mas às vezes nos omitimos, às vezes não nos colocamos à disposição dos irmãos ou nos sentimos diversos ou acima dos problemas e das dificuldades da caminhada da sociedade. Mas é este o chamado que a campanha deste ano faz: eu e cada um de nós que somos cidadãos desta sociedade devemos ter um compromisso sério! Como diz Jesus: “Vocês são a luz do mundo, o sal da terra, o fermento que dá sabor!” 

Diz a Gaudium et Spes nº 40: “Deste modo, a Igreja, simultaneamente ‘agrupamento visível e comunidade espiritual’, caminha juntamente com toda a humanidade, participa da mesma sorte terrena do mundo e é como que o fermento e a alma da sociedade humana, a qual deve ser renovada em Cristo e transformada em família de Deus. 

Algumas vezes nos queixamos! Não sei se vocês se perguntaram alguma vez: como vai o mundo? Esta não é a sociedade, o Maranhão, a Bacabal que nós queremos! Mas quem constrói a nação, o estado, a cidade? São as pessoas, os cidadãos e cidadãs da sociedade. E a maioria de nós se diz cristã, seguidores de Cristo, que têm a luz de Cristo, o sabor, a alegria e a força na ressurreição. Então, se a sociedade, sendo nós maioria, não tem o rosto do Reino de Cristo, do Evangelho, é culpa também nossa. Nós não estamos fazendo a nossa parte! Nossa relação com o mundo não está sendo realmente fermento, luz e sal. E o modo melhor que temos de nos relacionar com a sociedade não é buscando privilégios, é tendo atitudes de serviço. 

O melhor serviço que podemos dar ao mundo é levar Jesus-Vida a todo ser humano, consolação, esperança, caminho e verdade a toda pessoa! E de fato como Igreja estamos organizados em tantas pastorais. Lembro-me de muitos de nós que desde o ventre materno são acompanhados através da Pastoral da Criança até a morte, com a Pastoral da Pessoa Idosa, passando por tantas pastorais sociais, tantos outros serviços. Queremos fazer este serviço à sociedade, mas talvez vendo os frutos, estamos fazendo pouco. Temos que engajarmos cada vez mais!

Sabemos que esta nossa sociedade globalizada exclui muitas pessoas. E justamente ao lado destes mais necessitados que ninguém veem, que são invisíveis ao poder público, é aí somos chamados a agir com verdadeira solidariedade e fraternidade. Tem uma frase da Beata Madre Teresa de Calcutá que nos ilumina nesta missão: “Cristo está presente naquele de quem ninguém precisa, que ninguém emprega, que ninguém cuida, que tem fome, que está nu, que não tem lar... estes parecem inúteis aos Estado, à sociedade, ninguém tem tempo para lhes dar. Compete-nos a nós cristãos, a vós, a mim, procurar ajudá-los. Eles estão lá para que o encontremos”. Por isso, diz nosso Papa Francisco, devemos ir ao encontro dos mais afastados, daqueles que estão na periferia existencial.

O evangelho de hoje (Marcos 1,12-15) é muito pequenino, mas quis iluminar nosso compromisso de fraternidade:

“Naquele tempo, o Espírito levou Jesus para o deserto. E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e aí foi tentado por Satanás. Vivia entre animais selvagens, e os anjos o serviam.
Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: ‘O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!’”

A igreja hoje é guiada pelo Espírito, é uma comunidade que deve-se deixar levar pelo Espírito segundo as necessidades desse nosso tempo. Lembremos que o deserto é o lugar do caminho, não tem luxo, nem mordomia, só despojamento e sobriedade. A Igreja deve caminhar assim: sem privilégios, sem querer aparecer ou ser consumista... Caminhamos no deserto, somos peregrinos. 

O deserto também lembra aos profetas o primeiro amor, quando a nação jovem de Israel ainda amava e obedecia ao seu Senhor. Jesus, passou 40 dias no deserto como nós, sendo tentado por Satanás. Hoje também a Igreja é tentada em ter a mesma mentalidade do mundo, em fazer com que o ibope seja grande,  em ter o maior número de pessoas ou que apareça como uma coisa extraordinária. Essa é a tentação que pode trair a essência do evangelho. 

No deserto também há a presença de animais selvagens e Jesus estava lá. Os inimigos do Evangelho na Bíblia com frequência têm estas características animalescas, de bestas. “Eu vos envio como cordeiros em meio a lobos”. Já o Apocalipse fala do dragão que quer matar a jovem igreja – simbolizada naquela mulher que vai gerar o Salvador. Jesus chamava Herodes de raposa, pela falsidade, pela mentira, pelo poder e a opressão dos pequenos. Então, neste caminho tem “animais” que querem destruir o Reino. Mas, por outro lado, tem os anjos – os mensageiros de um Deus que nunca falha e que serviam a Jesus no deserto. E o Senhor nos serve, continua nos servindo para que sejamos servidores dos outros. 

A última mensagem é que o Reino de Deus está próximo e “convertei-vos e crede no Evangelho”. Essa é a Igreja que vive no meio da sociedade, animada pelo Espírito, que luta contra inimigos poderosos, mas que só tem uma missão: anunciar a conversão, a transformação da realidade segundo o projeto do Reino, segundo o anúncio e a boa nova do Evangelho.

Que esta Quaresma nos faça cada vez mais compreender e nos encontre na reflexão, comprometidos na transformação desta sociedade. Conscientes de que Cristo está ao nosso lado e que nós seguimos na história os passos desse Jesus que não veio para ser servido, mas para servir, continuemos servindo aos nossos irmãos como comunidade e como igreja.  

Fotografia: Lourival Albuquerque
Ninguém duvida do quanto a comunicação é essencial para a vida da sociedade e também para a Igreja, que tem investido muito para que a divulgação da mensagem do Evangelho chegue cada vez mais longe. 

A Diocese de Bacabal já conta com uma importante estrutura nesse ramo: temos a Rádio São Francisco FM, que leva uma boa e variada programação através da frequência 90,1; a retransmissora do canal 19, Rede Vida, que aos poucos vai inserindo-se na sociedade como uma boa opção televisiva, além dos blogs e sites de paróquias da região. Agora, o mais novo veículo de comunicação entre o povo e a Igreja é o site www.diocesedebacabal.org.br

Irmã Ana Cristina e o Seminarista Johon Sidney serão os responsáveis pela alimentação do canal. "Dizem que todo esforço é merecido e recompensado. Acredito piamente nisto. Após tanto tempo de espera e gestação, já começamos ver os primeiros passos do recém lançado site de nossa diocese (www.diocesedebacabal.org.br) que se torna um canal a mais de comunicação. Lá será nosso ponto de encontro e partilha. Ainda estamos na fase de inserção de conteúdo, mas já se pode ver o rosto deste sonho aguardado por muitos de nós. Não deixe de dar sua colaboração. Divulguem, afinal é nosso!!!", publicou em uma rede social o jovem que também lançou as primeiras bases da Pastoral da Comunicação (PASCOM) nesta Igreja Particular antes de partir para a experiência religiosa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. Este é um dos trechos da homilia que Francisco pronuncio una Missa celebrada na manhã desta sexta-feira na Casa Santa Marta.

O Papa se inspirou na primeira Leitura extraída do Livro de Isaías, em que o povo se lamenta a Deus por não ouvir seus jejuns. Para o Pontífice, é preciso distinguir entre “o formal e o real”. Ou seja, de que adianta jejuar, não comer carne, e depois brigar ou explorar os funcionários? Eis o motivo pelo qual Jesus condenou os fariseus, porque faziam “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”.

O amor a Deus e ao homem estão unidos

O jejum que Jesus quer, ao invés, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”:

“E nas tábuas da lei há o preceito em relação a Deus, em relação ao próximo e os dois estão juntos. Eu não posso dizer: “Mas, não, eu cumpro os primeiros três mandamentos... e os outros mais ou menos”. Não, se não cumpre estes, não pode cumprir aqueles, e se cumpre este, deve cumprir aquele. Estão unidos: o amor a Deus e o amor ao próximo são uma unidade e se quiser fazer penitência, real e não formal, deve fazê-la diante de Deus e também com o seu irmão, com o próximo”.

Usar Deus para cobrir a injustiça

Pode-se ter tanta fé, prosseguiu, mas – como diz o Apóstolo Tiago – se “não realiza obras, é morta, para que serve?”. Assim, se alguém vai à Missa todos os domingos e comunga, pode-se perguntar: “E como é a sua relação com seus funcionários? Os paga de maneira irregular? Dá a eles um salário justo? Paga também as taxas para a aposentaria? Para a assistência de saúde?”. 

“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso... mas você dá esmolas? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então tá... Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de você (filhos, avós, funcionários), você é generoso, é justo? Não se pode fazer ofertas à Igrejas e pelas costas, ser injusto com seus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”. 

“E isto – retomou o Papa – é aquilo que o profeta Isaias, em nome do Senhor, nos explica”: “Não é um bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. E não é um bom cristão aquele que não se despoja de algo necessário para dar ao próximo, que precisa”.

O caminho da Quaresma é “este, é duplo: a Deus e ao próximo. É real, não simplesmente formal. Não é somente deixar de comer carne sexta-feira, fazer alguma coisinha e depois, deixar aumentar o egoísmo, a exploração do próximo, a ignorância dos pobres”.

“Alguns – contou o Papa – quando precisam se curar vão ao hospital, e por ter um plano de saúde, obtém a consulta rápido. “É uma coisa boa – comentou Francisco – agradeça ao Senhor. Mas, diga-me, você pensou naqueles que não têm esta facilidade e quando vão ao hospital devem esperar 6, 7, 8 horas para uma coisa urgente”. 

Na Quaresma, abramos espaço no coração para quem errou 

E existe quem, aqui em Roma, que pensa nisso na Quaresma “O que posso fazer pelas crianças, pelos idosos que não têm possibilidade de ter uma consulta com um médico?; que esperam horas e horas e depois têm que voltar uma semana depois?”. 

“Como será a tua Quaresma?, pergunta Francisco. “Graças a Deus tenho uma família que cumpre os mandamentos, não temos problemas...”. Mas nesta Quaresma – pergunta o Papa – em seu coração existe ainda lugar para quem não cumpriu os mandamentos? Que cometeram erros e estão encarcerados?”.

“Mas eu, com aquela gente não... Mas você não está preso: se não está no cárcere é porque o Senhor te ajudou a não cair. Em seu coração os presos têm um lugar? Você reza por eles, para que o Senhor lhes ajude a mudar de vida? Acompanha, Senhor, o nosso caminho quaresma, para que a observância exterior corresponda a uma profunda renovação espiritual. Assim rezamos; que o Senhor nos dê esta graça”. 

Fonte: Aleteia / Rádio Vaticana

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A Quaresma é um tempo de luta contra as insídias do demónio e desta luta nasce a conversão dos corações – disse o Papa Francisco durante o Angelus na Praça de São Pedro, no fim do qual o Papa fez distribuir aos presentes um pequeno subsídio para a reflexão pessoal na Quaresma. Além disso, o Papa anunciou que na próxima semana estará em retiro para viver os Exercícios espirituais.

Aos milhares de fiéis reunidos na Praça de S. Pedro para a oração mariana do Angelus o Papa Francisco falou antes de tudo da Quaresma iniciada na última quarta-feira, tempo litúrgico que se refere aos quarenta dias passados por Jesus no deserto após o seu baptismo no Jordão. Com palavras muito simples, disse Francisco, o Evangelista Marcos descreve a prova enfrentada voluntariamente por Jesus, antes de iniciar a sua missão messiânica, uma prova da qual o Senhor sai vitorioso e que o  prepara para anunciar o Evangelho do Reino de Deus. Ele, naqueles 40 dias de solidão, enfrentou Satanás "corpo a corpo", desmascarando as suas tentações, e o venceu, disse o Papa Francisco, explicando o sentido deste I domingo:

“A Igreja faz-nos recordar este mistério ao início da Quaresma, porque esse nos dá a perspectiva e o sentido deste tempo, que é tempo de combate espiritual contra o espírito do mal. E enquanto atravessamos o "deserto" quaresmal, mantemos o nosso olhar para a Páscoa, que é a vitória definitiva de Jesus contra o Maligno, contra o pecado e contra a morte. Eis pois o significado deste primeiro domingo da Quaresma: colocar-nos com determinação no caminho de Jesus, na estrada que conduz à vida”.

Esta estrada – prosseguiu o Papa – passa pelo deserto, e o deserto é o lugar onde se pode escutar a voz de Deus e a voz do tentador. No barulho e na confusão, reiterou, isto não se pode fazer; ouvem-se apenas vozes superficiais, ao passo que no deserto podemos descer em profundidade, onde se joga verdadeiramente o nosso destino, a vida ou a morte:

“E como escutamos a voz de Deus? Ouvimo-la na sua Palavra. E por isso é importante conhecer as Escrituras, porque senão nós não saberemos responder às insídias do maligno. E aqui gostaria de voltar ao meu conselho de cada um ler todos os dias Evangelho, meditá-lo um pouco, uns dez minutos, e também trazê-lo sempre connosco no bolso, ter o Evangelho na mão. O deserto quaresmal nos ajuda a dizer ‘não’ à mundanidade, aos "ídolos", ajuda-nos a fazer escolhas corajosas de acordo com o Evangelho e a reforçar a solidariedade para com os irmãos”.

E o Papa convidou a todos a entrar sem medo no deserto, pois não estamos sozinhos: estamos com Jesus, com o Pai e o Espírito Santo. E mais, como foi para Jesus, é mesmo o Espírito Santo que nos guia no caminho quaresmal, o mesmo Espírito que desceu sobre Jesus e que nos foi dado no Baptismo. A Quaresma é, portanto, disse ainda o Papa Francisco, um tempo privilegiado que nos deve levar a tomar cada vez mais consciência que o Espírito Santo que recebemos no Baptismo, operou e pode operar ainda hoje em nós e, no fim do caminho quaresmal, ou seja na Vigília Pascal, poderemos renovar com maior consciência a aliança baptismal e os compromissos que dela derivam.
E o Papa invocou a Virgem Santa, modelo de docilidade ao Espírito, para que ajude a todos a deixar-se guiar por Ele, que quer fazer de cada um de nós uma "nova criatura", tendo acrescentado:

“A ela confio em particular a semana de Exercícios Espirituais, que terá início esta tarde, e na qual vou participar juntamente com os meus colaboradores da Cúria Romana. Peço-vos que nos acompanheis com as vossas orações”.

Depois das ave-marias do Angelus e cordiais saudações às famílias, grupos paroquiais, associações e todos os peregrinos provenientes de Roma, da Itália e de diversas partes do mundo (e em particular os fiéis de Nápoles, Cosenza e Verona e os rapazes de Seregno vindos para a profissão da fé), o Papa fez um presente particular aos fiéis reunidos na Praça de S. Pedro, dizendo:

“A Quaresma é um caminho de conversão que tem como centro o coração. Por isso, neste primeiro domingo, pensei em dar-vos como presente a vós que estais aqui na praça, um pequeno livrinhos de bolso intitulado "Guarda o coração." Este livrinho reúne alguns ensinamentos de Jesus e os conteúdos essenciais da nossa fé, como por exemplo os sete sacramentos, os dons do Espírito Santo, os Dez Mandamentos, as virtudes, as obras de misericórdia ... Agora será distribuído pelos voluntários, entre os quais estão muitas pessoas sem-abrigo que vieram em peregrinação. Pegue um livrinho cada qual e levai-o convosco, como apoio para a conversão e o crescimento espiritual, que parte sempre do coração: lá onde se joga o jogo das escolhas quotidianas entre o bem e o mal, entre mundanidade e Evangelho, entre indiferença e partilha. A humanidade precisa de justiça e paz, e só poderá tê-las se se voltar com todo o coração para Deus, fonte de justiça e paz”.

O Papa terminou desejando bom domingo a todos e pedindo que não se esqueçam de rezar por ele e, como habitualmente, concluiu:
“Bom almoço e até logo!”

sábado, 21 de fevereiro de 2015

No próximo dia 1º de março os líderes da Pastoral da Criança de nossa paróquia estarão reunidos em Assembleia para definir os próximos passos que seguirão em 2015.

O encontro terá início às 08:00h, com a celebração da Santa Missa, na Comunidade Nossa Senhora da Conceição / Porta Aberta e será encerrada ao meio dia. Na oportunidade, farão uma avaliação da caminhada e escolherão a nova coordenação.

Irmã Alessandra, que acompanha a Pastoral da Criança na Diocese de Bacabal convida todos os líderes para esse momento importante do grupo, que alicerça sua atuação na organização da comunidade e na capacitação de líderes voluntários que ali vivem e assumem a tarefa de orientar e acompanhar as famílias vizinhas em ações básicas de saúde, educação, nutrição e cidadania tendo como objetivo o "desenvolvimento integral das crianças, promovendo, em função delas, também suas famílias e comunidades, sem distinção de raça, cor, profissão, nacionalidade, sexo, credo religioso ou político" (Artigo 2º do Estatuto).
Com o objetivo de oferecer aos agentes de pastorais que dedicam-se à educação cristã uma formação mais sólida, a Pastoral Catequética realizará neste domingo (22) um encontro de formação sobre Metodologia Catequética.

Esse momento de formação, que será realizado na Comunidade São Raimundo Nonato, das 08:00h às 15:00h,  visa agregar valor aos trabalhos desenvolvidos na Paróquia, tendo em vista também o início das atividades, previstas para o dia 1º de março, onde será oferecida catequese à crianças, jovens e adultos, conforme o planejamento para esse ano. 

Neste domingo, além da teoria sobre os recursos que podem ser utilizados na evangelização, os agentes terão a oportunidade de praticar aquilo que aprenderão ao longo da manhã e parte da tarde. 

No dia 24 de janeiro, um outro encontro já foi realizado com os catequistas, desta vez enfatizando a missão deles na Igreja e o perfil que estes devem ter para assumir os trabalhos junto à esta nova evangelização que buscamos. 


Fotografia: Laíze Cruz
O Papa Francisco afirmou que jamais se pode usar Deus para cobrir a injustiça. Partindo da leitura do Livro do Profeta Isaías que nos narra as lamentações do povo porque Deus não ouvira os seus jejuns, o Santo Padre sublinhou que é preciso distinguir entre o formal e o real. Ou seja, de que adianta não comer carne e depois explorar os funcionários?

O Papa Francisco na sua homilia recorda que Jesus condena os fariseus por fazerem “tantas observações exteriores, mas sem a verdade do coração”. O jejum que Jesus quer, pelo contrário, é o que desfaz as cadeias injustas, liberta oprimidos, veste quem está nu, faz justiça. “Este é o verdadeiro jejum – reiterou o Papa – o jejum que não é somente exterior, uma lei externa, mas deve vir do coração”.

Desta forma, segundo o Santo Padre, os cristãos, especialmente na Quaresma, são chamados a viver coerentemente o amor a Deus e o amor ao próximo. E devem recusar condutas meramente exteriores que servem para cobrir a injustiça:

“Quantos homens e mulheres têm fé mas dividem as tábuas da lei: ‘Sim, eu faço isso... mas tu dás esmola? Sim, sim, sempre mando um cheque para a Igreja. Ah, então está bem... Mas na tua Igreja, na tua casa, com quem depende de ti: filhos, avós, funcionários, tu és generoso, és justo? Não se pode fazer ofertas à Igreja e pelas costas, ser injusto com os teus funcionários. Este é um pecado gravíssimo: usar Deus para cobrir a injustiça”. 

O Papa Francisco afirmou mesmo que “não é bom cristão quem não faz justiça com as pessoas que dependem dele”. Assim como “não é bom cristão quem não se despoja de algo necessário para dar ao próximo”.

O caminho da Quaresma é para Deus e para o próximo – declarou o Santo Padre que concluiu a sua homilia sublinhando que na Quaresma devemos também abrir espaço no coração para aqueles que erraram.

Fonte: Rádio Vaticana

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Aos irmãos e irmãs,

Gean Nunes Oliveira, Irmã Marilene Dias da Rocha, Irmã Ana Cristina de Souza Monteiro, Luís Felipe dos Santos Oliveira, Maria Aldenir dos Santos Oliveira, Antonia da Conceição Silva Farias, Maria de Jesus Campelo dos Santos, Maria Madalena dos Santos, Núbia Veloso Silveira, Pricila Keumana Sousa, Sergio Amorim Coelho, Milcíades Pimentel e Silva, Carlos Victor Costa Mendonça, Pe. Jean Silva de Sousa, Arnaldo Andrade Baima, Pe. Olivan Reis Lima, Josenilde Monteiro, Carlos Fernando Silva Brito, Samuel da Conceição Nunes, Joab Rocha Soares e Pe. André Luís Brás Lima.

Equipe Ampliada do COMIRE NE V


Na alegria de vivenciar a fé na pessoa de Jesus Cristo e fortalecer a missão que Ele mesmo nos confiou, queremos nos colocar numa atitude de serviço para ser cada vez mais uma igreja em estado permanente de missão. É com inspiração missionária que nós, do COMIRE, queremos organizar as nossas metas para este ano de 2015, e iremos fazer o nosso cronograma para as visitas nos COMIDI. Por isso, estamos aqui para lembrar-lhe este primeiro e tão importante compromisso. Sabemos que o mesmo já tem lugar de destaque em sua agenda e que o objetivo desta é apenas informar alguns detalhes, tais como:

O quê: Encontro da Equipe Ampliada do COMIRE

Estudo: Organizar o cronograma do COMIRE e as visitas aos COMIDI.

Quando: 21 de fevereiro 2015.

Para quem:  Equipe de Coordenação Ampliada do COMIDI
Bispo Referencial - Equipe Regional de COMIRE com Assessoria

Onde: Igreja Catedral Santa Teresinha
Praça Nossa Senhora da Conceição
Centro – CEP: 65700-000 - Bacabal – MA 

Lembramos que o Encontro:

• Começa as 8:30h até as 17:00h
• Trazer: Calendário Diocesano, nome e endereços dos membros do COMIDI
• Fazer todo possível para permanecer durante todo o Encontro.

Na alegria do reencontro, lhe aguardamos com alegria e na certeza de contar com sua presença e participação.

Abraço amigo,

Equipe regional do COMIRE NE 5
Graça Rosa, Dom Armando
Mortos porque professavam a fé cristã. Assim o Patriarca da Igreja Copta Ortodoxa, Tawadros II, manifestou-se a propósito dos 21 egípcios decapitados na Líbia pelo Estado Islâmico. Os seus nomes – anunciou o Patriarca – serão inseridos no Sinassario, o equivalente oriental do martirológio romano. Um procedimento – explica o portal Terrasanta.net – que equivale à canonização na Igreja latina. O martírio destes 21 fieis será comemorado no dia 8 do Amshir do calendário copta (equivalente ao 15 de fevereiro no calendario gregoriano), que é também a Festa da Apresentação de Jesus no Templo.

Os novos mártires da Igreja Copta são:

1. Milad Makeen Zaky, 2. Abanoub Ayad Attiya, 3. Maged Soliman Shehata, 4. Youssef Shukry Younan, 5. Kyrillos Shukry Fawzy, 6. Bishoy Estefanous Kamel, 7. Samuel Estefanous Kamel, 8. Malak Ibrahim Sinout, 9. Tawadros Youssef Tawadros, 10. Girgis Milad Sinout, 11. Mina Fayez Aziz, 12. Hany Abdel-Messih Saleeb, 13. Bishoy Adel Khalaf, 14. Samuel Alham Wilson, 15. Ezzat Bishri Naseef, 16. Lucas Nagati, 17. Gaber Munir Adly, 18. Essam Baddar Samir, 19. Malak Farag Abram, 20. Sameh Salah Farouq, 21. Um trabalhador ainda não identificado do povoado de al-Our.
Os 50 anos da Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, sobre a sagrada liturgia, será o tema do 10º Encontro Naiconal de Arquitetura e Arte Sacra promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). De 18 a 22 de setembro, serão debatidos os avanços e as perspectivas do documento com vistas ao crescimento do cuidado e da qualidade nos espaços celebrativos.

A formação tornará possível o aprofundamento dos temas relacionados à arquitetura, liturgia e arte, além de auxiliar na difusão do interesse e da aplicação de conhecimentos em projetos, adaptações e construções de espaços celebrativos.

De acordo com o assessor do Setor Espaço Litúrgico da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB, padre Marcelo Molinero, é necessário um “retorno ao eixo da fé, Jesus Cristo, pelo Mistério Pascal, que determina a forma de pensar e organizar o espaço celebrativo”. A formação vai ao encontro da realidade da sociedade contemporânea em que há a experiência da “perda do sagrado”. Muitas pessoas envolvidas na organização do espaço litúrgico acreditam que tudo é permitido nos locais de culto litúrgico. “Estes espaços, em sua maioria, não são reveladores do Mistério, simbólicos, simples e inculturados, portanto, inadequados à liturgia”, afirma.

Profissionais de arquitetura, engenharia e artes, estudantes, padres, diáconos, seminaristas, religiosos, membros dos conselhos de economia e administração de paróquias e santuários, equipes de liturgia e leigos podem participar da formação. Também fazem parte do público-alvo do encontro os envolvidos tanto direta quanto indiretamente em construções, reformas e decorações das igrejas e que desejam aprofundar a relação entre liturgia, arquitetura e arte, como decoradores, organizadores do espaço celebrativo para casamentos e formaturas e técnicos de som e iluminação.

Encontro

O 10º Encontro Nacional de Arquitetura e Arte Sacra será realizado na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), em Belo Horizonte (MG). O conferencista principal será o padre Francisco Taborda. O evento ainda contará com Mesa Redonda, Oficina de Restauro e visitas a igrejas de Belo Horizonte e Sabará (MG). Estará aberto à participação de estudantes de Teologia e Arquitetura da universidade.

As inscrições estarão disponíveis a partir do mês de março.

Caminhada

Desde 1996 a Igreja no Brasil realiza os Encontros Nacionais de Arte Sacra, fazendo um percurso de reflexão sobre a importância da construção funcional, simbólica, formal e harmônica dos espaços celebrativos.

Com o tema “50 anos da Sacrosanctum Concilium – avanços e perspectivas”, a décima edição do encontro pretende permitir o entendimento do cuidado em relação ao espaço litúrgico de forma a congregar uma equipe multidisciplinar formada pelos membros da comunidade, pároco e profissionais habilitados.

Fonte: CNBB

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Amados irmãos e irmãs, Paz e Bem!

“Nos ritmos e nas vivicitudes do tempo recordamos e vivemos o mistério da Salvação”. A Igreja, “Mater et Magistra” (Mãe e Maestra), prepara, anuncia e vive o grande evento salvífico da humanidade: Jesus Cristo.

Dentro daquele que é o ciclo do ano litúrgico viveremos o tempo da Quaresma; quarenta dias marcados por uma intensa e forte preparação afim de celebrar o acontecimento no qual Jesus Cristo venceu o pecado e a morte: a Páscoa do Senhor.  

A quaresma é propícia para reavivar dentro de cada um de nós alguns dos pontos fudamentais que são pilares de uma verdadeira vida cristã: conversão, oração, Jejum e Esmola. Colocar em prática esse processo basilar da vida cristã requer uma atenção para nossa própria vida como também para a vida da sociedade em que somos inseridos. Sociedade essa que vive em uma constante mutação dos valores religiosos, éticos e morais.

Pode nos ajudar a viver esse tempo de queresma dentro da perspectiva evangélica o exemplo do Seráfico Pai São Francisco. Francisco de Assis, antes de ter uma vida correta pautada nos ensimanetos dos santos evangelhos tinha uma vida comum, não se importava com as necessidades do outros, não tinha uma vida intensa de oração... Seu processo de conversão começa no dia em que encontra o leproso; dali em diante “Aquilo que era amargo, converteu-se em doçura”. Francisco desejava a cada dia imitar o Cristo assumindo uma vida pautada pela pobreza, oração e ajuda aos mais necessitados. 

Caríssimos, desejo que a quaresma seja um verdadeiro exercício espiritual para que possamos assumir o nosso compromisso cristão procurando sempre e nunca desistir de converter-se ao evanagelho; rezar incessantimente para nossa salvação e dos que precisam; abster-se de coisas supérfluas e desnecessárias; ajudar os mais precisados e excluídos da sociedade. Seja o exemplo de Francisco de Assis um autêntico meio de ajudar-nos a por em pratica aquilo que o Senhor nos pede: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. Que neste tempo propício de recolhimento e oração, possamos nos achegar ao Senhor de coração contrito e humilde e com Ele irmos ao deserto, passar pelas provações e contemplar a verdadeira face do Pai da luzes. Deus seja louvado! Uma santa e abençoada quaresma a todos e todas.
Frei Marcos Tavares Oliveira, ofm

Por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade 2015, promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta Quarta-feira de Cinzas, 18, o papa Francisco enviou mensagem, na qual destaca que o tempo quaresmal é propício para a vivência dos sentimentos de fraternidade e cooperação.

No texto, o papa Francisco fala da importância da contribuição da Igreja no respeito à laicidade do Estado, sem esquecer a autonomia das realidades terrenas, conforme motiva a Doutrina Social, em vista do bem do ser humano. "Cada um deve fazer a sua parte, começando pela minha casa, no meu trabalho, junto das pessoas com que me relaciono. E de modo concreto, é preciso ajudar aqueles que são mais pobres e necessitados", disse Francisco.

Ao final da mensagem, o papa cita, ainda, o lema da CF 2015, "Eu vim para servir", recordando as palavras de Jesus. "Queridos irmãos e irmãs, quando Jesus nos diz 'Eu vim para servir', no ensina aquilo que resume a identidade do cristão: amar servindo. Por isso, faço votos que o caminho quaresmal deste ano, à luz das propostas da Campanha da Fraternidade, predisponha os corações para a vida nova que Cristo nos oferece, e que a força transformadora que brota da sua Ressurreição alcance a todos em sua dimensão pessoal, familiar, social e cultural e fortaleça em cada coração sentimentos de fraternidade e de viva cooperação. A todos e a cada um, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, envio de todo coração a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim", disse.  

Confira aqui a íntegra da mensagem do papa. 

Fonte: CNBB
A abertura da Campanha da Fraternidade de 2015 pela Arquidiocese de São Luís do Maranhão será dia 21, sábado, no ginásio Castelinho. A coletiva de imprensa acontece nesta sexta-feira (20), no auditório Dom Geraldo Dantas, no palácio arquiepiscopal, ao lado da Igreja da Sé. Dom José Belisário da Silva – arcebispo metropolitano – vai receber os jornalistas em coletiva de imprensa às 9h.

O tema da Campanha deste ano é "Fraternidade: Igreja e Sociedade" e lema "Eu vim para servir" (cf. Mc 10, 45). Ao abordar esse assunto, a CF quer recordar a vocação e missão de todo o cristão e das comunidades de fé. O diálogo e a colaboração entre Igreja e Sociedade será o principal assunto do encontro do arcebispo com os jornalistas.

Participam da coletiva como convidados do senhor arcebispo o padre Crizantoio da Conceição Silva - coordenador arquidiocesano de Pastoral e pároco da Paróquia Nossa Senhora da Penha no bairro Anjo da Guarda, a senhora Cecília Aparecida Amin Castro - coordenadora da Comissão de Justiça e Paz, e Elisabeth Leite Quixabeira - da Congregação das Irmãs da Redenção e coordenadora do projeto Promovendo Vida.

Para mais informações, ligue para: (98) 3313-4173 / 98739-8213

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Com a imposição das cinzas, se inicia uma estação espiritual particularmente relevante para todo cristão que quer se preparar dignamente para viver o Mistério Pascal, quer dizer, a Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor Jesus.

Este tempo vigoroso do Ano litúrgico se caracteriza pela mensagem bíblica que pode ser resumida em uma palavra: " matanoeiete", que quer dizer "Convertei-vos". Este imperativo é proposto à mente dos fiéis mediante o austero rito da imposição das cinzas, o qual, com as palavras "Convertei-vos e crede no Evangelho" e com a expressão "Lembra-te de que és pó e para o pó voltarás", convida a todos a refletir sobre o dever da conversão, recordando a inexorável caducidade e efêmera fragilidade da vida humana, sujeita à morte.

A sugestiva cerimônia das cinzas eleva nossas mentes à realidade eterna que não passa jamais, a Deus; princípio e fim, alfa e ômega de nossa existência. A conversão não é, com efeito, nada mais que um voltar a Deus, valorizando as realidades terrenas sob a luz indefectível de sua verdade. Uma valorização que implica uma consciência cada vez mais diáfana do fato de que estamos de passagem neste fadigoso itinerário sobre a terra, e que nos impulsiona e estimula a trabalhar até o final, a fim de que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e triunfe em sua justiça.

Sinônimo de "conversão", é assim mesmo a palavra "penitência" … 

Penitência como mudança de mentalidade. Penitência como expressão de livre positivo esforço no seguimento de Cristo.

Tradição

Na Igreja primitiva, variava a duração da Quaresma, mas eventualmente começava seis semanas (42 dias) antes da Páscoa.

Isto só dava por resultado 36 dias de jejum (já que se excluem os domingos). No século VII foram acrescentados quatro dias antes do primeiro domingo da Quaresma estabelecendo os quarenta dias de jejum, para imitar o jejum de Cristo no deserto.

Era prática comum em Roma que os penitentes começassem sua penitênica pública no primeiro dia de Quaresma. Eles eram salpicados de cinzas, vestidos com saial e obrigados a manter-se longe até que se reoconciliassem com a Igreja na Quinta-feira Santa ou a Quinta-feira antes da Páscoa. Quando estas práticas caíram em desuso (do século VIII ao X) o início da temporada penitencial da Quaresma foi simbolizada colocando cinzas nas cabeças de toda a congregação.

Hoje em dia na Igreja, na Quarta-feira de Cinzas, o cristão recebe uma cruz na fronte com as cinzas obtidas da queima das palmas usadas no Domingo de Ramos do ano anterior. Esta tradição da Igreja ficou como um simples serviço em algumas Igrejas protestantes como a anglicana e a luterana. A Igreja Ortodoxa começa a quaresma desde a segunda-feira anterior e não celebra a Quarta-feira de Cinzas.

Fonte: ACI Digital

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus». Este texto extraído do Evangelho de S. Mateus é o tema da XXX Jornada Mundial da Juventude, celebrada em todas as dioceses no Domingo de Ramos (este ano aos 29 de março).

A mensagem foi divulgada nesta terça-feira (17/02), em que o Papa Francisco escolhe como guia as Bem-aventuranças evangélicas. Depois de refletir no ano passado sobre os pobres em espírito, este ano o Papa se dedica à sexta Bem-aventurança: felizes os puros de coração.

Em Cristo, ressalta o Pontífice, encontra-se a plena realização dos vossos sonhos de bondade e felicidade. Só Ele pode satisfazer as vossas expectativas tantas vezes desiludidas por falsas promessas mundanas. “Os nossos corações podem apegar-se a tesouros verdadeiros ou falsos, podem encontrar um repouso autêntico ou então adormentar-se tornando-se preguiçosos e entorpecidos. O bem mais precioso que podemos ter na vida é a nossa relação com Deus”, explica o Papa.

O período da juventude, prossegue, é aquele em que desabrocha a grande riqueza afetiva contida nos corações. Portanto, “não permitais que este valor precioso seja falsificado, destruído ou deturpado. Isto acontece quando, nas nossas relações, comparece a manipulação do próximo para os nossos objetivos egoístas, por vezes como mero objeto de prazer. O coração fica ferido e triste depois destas experiências negativas. Peço-vos que não tenhais medo dum amor verdadeiro, aquele que nos ensina Jesus”.

O Papa exorta os jovens a se rebelarem à tendência generalizada de banalizar o amor, sobretudo quando se procura reduzi-lo apenas ao aspecto sexual, desvinculando-o assim das suas características essenciais de beleza, comunhão, fidelidade e responsabilidade.
“Queridos jovens, na cultura do provisório, do relativo, muitos pregam que o importante é ‘curtir’ o momento, que não vale a pena comprometer-se por toda a vida, fazer escolhas definitivas, ‘para sempre’, uma vez que não se sabe o que reserva o amanhã. Em vista disso eu peço que vós sejais revolucionários, eu peço que possais ir contra a corrente; sim, nisto peço que se rebelem: que se rebelem contra esta cultura do provisório”, disse o Papa, citando o seu encontro com os voluntários da JMJ do Rio de Janeiro.

Para o Pontífice, os jovens devem descobrir que o Cristianismo não consiste numa série de proibições que sufocam a felicidade, mas num projeto de vida que pode fascinar os corações. Para isso, devem aceitar o convite do Senhor a encontrá-Lo. Há inúmeras maneiras de fazê-lo: rezando, lendo a Sagrada Escritura, mas também no rosto dos irmãos, especialmente os mais esquecidos: os pobres, os famintos, os sedentos, os forasteiros, os doentes, os presos.

O Papa Francisco falou ainda da vocação dos jovens: à vida consagrada, ao sacerdócio ou ao matrimônio. Formar uma família não está “fora de moda”, escreve o Papa. Pelo contrário, precisamente por este motivo, a comunidade eclesial está a viver um período especial de reflexão sobre a vocação e a missão da família na Igreja e no mundo contemporâneo.

O Pontífice então conclui: “A Jornada Mundial da Juventude deste ano conduz à última etapa do caminho de preparação para o próximo grande encontro mundial dos jovens em Cracóvia, no ano de 2016. Precisamente há trinta anos, São João Paulo II instituiu, na Igreja, as Jornadas Mundiais da Juventude. Esta peregrinação juvenil através de todos os Continentes foi verdadeiramente uma iniciativa providencial e profética. Juntos, damos graças ao Senhor pelos preciosos frutos que a mesma produziu na vida de tantos jovens por toda terra. O Santo Pontífice, Padroeiro das JMJ, interceda pela nossa peregrinação rumo à sua Cracóvia”. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) divulgou um vídeo neste domingo mostrando a decapitação de 21 cristãos egípcios que foram sequestrados na Líbia. Na gravação, os civis egípcios aparecem vestindo macacões cor de laranja à frente dos terroristas mascarados antes de serem executados. 

Os reféns são forçados a se ajoelhar e então são decapitados. O vídeo foi divulgado em perfis de jihadistas líbios que apoiam o Estado Islâmico nas redes sociais, com a seguinte legenda: "o povo da cruz, os seguidores da igreja egípcia hostil". 

O vídeo de cinco minutos de duração ainda não teve a autenticidade confirmada, mas a agência de notícias Mena, do Egito, afirmou que um porta-voz da igreja copta no país confirmou a morte dos reféns. 

O presidente Abdel Fatah Sisi anunciou a convocação do Conselho de Defesa em caráter de emergência. O conselho reúne, além do chefe de Estado, o primeiro-ministro, Ibrahim Mahlab, os ministros da Defesa e do Interior, e representantes de mais alta patente das Forças Armadas. 

O sequestro dos trabalhadores egípcios, todos cristãos coptas, ocorreu na cidade costeira de Sirte, no leste da Líbia, que está sob controle de grupos islâmicos, informou a rede britânica BBC. Milhares de egípcios têm viajado à vizinha Líbia em busca de empregos. 

Estimativas apontam que entre 9 e 15 milhões de cristãos coptas vivem no Egito atualmente. A população total do país é de cerca de 87 milhões de pessoas. 

Fonte: Revista Veja on line

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Ao meio dia, o Papa Francisco apareceu à janela do Palácio Apostólico para a habitual reza das Avé Marias juntamente com os fieis reunidos na Praça de São Pedro e com quantos o seguiam através dos media.

O Papa retomou as palavras do Evangelho deste domingo, em que o evangelista Marcos nos fala das ações de Jesus em relação a todos as espécies de mal: os possuídos pelo demônio, os doentes, os pecadores. O caso concreto tomado por Jesus é o doente de lepra, doença contagiosa. Perante o pedido desse doente para ser curado por Jesus, o Filho de Deus, cheio de compaixão não hesita em tocá-lo e a curá-lo. Isto é muito importante – disse o Papa, pois  Jesus não se coloca à distância de segurança nem age através de delega, mas se expõe diretamente ao contágio; o mal torna-se assim lugar de contato:

“Ele Jesus, toma sobre si a nossa humanidade doente e nós tomamos d’Ele a sua humanidade sã e curadora. Isto acontece todas as vezes que recebemos com fé um Sacramento: o Senhor Jesus nos “toca” e nos dá a sua graça”.

O Papa frisou ainda que perante o mal, Jesus não “dá uma lição” sobre a dor; não vem também para eliminar do mundo o sofrimento e a morte”, mas sim para os vencer com a misericórdia de Deus.

O Evangelho deste domingo – prosseguiu o Papa – é um convite a tornarmo-nos “instrumentos do amor misericordioso de Jesus, ultrapassando todos os tipos de marginalização”.  Se o mal é contagioso, o bem também pode ser contagioso. “Deixemo-nos contagiar pelo bem e contagiemos o bem”.

Depois das Ave Marias, o Papa dirigiu votos de serenidade e paz a todos os homens e mulheres do Extremo Oriente e de várias partes do mundo que se preparam para celebrar o fim de ano lunar, uma ocasião festiva para redescobrir e viver de modo intenso  - disse - os valores fraternais e familiares.

A seguir o Papa saudou os romanos e peregrinos, de modo particular os vindos por ocasião do Consistório para acompanhar os novos cardeais. Agradeceu também os países que quiseram fazer-se representar com Delegações oficiais.

“Saudemos com um aplauso os novos cardeais!”

O Papa saudou de forma específica os peregrinos e alguns grupos, entre os quais os estudantes de Campo Valongo e Porto, em Portugal… E a todos desejou, como habitualmente, bom domingo e bom almoço, pedindo sempre orações para ele.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Teve lugar na manhã deste sábado na Basílica Vaticana o Consistório Ordinário Público para a criação de 20 novos cardeais. Na sua alocução o Papa Francisco, comentando o hino à Caridade da 1ª Carta de S. Paulo aos Coríntios (cap. 13), explicou antes de tudo o significado e a missão da dignidade cardinalícia. Porque de dignidade se trata, disse o Papa, mas não honorífica:

“Não se trata de algo acessório, decorativo que faça pensar a uma honorificência, mas de um eixo, um ponto de apoio e movimento essencial para a vida da comunidade. Vós sois junções cardinais e estais incardinados na Igreja de Roma, que «preside à universal assembleia da caridade”

Em seguida o Papa disse que na Igreja, toda a presidência provém da caridade, deve ser exercida na caridade e tem como fim a caridade. E por isso o «hino à caridade» da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios – continuou o Papa - constitui a palavra-orientadora para o ministério cardinalício quando o apóstolo descreve as características da caridade.

A propósito da caridade magnânima e benévola o Papa sublinhou que quanto mais se amplia a responsabilidade no serviço à Igreja, tanto mais se deve ampliar o coração, dilatando-se de acordo com a medida do coração de Cristo:

“Magnanimidade é, em certo sentido, sinônimo de catolicidade: é saber amar sem limites, mas ao mesmo tempo fiéis às situações particulares e com gestos concretos. Amar o que é grande, sem negligenciar o que é pequeno; amar as coisas pequenas no horizonte das grandes …”

Depois, continuou o Papa, a caridade «não é invejosa, não é arrogante nem orgulhosa», e isto é na verdade um milagre da caridade, pois nós todos e em todas as idades da vida sentimo-nos inclinados à inveja e ao orgulho, e as dignidades eclesiásticas não estão imunes desta tentação, advertiu o Papa

O Papa Francisco falou também da caridade que «não falta ao respeito, não procura o seu próprio interesse», o que convida o servidor da Igreja a descentralizar-se e a situar-se no único verdadeiro centro que é Cristo; da caridade que «não se irrita, não leva em conta o mal recebido» e que nos liberta do perigo de reagir impulsivamente, dizer e fazer coisas erradas; e sobretudo do risco mortal da ira retida, «aninhada» no interior, que nos leva a ter em conta os malefícios recebidos; da caridade que «não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade», sublinhando:

“Quem é chamado na Igreja ao serviço da governação deve ter um sentido tão forte da justiça que veja toda e qualquer injustiça como inaceitável, incluindo aquela que possa ser vantajosa para si mesmo ou para a Igreja e, ao mesmo tempo, deve rejubilar na verdade. Portanto, denúncia firme da injustiça e o serviço jubiloso da verdade”.

E por último o Papa falou da caridade que «tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta», em quatro palavras, disse, um programa de vida espiritual e pastoral, para sermos pessoas capazes de perdoar sempre; de dar sempre confiança, porque cheias de fé em Deus; capazes de infundir sempre esperança, porque cheias de esperança em Deus; pessoas que sabem suportar com paciência todas as situações e cada irmão e irmã, em união com Jesus, que suportou com amor o peso de todos os nossos pecados.

E o Papa terminou com um convite aos novos purpurados a serem dóceis à ação do Espírito Santo, pois quanto mais  incardinados na Igreja que está em Roma, tanto mais se devem tornar dóceis ao Espírito, para que a caridade possa dar forma e sentido a tudo o que são e fazem.

Durante o Consistório o Santo Padre entregou a cada um dos 20 novos Cardeais o barrete cardinalício, o anel e o título ou diaconia de pertença a uma Igreja de Roma. Aos 3 novos Cardeais dos Países de língua portuguesa couberam as seguintes diaconias: D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente: Sant’Antonio in Campo Marzio; D. Arlindo Gomes Furtado: San Timoteo; D. Júlio Duarte Langa: S. Gabriele dell’Addolorata.

Com a realização deste Consistório, o segundo do Pontificado do Papa Francisco, o Colégio Cardinalício fica agora composto de 227 Cardeais, dos quais 125 eleitores e 102 não-eleitores. Os Cardeais provenientes da Europa são 118; da América do Norte, 27; da América do Sul, 26; da África 21; da América Central, 8; da Ásia, 22; e da Oceânia, 5. (BS)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Convidamos os líderes da Pastoral da Pessoa Idosa e seus familiares de suas paróquias, tanto de Bacabal e região para juntos celebramos com a Santa Missa, o encerramento das comemorações dos 10 anos da Pastoral da Pessoa Idosa em nosso meio.

A celebração será realizada no dia 14/02 na  Igreja Matriz de São Francisco na Rua Magalhães de Almeida por Dom Armando Gutiérrez e por Frei Osmar de Jesus Ofm, às 8:00h  (manhã ).

Agradecemos a presença de todos!

A coordenação
O Papa Bento XVI acolheu o convite do Papa Francisco para participar do Consistório Ordinário Público, amanhã, sábado, às 11 horas, na Basílica de São Pedro, para a criação de 20 novos cardeais.

O Papa Emérito já havia participado do Consistório de 22 de fevereiro de 2014 quando foram criados 19 purpurados. Naquela ocasião, no início da cerimônia, Francisco saudou com afeto Bento XVI, que num gesto de humildade, tirou o solidéu. Um abraço fraterno acompanhado por um longo e emocionado aplauso dos presentes.
 Fonte: Rádio Vaticana